quinta-feira, 26 de abril de 2007

Avaliação do Projecto Interact e do Workshop

No final do Workshop Interact, realizado no passado Sábado, dia 21 de Abril, os participantes foram chamados dar a sua opinião através de um questionário. Para que os resultados fossem obtidos rápida e graficamente, utilizámos os dispositivos ACTIVote.
Aqui ficam apenas alguns gráficos para apreciação e abertos a comentários pelos visitantes deste blogue:

Embora estes dados mereçam uma profunda análise, porque nos permitem obter algumas conclusões pertinentes para o funcionamento do Projecto Interact, assim como a realização de novos eventos como este, desejamos apenas destacar alguns factores:
  1. Programas do quadro ACTIVboard (ACTIVprimary e ACTIVstudio: são ferramentas úteis e com elevadas potencialidades para a criação de recursos interactivos, apesar de não se verificar ainda a sua exploração máxima pelos professores;
  2. Os professores reconhecem claramente que o desempenho dos alunos na sala de aula melhora significativamente;
  3. O Projecto Interact contribui para a motivação e o bem-estar dos professores na escola e na sua actividade docente;
  4. A partilha de recursos na plataforma moodle Interact Portugal é essencial para a consolidação de uma comunidade de prática;
  5. Os professores sentem que as suas competências em Tecnologias de Informação e Comunicação melhoraram, na medida em que os alunos exigem cada vez mais deles e esperam mais e melhores recursos motivadores e interactivos;
  6. Os professores revelam uma grande necessidade de aceder a novos meios e ferramentas que potenciem a sua actividade docente e desejam conhecer novas metodologias e abordagens pedagógicas;
  7. Surpreendentemente, os professores gostariam de ver prolongado o tempo destinado à realização desta iniciativa. (A organização do Workshop tinha optado por esta modalidade - manhã - para não ocupar demasiado o tempo dos professores e dar-lhes também oportunidade de estar junto das suas famílias...)
  8. Futuros eventos. Fica aqui a garantia por parte do Centro de Formação de Entre Paiva e Caima e a Coordenação do Projecto Interact dar sequência a novos eventos similares, tentando ir ao encontro das necessidades, interesses e expectativas dos professores.
Em suma, congratulamo-nos por sentir que o balanço final é francamente positivo.
Agradecemos, pois, a todos os participantes deste Workshop, aos Presidentes dos Conselhos Executivos presentes, à Escola Secundária de Vale de Cambra que nos cedeu os seus espaços, aos Coordenadores de Escolas Interact pelo seu empenho, dedicação e trabalho realizados nas suas escolas; e ainda ao Prof. Carlos Leal do Centro de Competência CRIE da Universidade de Aveiro; aos 8 professores da Escola EB 2.3 Bento Carqueja (Oliveira de Azeméis), entre outros colegas interessados nesta temática.

Bem hajam!

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Reflexões sobre o Workshop Interact...



No dia 21 de Abril 2007, decorreu no auditório da Escola Secundária de Vale de Cambra, o workshop Interact. A iniciativa teve uma forte adesão de profissionais da educação, não só ligados ao projecto Interact, mas também outros que partilhavam interesse pelo tema.

Numa primeira fase, o coordenador do projecto Interact apresentou alguns dados de acompanhamento do mesmo e, em linhas gerais, fez uma reflexão onde abordou metodologias positivas de integração do quadro interactivo (QI) na sala de aula. Para além dos benefícios reconhecidos na utilização desta tecnologia, já lugares comuns para quem utiliza o QI, destacaram-se aspectos que ainda deverão ser objecto de maior atenção, de modo a que os proveitos pedagógicos sejam mais relevantes. Realçou-se a pouca participação dos alunos no processo de desenvolvimento dos objectos de aprendizagem, a não manutenção dos exercícios realizados para facilitar a aferição de aprendizagens, pouco aproveitamento dos recursos do QI e das aplicações informáticas específicas a ele associadas, recurso diminuto a diferentes elementos multimédia (vídeo/animação, som, ...), pouca adesão a ferramentas da Internet, recurso diminuto a aplicações educativas. Também alguns aspectos mais práticos não foram esquecidos, como a fraca ou excessiva iluminação da sala, o posicionamento deficiente do QI em alguns casos, impossibilitando uma boa utilização, rara manutenção física dos equipamentos, ausência de alguns equipamentos que contribuiriam para uma utilização mais eficaz do QI, como colunas de som ou computadores actualizados.

