- Por cada revista adquirida, oferece outro exemplar para uma escola dos PALOP.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Revista Ludomedia para os PALOP
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Profissionalismo...

No Sábado, dia 15 de Dezembro 2007, a partir das 10H da manhã, o Centro Educativo da Praça teve a honra de receber a Professora de 1º Ciclo, Inês Conceição. Porquê? O que move uma Professora a deslocar-se de Castelo de Paiva a Macieira de Cambra um Sábado de manhã, às portas do Natal, para dar, sim, dar alguns dos seus saberes a colegas que nem sequer conhecia?!
Não é fácil nem simples adjectivar a amabilidade, espírito de entreajuda, profissionalismo, “amor à arte” que fez esta gentil profissional da educação aceder a um pedido de ajuda feito pelo grupo de Educadoras e Professoras de 1º Ciclo da Escola da Praça. Aproveitamos para dizer que esta escola se encontra apetrechada com cinco quadros interactivos ACTIVboard (quatro na escola e um no Jardim de Infância), tendo sido três deles adquiridos pela Associação de Pais deste espaço educativo.
Em nome de todas que estiveram presentes, Educadoras, Professoras e Presidente da Associação de Pais, um Bem-haja muito grande para a Inês.quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Projecto Interact com "Sabor a Chocolate"
Inspiremo-nos neste vídeo (com pouco mais de 13 minutos) realizado no final do ano lectivo 2006/2007...
Descubra outros vídeos como este em INTERACTiC 2.0
Era uma vez
Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada...
Era uma vez
A riqueza contra
A simplicidade
Uma mostrando prá outra
Quem dava mais felicidade...
Prá gente ser feliz
Tem que cultivar
As nossas amizades
Os amigos de verdade
Prá gente ser feliz
Tem que mergulhar
Na própria fantasia
Na nossa liberdade...
Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem haver
Quem já foi criança um dia...
Era uma vez
Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada...
Era uma vez
A riqueza contra
A simplicidade
Uma mostrando prá outra
Quem dava mais felicidade...
Prá gente ser feliz
Tem que cultivar
As nossas amizades
Os amigos de verdade
Prá gente ser feliz
Tem que mergulhar
Na própria fantasia
Na nossa liberdade...
Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem haver
Quem já foi criança um dia...
(Toquinho)
terça-feira, 11 de setembro de 2007
REDOL - Recursos Digitais On-Line
A revista Ludomedia número 9, já nas bancas, disponibiliza um conjunto atractivo de actividades complementares, destinadas aos professores, pais e encarregados de educação.segunda-feira, 16 de julho de 2007
De Lisboa para Castelo de Paiva...
Estudei em Sintra, licenciei-me em Lisboa, trabalhei em Lisboa e
No primeiro ano lectivo, exerço funções docentes na EB1 de Castelo de Paiva nº1, de onde guardo muito boas recordações pessoais e profissionais. No segundo ano, este que agora finda, sou colocada na EB1 de Castelo de Paiva nº2, por um período de três anos. Reencontro as colegas com quem trabalhei em Sintra e falo-lhes com alegria da minha mudança. Digo-lhes que tenho a possibilidade de utilizar um Quadro Interactivo e questionam-me sobre as funções de tal ferramenta. Com satisfação e muito orgulho, apresento-lhes as novidades que, ainda hoje, não são conhecidas na grande Lisboa, mas que já fazem furor num pequeno concelho do norte!!!
E terminado o meu desvio no tempo e no espaço, retorno ao final do ano lectivo 2006/2007, depois de um ano de trabalho com uma turma de 2ºano de escolaridade, na Escola Básica 1 de Castelo de Paiva nº2, para apresentar o meu relatório incidente sobre a utilização do Quadro Interactivo na sala de aula.
Em primeiro lugar, esclareço que não sou por norma uma aficionada das TIC, conheço os procedimentos básicos de alguns dos programas mais usualmente utilizados para trabalhar com computador, não aderi fanaticamente ao acesso à Internet com todas as suas janelas abertas… Da mesma forma, ao iniciar o ano, não encarei o facto de leccionar numa sala onde estava instalado um Quadro Interactivo como uma mais valia só por si. Quer isto dizer, que não vi unicamente a ferramenta que se me apresentava, mas pude redimensionar as minhas metodologias e estratégias de trabalho tirando proveito de mais um recurso que tinha agora à minha disposição. Afirmo diversas vezes, e choco alguns colegas ao fazê-lo, que não pretendo ensinar os meus alunos a ler, a fazer contas, a nomear os rios de Portugal (e por aí fora… os conteúdos programáticos são inúmeros). Pretendo, antes, ajudá-los a descobrir o prazer de aprender!!! Pretendo, antes, ajudá-los a aprender a aprender!!! E foi nesta perspectiva que encarei o QI, como sendo mais uma ferramenta a que posso recorrer procurando alcançar o meu objectivo.
