Eis os resultados para apreciação e comentários. A vossa colaboração e interacção é bem-vinda!
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Carlos Vaz
http://gatoescondido.wordpress.com/
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Sempre se reconheceu que a nossa percepção das actividades dos outros é um papel que pode ser deveras pouco fiável sob vários pontos de vista. Existem factores, intrínsecos ou extrínsecos desconhecidos dos observadores exteriores, que frequentemente condicionam as actividades que decorrem. O reconhecimento do trabalho que desenvolvemos é um factor incentivador para uma melhoria e o não reconhecimento ou as críticas injustas podem condicionar o trabalho futuro de quem sente a injustiça das mesmas. No entanto, temos de pensar que a opinião dos outros é sempre importante, sobretudo para quem está interessado em melhorar.
É sempre necessário uma visão descomprometida e ela só é possível a quem esteja «de fora» - o que não quer necessariamente dizer fora do processo. Qualquer projecto deve ser sempre avaliado externamente, ainda que não dispense a auto-avaliação como um dos elementos a ter em conta no processo.
A organização de um evento deste tipo "actividades didácticas" para professores a um sábado à tarde pode ser arriscada. Os professores usam os dias considerados de descanso para retemperar forças e procurar esquecer as situações menos positivas que se lhes deparam durante a semana de trabalho, por isso um evento focalizador dessas mesmas actividades, mesmo que inovadoras, podem ser desinteressantes quando realizadas nos seus dias de descanso. Tomando isto em consideração, e em representação do Centro de Competência CRIE da Universidade de Aveiro, desloquei-me à Escola Secundária de Vale de Cambra para assistir ao WorkShop organizado pela Centro de Formação de Entre Paiva e Caima no âmbito do Projecto Interact que se realizou no dia 21 de Abril sobre "Quadros Electrónicos Interactivos" .
Cheguei um pouco após o início dos trabalhos e surpreendentemente tive dificuldade em estacionar o carro, tal a quantidade de veículos que ocupavam o espaço limítrofe do estabelecimento de Ensino. Os trabalhos já decorriam quando entrei num anfiteatro com capacidade para cerca de 100 pessoas, tendo de me sentar quase na última fila uma vez que os lugares estavam quase todos ocupados por docentes que ouviam atentamente a prelecção do dinamizador da actividade.
Em seguida, foram convidados outros professores das várias escolas/agrupamentos que se foram revezando, mostrando e divulgando o que consideravam de interesse relacionado com a utilização desse recurso nas instituições que representavam.
Notava-se que, ao contrário de mim que já conhecia parte dos exemplos apresentados por já ser a terceira vez a que assistia à apresentação de alguns daqueles exemplos de boas práticas, os participantes estavam interessados e punham questões e intervinham. A sessão prolongou-se até cerca das 14 horas mantendo-se a assistência, na quase totalidade, até ao final.
Os vários exemplos iam sendo apresentados. Alguns dos quais limitavam-se a números sobre a quantidade de professores, alunos e actividades desenvolvidas e outros apresentavam exemplo de trabalhos preparados e aplicados com êxito nas actividades lectivas. Um dos apresentadores chamou a atenção que quase todos apresentavam as actividades com os Quadros Interactivos sem utilizar a interactividade do quadro que estava a ser utilizado apenas como tela de Apresentação Electrónica, crítica esta muito pertinente.
Da minha participação no evento retive:
as situações exemplares de boas práticas que já tinham sido apresentadas há um ano atrás mantêm-se, não havendo, ou então eu não me apercebi, novos casos de êxito;
um entusiasmo em divulgar o que se vai fazendo que é, para alguns, o ultrapassar duma barreira de iliteracia tecnológica;
entusiasmo em partilhar com todos o entusiasmo que alguns manifestavam em participar deste projecto;
interesse por parte dos assistentes que desconheciam e que estavam ali com interesse em conhecer;
o grande número de Flipcharts que tem sido desenvolvidos pelos docentes intervenientes;
a importância que tem em cada escola, a abertura e o interesse manifestado pelos elementos directivos;
o reconhecimento da importância da utilização dos Quadros Interactivos como recursos inovadores na aprendizagem;
o reconhecimento generalizado pelo trabalho que o José Paulo Santos está a realizar.