Destacou-se também a necessidade de trabalho colaborativo entre os docentes, que ainda não é muito notória. Essa colaboraçãp poderá ter visibilidade não só no trabalho realizado nas escolas, mas também na disponibilização e discussão, no portal Interact, dos recursos desenvolvidos, passando por um maior dinamismo participativo nos grupos de discussão do portal, assim como na troca de experiências no blogue Interact.

Na segunda fase, os coordenadores do projecto nas escolas/agrupamentos escolares apresentaram uma síntese da utilização do QI nas instituições que representavam. Foi interessante verificar diversas opções de distribuição dos QI no serviço lectivo dos professores, existindo escolas que associam o QI a turmas específicas, tentando que o maior número de professores dessas turmas trabalhem com o QI, outras (a maior parte) que associam a utilização das salas com QI a professores. A discussão acerca das melhores metodologias de gestão de utilização do QI é algo que ainda deverá ser levado a cabo, devendo tal passar pela apresentação de benefícios e dificuldades sentidas pelos professores envolvidos. O empenho e motivação dos docentes é notório, mas algumas dificuldades se vão perfilando, sendo que a gestão do tempo foi a mais referida. Os docentes queixam-se que o tempo necessário para preparar as actividades ultrapassa largamente o número de horas atribuído pelo Ministério da Educação para trabalho individual.

O workshop terminou com a apresentação de diversas actividades desenvolvidas para diferentes disciplinas e níveis de ensino.

Foi uma manhã profícua de troca de experiências na utilização de quadros intectivos em contexto educativo.

Carlos Vaz

http://gatoescondido.wordpress.com/


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Sempre se reconheceu que a nossa percepção das actividades dos outros é um papel que pode ser deveras pouco fiável sob vários pontos de vista. Existem factores, intrínsecos ou extrínsecos desconhecidos dos observadores exteriores, que frequentemente condicionam as actividades que decorrem. O reconhecimento do trabalho que desenvolvemos é um factor incentivador para uma melhoria e o não reconhecimento ou as críticas injustas podem condicionar o trabalho futuro de quem sente a injustiça das mesmas. No entanto, temos de pensar que a opinião dos outros é sempre importante, sobretudo para quem está interessado em melhorar.

É sempre necessário uma visão descomprometida e ela só é possível a quem esteja «de fora» - o que não quer necessariamente dizer fora do processo. Qualquer projecto deve ser sempre avaliado externamente, ainda que não dispense a auto-avaliação como um dos elementos a ter em conta no processo.

A organização de um evento deste tipo "actividades didácticas" para professores a um sábado à tarde pode ser arriscada. Os professores usam os dias considerados de descanso para retemperar forças e procurar esquecer as situações menos positivas que se lhes deparam durante a semana de trabalho, por isso um evento focalizador dessas mesmas actividades, mesmo que inovadoras, podem ser desinteressantes quando realizadas nos seus dias de descanso. Tomando isto em consideração, e em representação do Centro de Competência CRIE da Universidade de Aveiro, desloquei-me à Escola Secundária de Vale de Cambra para assistir ao WorkShop organizado pela Centro de Formação de Entre Paiva e Caima no âmbito do Projecto Interact que se realizou no dia 21 de Abril sobre "Quadros Electrónicos Interactivos" .

Cheguei um pouco após o início dos trabalhos e surpreendentemente tive dificuldade em estacionar o carro, tal a quantidade de veículos que ocupavam o espaço limítrofe do estabelecimento de Ensino. Os trabalhos já decorriam quando entrei num anfiteatro com capacidade para cerca de 100 pessoas, tendo de me sentar quase na última fila uma vez que os lugares estavam quase todos ocupados por docentes que ouviam atentamente a prelecção do dinamizador da actividade.

Em seguida, foram convidados outros professores das várias escolas/agrupamentos que se foram revezando, mostrando e divulgando o que consideravam de interesse relacionado com a utilização desse recurso nas instituições que representavam.