Sem dúvida nenhuma, que o QI constituiu um factor de motivação para os meus alunos. Quando o ano iniciou e entrámos na sala, ficaram maravilhados! Tendo explicado que ainda teria de aprender a usar o quadro, todos os dias me vi “interrogada” pelos meus alunos: “Professora, já sabe?”, “Já vamos usar o quadro?”, “Ó professora, quando é que aprende a ligar o quadro para nós usarmos?”... E eu, que pretendia motivá-los para o seu processo de aprendizagem, vi-me motivada por eles para a minha aprendizagem. E desculpem-me aqueles que esperam resultados brilhantes por parte dos alunos… Desculpem-me os que procuram vantagens para os alunos usando esta tecnologia… Pois de nada servem materiais, tecnologias sofisticadas, se o professor não se sentir envolvido para, então, envolver os seus pequenos aprendizes!
Não posso dizer que tenha mudado metodologias de trabalho, mas reformulei estratégias: na motivação para a leitura e a escrita, no trabalho de aperfeiçoamento de texto, no desenvolvimento do cálculo e raciocínio, na motivação para a descoberta.
Ponto importantíssimo, que devo salientar, reporta-se ao comportamento dos alunos em ambiente de sala de aula e ao cumprimento de regras de trabalho. Dada a enorme vontade de serem chamados a trabalhar no QI os alunos foram interiorizando, mais significativamente e com maior rapidez, que o colega deve ser respeitado, para que o próprio também o seja na sua vez de ir ao quadro.
E, uma vez que estou a falar de motivação e de aprendizagem comportamental, partilho uma situação específica com um aluno com Necessidades Educativas Especiais, aluno com Trissomia 21, pouco comunicativo, muito irrequieto e apresentando uma capacidade de concentração mínima nas actividades propostas. Foi interessante e muito gratificante, observar a atenção crescente do aluno para com tudo o que se passava no quadro, ao ponto de, ao chegar à escola, pedir à mãe que o levasse de imediato para a sala porque, como ele dizia “tem bonecos”. O poder da imagem demonstrou-se claramente. Maior espanto senti quando, chamando o aluno ao quadro para pintar uma figura, o vejo manejar a caneta mudando cores sem que nada lhe fosse dito. Parece uma situação insignificante, mas é preciso conhecer o aluno para perceber a intensidade e a importância desta realização!!!

Falando ainda de motivação, foi bastante interessante notar que os alunos ansiavam pelas actividades lúdico-didácticas disponibilizadas através do software ACTIVPrimary, nomeadamente para a área de Matemática, área essa que geralmente é o “bicho-papão” que amedronta e inibe os nossos alunos. Além disso, notava-se muito claramente o espírito de entre-ajuda estabelecido entre os alunos (porque o objectivo não era cada um deles conseguir, mas sim a turma conseguir realizar a actividade). Este factor auxiliou os alunos que, por natureza, são mais reservados, tímidos e inseguros, libertando-os para uma maior participação na aula.
Devo salientar que, mais importante do que o trabalho de aula baseado nos meus flipcharts, foi o trabalho que os alunos puderam construir e apresentar que trouxe maiores ganhos em todo este processo. Durante as aulas, a turma descobriu conhecimentos, organizou-os e preparou flipcharts. Estes serviam não só como recurso de revisão de aprendizagens, mas também como prova daquilo que os alunos estavam a alcançar e a fazer nas aulas. E este facto era de tal modo importante, que eles prepararam uma aula para os seus pais, demonstrando o seu trabalho. Lembro a enorme satisfação dos alunos por estarem no papel de professores, lembro a satisfação dos pais por estarem no papel dos seus filhos e, principalmente, por observarem a alegria deles por terem oportunidade de mostrar o que estavam a aprender. Foi uma experiência que correu bem e que pais, alunos e professora esperam repetir!!!

Ao longo do ano, senti que os manuais foram ocupando um lugar cada vez menos imprescindível. Esta situação não se deveu ao facto de ter um quadro interactivo na sala de aula. Desde o início da minha carreira profissional que posiciono os manuais no lugar que, penso eu, devem ocupar – ou seja, simples recursos de apoio e não como ditadores do processo de ensino-aprendizagem. É bem verdade que nem sempre existem outros recursos de apoio, é bem verdade que os pais se sentem mais seguros quando os seus filhos cumprem todos os exercícios do dito livro, é bem verdade que os professores (não sei se muitos ou pouco) se sentem mais seguros de si quando chega o final do ano lectivo e o manual está todo escrito. “Já dei o programa todo!”, dizemos nós… seguros de que a nossa função está cumprida… Mas falta o resto, falta o principal (arrisco a dizer…)! Onde fica a motivação e a liberdade de cada indivíduo construir o seu saber?! Então aqui pode entrar o Quadro Interactivo!