António Carlos Leal
Centro de Competência CRIE da U. de Aveiro
Para que a Escola possa proporcionar aos seus alunos uma formação que responda afirmativamente às novas solicitações da Sociedade de Informação, é imperioso, mais do que nunca, apostar numa mudança das práticas pedagógicas. Tal mudança passará necessariamente pelo progressivo envolvimento das ditas ferramentas digitais, comummente conhecidas por Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), no processo de ensino/aprendizagem.
Atenta ao presente mas com os olhos colocados bem no futuro, a Escola E. B. 2, 3 de Vale de Cambra tem, de alguns anos a esta parte, investido de forma consciente e decidida na candidatura a projectos que promovam, junto de alunos e professores, o gosto pela escrita, leitura e pesquisa digital. No presente ano lectivo, como não poderia deixar de ser, a aposta do Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas do Búzio no digital mantém-se com a implementação do Projecto Novas Tecnologias.
Uma das vertentes deste projecto é a formação de alunos utilizando os computadores portáteis (catorze ao todo), Internet sem fios e Software específico para os Quadros Brancos Interactivos ACTIVboard. Assim, a escola disponibiliza três tempos lectivos semanais (segundas, terças e quintas-feiras, das 12.00 às 12.45 horas) para que os alunos, sob a orientação de um professor, possam:
· Desenvolver competências básicas de informática integrando as TIC na sua vida escolar;
· Produzir conteúdos educativos interdisciplinares, normalmente em ACTIVstudio Professional Edition, que possam ser rentabilizados, numa nova dinamização pedagógica;
· Desenvolver a capacidade de aprender de forma autónoma, utilizando os materiais didácticos disponíveis numa plataforma de aprendizagem on-line e/ou no Portal do Agrupamento;
· Desenvolver a competência de pesquisa, organização e reutilização da informação disponibilizada na Internet;
· Desenvolver um espírito de partilha e de comunidade em ambientes virtuais.
Deste modo, ao associar a tecnologia portátil à tecnologia ACTIV da Promethean, a escola promove conscientemente a autonomia na aprendizagem, pois o aluno não só aprende a fazer, apropriando-se do know-how proporcionado pelas novas ferramentas tecnológicas, como também constrói o seu próprio saber
______________________________Caros colegas,
Gostaria de partilhar com todos o meu enorme entusiasmo ao fazer parte deste grande projecto. A possibilidade de usar um quadro interactivo em contexto de sala de aula é, para mim, um passo gigantesco na renovação de práticas de ensino, especialmente na disciplina de Matemática.
O facto do ActivStudio possuir, por exemplo, ferramentas como o transferidor e a régua, dar a possibilidade de se voltar à página anterior sem que se "estrague" nada, guardar qualquer trabalho realizado pelos alunos, para posterior avaliação, conseguir uma maior motivação, atenção, empenho e participação por parte dos alunos e, em conjunto com tudo isto, se efectuar hiperligações à Internet ou ligações directas a textos ou programas, veio renovar e cortar radicalmente com todas as metodologias ditas tradicionais, que eu pensava serem as melhores, há pouco mais de um ano.
Por tudo isto, e muito mais, o meu muito obrigada.
Vou tentar partilhar com todos os flipcharts que já fiz e que trabalhei com os alunos. E a meu ver com muito sucesso.
É um projecto muito trabalhoso, mas bastante compensador e motivador.
Trabalhar assim cansa, mas descansa...
______________________________Caros colegas do Projecto Interact que leccionam esta disciplina, gostaria de iniciar, neste espaço, uma discussão sobre a forma como, nós professores de Português, encaramos a utilização do quadro interactivo, uma nova metodologia de renovação de práticas do ensino desta disciplina.