Notava-se que, ao contrário de mim que já conhecia parte dos exemplos apresentados por já ser a terceira vez a que assistia à apresentação de alguns daqueles exemplos de boas práticas, os participantes estavam interessados e punham questões e intervinham. A sessão prolongou-se até cerca das 14 horas mantendo-se a assistência, na quase totalidade, até ao final.

Os vários exemplos iam sendo apresentados. Alguns dos quais limitavam-se a números sobre a quantidade de professores, alunos e actividades desenvolvidas e outros apresentavam exemplo de trabalhos preparados e aplicados com êxito nas actividades lectivas. Um dos apresentadores chamou a atenção que quase todos apresentavam as actividades com os Quadros Interactivos sem utilizar a interactividade do quadro que estava a ser utilizado apenas como tela de Apresentação Electrónica, crítica esta muito pertinente.

Da minha participação no evento retive:

as situações exemplares de boas práticas que já tinham sido apresentadas há um ano atrás mantêm-se, não havendo, ou então eu não me apercebi, novos casos de êxito;

um entusiasmo em divulgar o que se vai fazendo que é, para alguns, o ultrapassar duma barreira de iliteracia tecnológica;

entusiasmo em partilhar com todos o entusiasmo que alguns manifestavam em participar deste projecto;

interesse por parte dos assistentes que desconheciam e que estavam ali com interesse em conhecer;

o grande número de Flipcharts que tem sido desenvolvidos pelos docentes intervenientes;

a importância que tem em cada escola, a abertura e o interesse manifestado pelos elementos directivos;

o reconhecimento da importância da utilização dos Quadros Interactivos como recursos inovadores na aprendizagem;

o reconhecimento generalizado pelo trabalho que o José Paulo Santos está a realizar.



António Carlos Leal

Centro de Competência CRIE da U. de Aveiro



Fotos do Workshop Interact
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Vídeo apresentado no evento
INTERACT é bom BRINCAR!




quarta-feira, 18 de abril de 2007

O que dizem os professores Interact...

Com um pouco mais de um ano de existência activa e empenhada, o Projecto Interact vai dando conta da sua evolução, através das novas práticas pedagógicas com o auxílio do quadro branco interactivo (QBI) ACTIVboard.
Com um vasto conjunto de materiais digitais interactivos já produzidos (mais de 700 flipcharts), desde o pré-escolar ao ensino secundário, nas várias disciplinas curriculares, os professores e os alunos vão evoluindo para novas abordagens ao processo de construção do conhecimento.
Seja através do presente blogue do Interact seja no ambiente da plataforma de ensino a distância (EaD) Interact Portugal, os professores vão manifestando as suas opiniões, apresentando propostas e ideias, divulgando experiências, criando, assim, uma dinâmica à comunidade de prática.
Aqui ficam, pois, alguns testemunhos importantes para outros professores e outras escolas que desejam saber um pouco mais sobre estas ferramentas tecnológicas. São apenas alguns textos retirados dos fóruns de discussão da Plataforma Interact Portugal.

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Projecto Novas Tecnologias(tudio)... Aprender Fazendo?
Mário Silva - Professor de História

Para que a Escola possa proporcionar aos seus alunos uma formação que responda afirmativamente às novas solicitações da Sociedade de Informação, é imperioso, mais do que nunca, apostar numa mudança das práticas pedagógicas. Tal mudança passará necessariamente pelo progressivo envolvimento das ditas “ferramentas digitais”, comummente conhecidas por Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), no processo de ensino/aprendizagem.

Atenta ao presente mas com os olhos colocados bem no futuro, a Escola E. B. 2, 3 de Vale de Cambra tem, de alguns anos a esta parte, investido de forma consciente e decidida na candidatura a projectos que promovam, junto de alunos e professores, o gosto pela escrita, leitura e pesquisa digital. No presente ano lectivo, como não poderia deixar de ser, a aposta do Projecto Educativo do Agrupamento Vertical de Escolas do Búzio no digital mantém-se com a implementação do Projecto Novas Tecnologias.