Não perdendo o Programa e o Currículo de vista, mas apontando para as Competências, é possível construir o conhecimento dos alunos, com os alunos, partindo dos alunos de forma igualmente estruturada (quando comparada ao uso do dito manual). A par disto, encontro ainda a vantagem de, passo a passo, dia-a-dia, haver a oportunidade de registar e guardar toda a descoberta dos alunos, toda a estratégia implementada, todo o trabalho realizado.
Quase a terminar, uma última reflexão sobre o trabalho de colaboração que se pode gerar entre alunos e entre docentes. A utilização do Quadro Interactivo permite que um trabalho nunca se dê por terminado. Os alunos podem partir do flipchart do professor ou de um colega para modificarem, alargarem, retirarem e continuamente construírem o seu conhecimento. Um professor, que se integre num ambiente de colaboração e abertura, pode ver o seu trabalho enriquecido e facilitado pela partilha de flipcharts e, acima de tudo, pela partilha de experiências que daqui podem surgir! Não o digo no plano da utopia, mas porque tive a oportunidade de experienciá-la este ano na partilha de dúvidas, de incertezas, de estratégias, de certezas com uma colega, também ela docente de 2ºano.

O que se poderá melhorar? Modificar? Resposta difícil… Quando se envereda por um caminho diferente e desconhecido, não há a experiência de outros caminhantes que nos possa guiar. Contudo, há algo que nunca se poderá descurar: a capacidade de reflexão sobre a opção tomada, sobre o caminho já percorrido, sobre o que está ainda por percorrer! E que seja uma reflexão individual, mas também de grupo (professores, alunos, pais, comunidade). Que seja uma reflexão sobre breves momentos da prática educativa - porque estes podem fazer a diferença - , mas igualmente sobre o percurso de aprendizagem globalmente, não correndo o risco de sobrevalorizarmos ferramentas em detrimento das finalidades.
Provavelmente não terei cumprido os requisitos de um relatório, enveredando por uma reflexão pessoal (e, por isso, menos objectiva) sobre a experiência deste ano lectivo utilizando o Quadro Interactivo… Considero-me mais sensível a sentimentos, atitudes, do que a números ou percentagens… De qualquer forma, aqui fica o testemunho de uma professora que se sente enriquecer!
Maria João de Jesus Brochado
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Estádio Projecto INTERACT
Ao fim de ano e meio de trabalho com o QI, em sala de aula, acrescida da função de coordenadora Interact do Agrupamento Vertical de Escolas de Castelo de Paiva (neste ano lectivo), dou conta de um cansaço, não físico, mas fruto de um esforço na aplicação de um conjunto de procedimentos que me levou a adquirir uma grande resistência e ao desenvolvimento harmónico de diferentes aptidões. Neste contexto, estabeleci uma analogia entre o atleta de Declato e eu, a coordenadora/professora, do 1º ciclo, Interact.
Há ano e meio, entrei no Estádio: “Projecto Interact”, situado na zona geográfica dos concelhos de Vale de Cambra, Arouca e Castelo de Paiva. As corridas tiveram lugar na pista de atletismo que era a sala do 2º ano da escola: http://www.eb1-castelo-paiva-n2.rcts.pt/. No espaço interior à pista, os lançamentos e saltos foram executados no Blogue Interact http://interactsite.blogspot.com e no Glossário – Partilha de Recursos http://www.interactportugal.com, respectivamente. A prova da Maratona realizou-se nas vias públicas, decorrendo dentro do Agrupamento Vertical de Escolas de Castelo de Paiva.