Considero que o ACTIVstudio possui ferramentas que poderiam cortar radicalmente com as metodologias tradicionais e inclusive ignorar por completo o manual escolar do aluno. A meu ver, o facto de num flipchart poder:
► escrever texto e os alunos lerem;
► gravar texto e fazê-lo ser ouvido pelos alunos;
► gravar texto lido pelos alunos;
► guardar todo e qualquer trabalho realizado pelos alunos, para posteriormente ser utilizado na avaliação dos mesmos e consequentemente ajudar o aluno a corrigir o que está mal;
► ensinar conteúdos do funcionamento da língua, de forma atractiva, apelando à imagem e, por conseguinte, a uma maior facilidade de assimilação e compreensão destes;
► e, ainda, usar o flipchart para ir mais longe, hiperligações à Internet e todos as outras ferramentas que um livro não tem
O manual escolar fica completamente descontextualizado. Reparem: um flipchart pode ser levado pelo aluno, novamente experimentado por ele em casa (nos dias de hoje, os jovens ligam, com mais motivação, o seu computador, vêem o flipchart e estudam, praticando o que foi feito na aula, do que pegam num livro e revêem a matéria dada), contém interactividade e direcciona a atenção do aluno para um objecto central que, bem manuseado pelo professor, produz um efeito de concentração superior ao manual. Por exemplo, quando leccionamos Os Lusíadas de Luís de Camões, podemos aceder à Internet e mostrar o texto; lê-lo com os alunos; sublinhar aspectos importantes e todos vêem o que dizemos, coisa que se somente oralizarmos e eles registarem no manual, todos nós sabemos que, se não verificarmos um a um, há sempre alunos que registam mal. Para além disto, usamos ferramentas que acompanham o evoluir dos tempos, cativam os jovens e penso eu que, talvez, reduzem o insucesso e abandono destes à escola.
Deixo em aberto a discussão. Gostaria de saber a vossa opinião. Sinto necessidade de partilhar convosco as minhas angústias e saber se os meus flipcharts estão bem elaborados, o que falta neles, o que poderia melhorar, pois trabalho (ainda) sozinha, na minha escola, na abordagem de conteúdos de Língua Portuguesa (3ºciclo) e Português ( Secundário), no ActivStudio, e preciso de evoluir, de verificar o que devo corrigir, e é mostrando o que se faz que se discute e chega a uma conclusão. Deixo, também, o convite para que os colegas venham assistir às minhas aulas, para que em conjunto possamos construir uma nova metodologia e consequentemente os nossos alunos tenham mais sucesso...
______________________________Hoje, tão ou mais importante do que ensinar através da exposição de conteúdos, é conseguir estimular os alunos a questionar, a ter dúvidas, ao invés de aceitar o que lhes é apresentado ou transmitido.
O quadro interactivo é uma ajuda preciosa que permite a todos os professores evoluir, passar de um ensino fundamentalmente expositivo, para um sistema mais dinâmico. É um instrumento que pode ser utilizado para promover a interacção com todos os alunos, forçando mesmo os mais tímidos a sair da sua concha e a mostrar o seu espírito crítico.
No âmbito da Biologia e da Geologia, o quadro pode funcionar como um íman, uma vez que todos os esquemas, figuras, gráficos podem ser alterados vezes sem conta, segundo várias perspectivas.
O trabalho com os quadros interactivos pode ser também algo frustrante, quando se investem horas na produção de um flipchart que pode não resultar tão bem como esperávamos, ou que acabamos por não utilizar, porque surgem problemas com o equipamento, com a lentidão dos pc's, enfim, com os imponderáveis que surgem na sala de aula No entanto, o balanço que faço de um ano de utilização (intensiva) dos quadros é francamente positivo. Sinto que já não sei trabalhar de outra forma...
______________________________(...)
Nas línguas estrangeiras o quadro interactivo assume uma dimensão prática que - perdoem-me a modéstia - excede a das outras disciplinas! A possibilidade de combinação das três vertentes (visual, audio e interacção) permite múltiplos exercícios no treino das três principais competências (compreender, interagir, produzir) a desenvolver nos alunos, aula a aula, desde que se misturem os ingredientes em doses q.b.