Uma das vertentes deste projecto é a formação de alunos utilizando os computadores portáteis (catorze ao todo), Internet sem fios e Software específico para os Quadros Brancos Interactivos ACTIVboard. Assim, a escola disponibiliza três tempos lectivos semanais (segundas, terças e quintas-feiras, das 12.00 às 12.45 horas) para que os alunos, sob a orientação de um professor, possam:

· Desenvolver competências básicas de informática integrando as TIC na sua vida escolar;

· Produzir conteúdos educativos interdisciplinares, normalmente em ACTIVstudio Professional Edition, que possam ser rentabilizados, numa nova dinamização pedagógica;

· Desenvolver a capacidade de aprender de forma autónoma, utilizando os materiais didácticos disponíveis numa plataforma de aprendizagem on-line e/ou no Portal do Agrupamento;

· Desenvolver a competência de pesquisa, organização e reutilização da informação disponibilizada na Internet;

· Desenvolver um espírito de partilha e de comunidade em ambientes virtuais.

Deste modo, ao associar a tecnologia portátil à tecnologia ACTIV da Promethean, a escola promove conscientemente a autonomia na aprendizagem, pois o aluno não só aprende a fazer, apropriando-se do “know-how” proporcionado pelas novas ferramentas tecnológicas, como também constrói o seu próprio saber…

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Não sei trabalhar sem o quadro interactivo
Cristina Saavedra - Professora de Matemática

Caros colegas,

Gostaria de partilhar com todos o meu enorme entusiasmo ao fazer parte deste grande projecto. A possibilidade de usar um quadro interactivo em contexto de sala de aula é, para mim, um passo gigantesco na renovação de práticas de ensino, especialmente na disciplina de Matemática.

O facto do ActivStudio possuir, por exemplo, ferramentas como o transferidor e a régua, dar a possibilidade de se voltar à página anterior sem que se "estrague" nada, guardar qualquer trabalho realizado pelos alunos, para posterior avaliação, conseguir uma maior motivação, atenção, empenho e participação por parte dos alunos e, em conjunto com tudo isto, se efectuar hiperligações à Internet ou ligações directas a textos ou programas, veio renovar e cortar radicalmente com todas as metodologias ditas tradicionais, que eu pensava serem as melhores, há pouco mais de um ano.

Por tudo isto, e muito mais, o meu muito obrigada.

Vou tentar partilhar com todos os flipcharts que já fiz e que trabalhei com os alunos. E a meu ver com muito sucesso.

É um projecto muito trabalhoso, mas bastante compensador e motivador.

Trabalhar assim cansa, mas descansa...

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Disciplina de Língua Portuguesa / Português - Que práticas se renovam?
Sandra Ferreira - Professora de Português

Caros colegas do Projecto Interact que leccionam esta disciplina, gostaria de iniciar, neste espaço, uma discussão sobre a forma como, nós professores de Português, encaramos a utilização do quadro interactivo, uma nova metodologia de renovação de práticas do ensino desta disciplina.

Considero que o ACTIVstudio possui ferramentas que poderiam cortar radicalmente com as metodologias tradicionais e inclusive ignorar por completo o manual escolar do aluno. A meu ver, o facto de num flipchart poder:

► escrever texto e os alunos lerem;

► gravar texto e fazê-lo ser ouvido pelos alunos;

► gravar texto lido pelos alunos;

► guardar todo e qualquer trabalho realizado pelos alunos, para posteriormente ser utilizado na avaliação dos mesmos e consequentemente ajudar o aluno a corrigir o que está mal;

► ensinar conteúdos do funcionamento da língua, de forma atractiva, apelando à imagem e, por conseguinte, a uma maior facilidade de assimilação e compreensão destes;

► e, ainda, usar o flipchart para ir mais longe, hiperligações à Internet e todos as outras ferramentas que um livro não tem…

O manual escolar fica completamente descontextualizado. Reparem: um flipchart pode ser levado pelo aluno, novamente experimentado por ele em casa (nos dias de hoje, os jovens ligam, com mais motivação, o seu computador, vêem o flipchart e estudam, praticando o que foi feito na aula, do que pegam num livro e revêem a matéria dada), contém interactividade e direcciona a atenção do aluno para um objecto central que, bem manuseado pelo professor, produz um efeito de concentração superior ao manual. Por exemplo, quando leccionamos Os Lusíadas de Luís de Camões, podemos aceder à Internet e mostrar o texto; lê-lo com os alunos; sublinhar aspectos importantes e todos vêem o que dizemos, coisa que se somente oralizarmos e eles registarem no manual, todos nós sabemos que, se não verificarmos um a um, há sempre alunos que registam mal. Para além disto, usamos ferramentas que acompanham o evoluir dos tempos, cativam os jovens e penso eu que, talvez, reduzem o insucesso e abandono destes à escola.