Assim sendo, no início, a minha performance concentrava-se na prova de corrida. Ao tiro de largada o QI era ligado na sala de aula, colocando à disponibilidade da professora uma infindável variedade de ferramentas!... Uma das finalidades da corrida era produzir quatro flipcharts/mês!... Nos primeiros metros, o entusiasmo era tal que perdia a noção de tempo, ficando entretida, altas horas da noite e fins-de-semana, a brincar com o software ACTIVprimary explorando todas as suas potencialidades. O apoio entusiástico, vindo das bancadas, da parte dos alunos, dava-me energia para prosseguir. As aulas tornaram-se muito mais atractivas e dinâmicas, sentia uma autêntica explosão muscular: fazia flipcharts, em casa, e os alunos maravilhavam-se sempre que eram chamados ao QI. Mas, a certa altura da prova, começaram a aparecer obstáculos (barreiras): a rotina, o tempo, a ausência de novidade. O cansaço, tanto meu como dos alunos, surgiu: o QI já não era novidade e os flipcharts entraram na rotina!... Portanto, foi imperativo a mudança de técnica, tinha-a aprendido, agora, tinha de a fazer progredir. A técnica implica conhecimento das operações (domínio das ferramentas do QI), manejo das habilidades (guardar, duplicar, aumentar, diminuir, hiperligar, interagir, apagar, etc. …) e a capacidade de improvisação e criatividade. O QI incita o professor à procura de novas metodologias e práticas inovadoras enfim, à mudança. Mas, conquistar a compreensão e competências para a mudança demora tempo e os professores não têm tempo!...
Cheguei ao final da prova, ao fim de quatro meses de utilização do QI com a sensação de tarefa cumprida (4 flipcharts/mês), entusiasmada com o apoio, mas, não de maneira triunfal… era preciso inovar, o público assim o exigia e eu sentia essa necessidade.
No ano lectivo 2006/2007 dedico-me, também, a outras modalidades: lançamentos e saltos. Como é do conhecimento geral os lançamentos são feitos dentro de uma zona limitada (círculo) que neste caso específico era no http://interactsite.blogspot.com/. A prova de saltos, como precisa de impulso e tem um colchão para receber a queda do atleta, era praticada em http://www.interactportugal.com/. Estas modalidades foram colocadas, dentro do Projecto Interact como mais um recurso à disposição do professor Interact com objectivos, não só técnicos (Partilha de recursos – Glossário), mas também com objectivos pedagógicos (Blogue e Fórum das Disciplinas. Neste, descrevi, na disciplina do 1º ciclo, dois casos, nos quais o QI se revelou uma ferramenta muito importante no contexto de ensino e aprendizagem, nomeadamente: Trabalho de aperfeiçoamento de texto, no quadro interactivo e O Trabalho de Projecto). Recorri, com frequência, a estas modalidades em busca de partilha de experiências para não cair na rotina, para manter o brilho no olhar dos alunos, para progredir. É essencial promover o crescimento partilhado dos professores/educadores.
O Coordenador do Projecto Interact, José Paulo Santos, convidou, desafiou, apoiou, tem sido um participante activo no processo da mudança, incentivando os professores a publicarem as intervenções pedagógicas que protagonizam, mesmo àqueles que, reconhecendo a necessidade de mudar têm medo de perder a certeza, a rotina e todos os confortos a que estão habituados. A mudança é difícil e lenta mas, “com paciência e perseverança tudo se alcança”.
Este ano lectivo, como coordenadora de Escola Interact, pude contar com o trabalho de equipa e colaborativo, entre professores, uma mais valia, sem dúvida!
Foi nesta altura que, em equipa, entrámos na modalidade da Maratona. A corrida foi de longa distância: semanalmente, reuniam os professores da EB2/3 e mensalmente os do 1º ciclo da EB1 n.º 2, com o objectivo de partilhar técnicas e experiências. Exigiu, igualmente, grande resistência física para os inúmeros contactos, pedidos, actividades, ofícios… mas, com a colaboração do Executivo do Agrupamento, Executivo Municipal, Encarregados de Educação, professores e educadores conseguimos chegar à meta: apetrechar todas as salas de aula da EB1 n.º 2 de Castelo de Paiva com quadros interactivos, culminando, no final do ano, com a realização de um Encontro de agradecimento, partilha e incentivo, no Auditório Municipal (já publicado neste blogue).
Chego ao fim deste ano lectivo, sentindo-me uma atleta mais completa, uma vez que continuei a praticar a modalidade de corrida, na sala de aula, transpondo obstáculos. Os obstáculos: tempo e rotina foram superados quando os alunos passaram a utilizar o QI para construírem os seus próprios flipcharts, atingindo-se um dos mais importantes objectivos e pretensões do Projecto Interact: o aluno como construtor do seu próprio conhecimento, estando ele à frente do processo de aprendizagem!
Iniciei e pretendo continuar a modalidade de lançamentos e saltos que considero fundamental para progredir e inovar, dando e recebendo. A prova da Maratona terá de continuar nas vias públicas, passando por outras escolas, por outros professores e, claro está, poder chegar a TODOS os alunos, com chegada triunfal no Estádio: “ Sucesso Educativo”.
Maria Inês Duarte Vieira da Conceição
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