Duvidam? Então imaginem o seguinte: um vídeo, sem som ou legendas. Os alunos organizam, constroem ou completam frases que elucidam só um pouco sobre o conteúdo, adiantando algum do vocabulário de que irão precisar. Seguidamente, especulam sobre o enredo, tema ou tópico em apreço. Depois são confrontados com a mesma versão mas, desta vez, sonora. Nesta fase já podem avaliar a correcção do 1º exercício e completá-lo produzindo mais algumas frase relativas ao contexto. Finalmente, é-lhes exibido o vídeo legendado (de preferência em língua estrangeira), para que completem alguma lacuna e para que possam responder a um questionário. Entretanto o dicionário online vai resolvendo as questões do vocabulário desconhecido.
Clica-se num link para aceder a uma página da internet com informação complementar sobre o tópico. Os alunos discutem ou escrevem sobre o assunto, imagem, ou qualquer outra provocação emitindo a sua opinião.
Tudo isto em 90 minutos com tudo ali à mão. Fascinating.....trully!
Agora ponham a vossa imaginação a mexer e mãos à obra. Tudo é possível com esta tecnologia. Procurem trabalhar todas as competências, todas as vezes, o que nunca é demais.
Bom trabalho!
Há bastante tempo que tenho vindo a dar conta que o meu filho, estudante do 4ºano de escolaridade, sempre que tem um trabalho de pesquisa para fazer só vê um caminho: ir à Internet…recusando a consulta de livros, alegando perder muito tempo... Assim como, sempre que o T.P.C. é assistir aos noticiários, dos quais terá que escolher uma notícia descrevendo-a, a escapatória é: ir à Internet, escolher uma notícia e, entre uns cliques que seleccionam, copiam e colam… o T.P.C. está feito!
Como professora, consciente das vantagens que o uso das novas tecnologias, em geral, e da Internet, em particular, oferece aos estudantes contemporâneos, proporcionando a construção do seu próprio conhecimento, sou a primeira a sugerir e indicar, aos meus alunos, o acesso ao mundo online! Sem dúvida que com uns cliques no computador, os alunos encontram, rapidamente, a informação que eu levaria dias de pesquisa nas bibliotecas municipais e escolares, no meu “tempo”!
Desde Fevereiro de 2006 que utilizo, em contexto de aula, o Quadro Interactivo, ACTIVboard, no âmbito do Projecto Interact. O uso que faço desta ferramenta tecnológica tem-se revelado imensamente vantajoso na concretização do objectivo: Melhorar o desempenho escolar dos alunos. Sem dúvida que aumentou, exponencialmente, o recurso que faço à Internet, (está mesmo ali à mão! …; é tão mais rápido o acesso à informação! …; os alunos estão mais “hiper ligados” à aula! …), mas… não consigo deixar de me questionar:
Preocupa-me que possa não estar a utilizar a tecnologia de forma tão eficaz como deveria, com vista ao sucesso escolar do aluno.
Por tudo isto, considero fulcral que, no Projecto Interact, a preocupação dos professores não se reduza, somente, ao cumprimento de quatro flipchart/mês e à aquisição de rapidez no uso das técnicas oferecidas pelo software ACTIVprimary e ACTIVstudio mas, também, numa séria reflexão crítica e partilhada das práticas pedagógicas e num estudo comparativo e avaliativo dos resultados do desempenho escolar dos alunos.
Ou… será que tudo isto não passa de infundadas preocupações, fruto de uma formação “noutros tempos”, (anos 80), e que não está, ainda, preparada para acompanhar estes “novos tempos”?!...
Entrega a uma escola-modelo de boas práticas de TIC:
A Microsoft organiza pelo 3º ano consecutivo a Conferência de Professores Inovadores, um momento único de partilha e reflexão para os professores de todo o País.
Para responder à questão "Ensinar e Aprender com as TIC, é fácil?", a Microsoft convidou alunos e professores do 1º ciclo do Ensino Básico ao Ensino Secundário, que trarão o seu testemunho e a sua experiência do dia-a-dia.