Deixo em aberto a discussão. Gostaria de saber a vossa opinião. Sinto necessidade de partilhar convosco as minhas angústias e saber se os meus flipcharts estão bem elaborados, o que falta neles, o que poderia melhorar, pois trabalho (ainda) sozinha, na minha escola, na abordagem de conteúdos de Língua Portuguesa (3ºciclo) e Português ( Secundário), no ActivStudio, e preciso de evoluir, de verificar o que devo corrigir, e é mostrando o que se faz que se discute e chega a uma conclusão. Deixo, também, o convite para que os colegas venham assistir às minhas aulas, para que em conjunto possamos construir uma nova metodologia e consequentemente os nossos alunos tenham mais sucesso...

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Sinto que já não sei trabalhar de outra forma
Maria João Ferreira - Professora de Biologia

Hoje, tão ou mais importante do que ensinar através da exposição de conteúdos, é conseguir estimular os alunos a questionar, a ter dúvidas, ao invés de aceitar o que lhes é apresentado ou transmitido.

O quadro interactivo é uma ajuda preciosa que permite a todos os professores evoluir, passar de um ensino fundamentalmente expositivo, para um sistema mais dinâmico. É um instrumento que pode ser utilizado para promover a interacção com todos os alunos, forçando mesmo os mais tímidos a sair da sua concha e a mostrar o seu espírito crítico.

No âmbito da Biologia e da Geologia, o quadro pode funcionar como um íman, uma vez que todos os esquemas, figuras, gráficos podem ser alterados vezes sem conta, segundo várias perspectivas.

O trabalho com os quadros interactivos pode ser também algo frustrante, quando se investem horas na produção de um flipchart que pode não resultar tão bem como esperávamos, ou que acabamos por não utilizar, porque surgem problemas com o equipamento, com a lentidão dos pc's, enfim, com os imponderáveis que surgem na sala de aula No entanto, o balanço que faço de um ano de utilização (intensiva) dos quadros é francamente positivo. Sinto que já não sei trabalhar de outra forma...

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Tudo é possível com esta tecnologia... até nas Línguas Estrangeiras
Isaura Ventura - Professora de Inglês

(...)

Nas línguas estrangeiras o quadro interactivo assume uma dimensão prática que - perdoem-me a modéstia - excede a das outras disciplinas! A possibilidade de combinação das três vertentes (visual, audio e interacção) permite múltiplos exercícios no treino das três principais competências (compreender, interagir, produzir) a desenvolver nos alunos, aula a aula, desde que se misturem os ingredientes em doses q.b.

Duvidam? Então imaginem o seguinte: um vídeo, sem som ou legendas. Os alunos organizam, constroem ou completam frases que elucidam só um pouco sobre o conteúdo, adiantando algum do vocabulário de que irão precisar. Seguidamente, especulam sobre o enredo, tema ou tópico em apreço. Depois são confrontados com a mesma versão mas, desta vez, sonora. Nesta fase já podem avaliar a correcção do 1º exercício e completá-lo produzindo mais algumas frase relativas ao contexto. Finalmente, é-lhes exibido o vídeo legendado (de preferência em língua estrangeira), para que completem alguma lacuna e para que possam responder a um questionário. Entretanto o dicionário online vai resolvendo as questões do vocabulário desconhecido.

Clica-se num link para aceder a uma página da internet com informação complementar sobre o tópico. Os alunos discutem ou escrevem sobre o assunto, imagem, ou qualquer outra provocação emitindo a sua opinião.

Tudo isto em 90 minutos com tudo ali à mão. Fascinating.....trully!

Agora ponham a vossa imaginação a mexer e mãos à obra. Tudo é possível com esta tecnologia. Procurem trabalhar todas as competências, todas as vezes, o que nunca é demais.

Bom trabalho!

Textos e imagens sob licença!
Esta obra está licenciada sob uma

terça-feira, 17 de abril de 2007

Glossário da Sociedade de Informação

Acaba de ser publicada a edição 2007 do Glossário da Sociedade de Informação (SI) pela APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação. Este documento é extremamente valioso para todos aqueles que procuram desenvolver o seu conhecimento sobre a vasta terminologia referente à SI.
Agora, com mais de 500 entradas lexicais e equivalências entre o inglês e o português, é possível encontrar os significados de vários termos, nomeadamente, CoP [abrev.ing.] comunidade de prática, por exemplo!

ou ainda:

agregador RSS, s.m.
[sin.] leitor RSS
[ing.] RSS aggregator
RSS reader
[def.] Programa que junta e descarrega os conteúdos apontados por um fornecimento Web. Há dois tipos principais de agregadores: baseados na Web e autónomos. Os primeiros permitem a leitura dos conteúdos num programa de navegação; os segundos são programas ou funcionalidades de programas instalados localmente, que actualizam os conteúdos quando os fornecimentos são actualizados.
[v.tb.] fornecimento (Web)

O glossário pode ser descarregado em formato PDF,
a partir da página da APDSI: Publicações | Actividades APDSI



sábado, 14 de abril de 2007

O “corta e cola” de informação…

No PÚBLICO, de 7 de Abril, chamou-me a atenção um artigo com o título: “Como a Wikipédia entrou na sala de aula”, um exclusivo PÚBLICO/Washington Post. (Versão digital do texto integral aqui)

Neste artigo, uma professora de liceu, americana, conta a su
a experiência, dando a conhecer como os seus alunos estão cada vez mais dependentes das fontes online e questiona, entre outras coisas, o facto da Internet poder estar a prejudicar os seus hábitos de estudo. Alerta, igualmente, para o facto dos estudantes apresentarem trabalhos, tendo acesso instantâneo à informação e copiando, ipsis verbis, conteúdos de algumas fontes pouco fidedignas. Chega mesmo a especificar a dificuldade do aluno contemporâneo em ler um livro ou mesmo um artigo de jornal, comprido! Partilha a preocupação de que, cada vez mais, os estudantes têm tendência a recorrer ao online antes de recorrer às suas próprias cabeças, prejudicando a capacidade de iniciativa destes.

Há bastante tempo que tenho vindo a dar conta que o meu filho, estudante do 4ºano de escolaridade, sempre que tem um trabalho de pesquisa para fazer só vê um caminho: ir à Internet…recusando a consulta de livros, alegando perder muito tempo... Assim como, sempre que o T.P.C. é assistir aos noticiários, dos quais terá que escolher uma notícia descrevendo-a, a escapatória é: ir à Internet, escolher uma notícia e, entre uns cliques que seleccionam, copiam e colam… o T.P.C. está feito!

Como professora, consciente das vantagens que o uso das novas tecnologias, em geral, e da Internet, em particular, oferece aos estudantes contemporâneos, proporcionando a construção do seu próprio conhecimento, sou a primeira a sugerir e indicar, aos meus alunos, o acesso ao mundo online! Sem dúvida que com uns cliques no computador, os alunos encontram, rapidamente, a informação que eu levaria dias de pesquisa nas bibliotecas municipais e escolares, no meu “tempo”!

Desde Fevereiro de 2006 que utilizo, em contexto de aula, o Quadro Interactivo, ACTIVboard, no âmbito do Projecto Interact. O uso que faço desta ferramenta tecnológica tem-se revelado imensamente vantajoso na concretização do objectivo: Melhorar o desempenho escolar dos alunos. Sem dúvida que aumentou, exponencialmente, o recurso que faço à Internet, (está mesmo ali à mão! …; é tão mais rápido o acesso à informação! …; os alunos estão mais “hiper ligados” à aula! …), mas… não consigo deixar de me questionar:

  • Será que pratico uma utilização, das novas tecnologias de informação, esclarecida e segura?
  • Será que uma professora, como eu, formada “noutro tempo” estará devidamente sensibilizada para os riscos da Internet?
  • Será que o uso que faço das novas tecnologias, em contexto de sala de aula, seguindo uma orientação de novas práticas pedagógicas, evitando práticas do ensino tradicional, estão a contribuir para criar uma geração de alunos que ficam dependentes da informação rápida, instantânea e por vezes pouco credível?!
  • Serei capaz de acompanhar esta habilidade natural que os alunos, de hoje, apresentam com as aprendizagens online?

Preocupa-me que possa não estar a utilizar a tecnologia de forma tão eficaz como deveria, com vista ao sucesso escolar do aluno.

Por tudo isto, considero fulcral que, no Projecto Interact, a preocupação dos professores não se reduza, somente, ao cumprimento de quatro flipchart/mês e à aquisição de rapidez no uso das técnicas oferecidas pelo software ACTIVprimary e ACTIVstudio mas, também, numa séria reflexão crítica e partilhada das práticas pedagógicas e num estudo comparativo e avaliativo dos resultados do desempenho escolar dos alunos.

Ou… será que tudo isto não passa de infundadas preocupações, fruto de uma formação “noutros tempos”, (anos 80), e que não está, ainda, preparada para acompanhar estes “novos tempos”?!...

Maria Inês Conceição
Prof. do 1º Ciclo

sexta-feira, 13 de abril de 2007

V Encontro de Educação em Arouca

Encontram-se abertas as inscrições para o
V Encontro de Educação em Arouca
que decorrerá
nos dias
26 e 27 de Abril
no
Cinema Globo D'Ouro
na vila de Arouca.

Veja o programa aqui

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Workshop Interact


Vai realizar-se, no dia 21 de Abril 2007 (Sábado), no auditório* da Escola Secundária de Vale de Cambra, pelas 9.30 horas, um workshop sobre a utilização dos quadros interactivos pelos professores do Projecto Interact.

O Centro de Formação de Entre Paiva e Caima convida os professores envolvidos no referido projecto a estar presentes para, em conjunto, reflectirmos sobre o trabalho desenvolvido ao longo do último ano e traçarmos novas linhas orientadoras.

::Agenda de trabalho::

9.30 horas - ABERTURA
Director do Centro de Formação de Entre Paiva e Caima - António Pereira

“Tenho um quadro interactivo na minha sala de aula... Sim, e depois?!” - José Paulo Santos
Breve apresentação e discussão sobre as visitas realizadas às escolas pelo Coordenador do Projecto; algumas considerações gerais sobre aspectos positivos e negativos do Projecto Interact;
Ferramentas do Interact: Blogue; Plataforma Interact Portugal Moodle (elearning); Podcast; WEB 2.0; outro software de apoio à actividade docente.

10.30 horas
ACTIVprimary - demonstração de actividades realizadas com este software;

11.15 horas - PAUSA PARA CAFÉ

11.30 horas
ACTIVstudio - demonstração de actividades realizadas com este software;

12.30 horas
ACTIVote; ACTIVslate e ACTIVtablet - demonstração de actividades realizadas com estes dispositivos;

13.00 horas
Debate final
Conclusão dos trabalhos


* Limitado a 120 pessoas
___________________
Nota:


Todos os professores envolvidos no projecto devem estar preparados para participar activamente nos trabalhos, mostrando a sua experiência; lançando dúvidas, ideias e propostas de actividade.


Os Coordenadores do Interact nas respectivas escolas apresentarão, ao longo da sessão, as suas iniciativas de sensibilização e de dinamização do projecto na sua escola ou agrupamento.

Será entregue um Certificado de Presença a todos os participantes no Workshop.

Para mais informações sobre o evento, enviar email para interactportugal@gmail.com



Seminário sobre Material Didáctico Inovador

Seminário sobre Material Didáctico Inovador
4 de Maio de 2007

Centro de Congressos da Exponor
Sala A4 (Capacidade 170 pessoas)

OBJECTIVO
Pretende-se com este seminário dar a conhecer aos participantes as grandes inovações a nível de material didáctico.

PÚBLICO-ALVO
Professores Ensino Básico e Secundário/Formadores/Educadores
Investigadores

E a todas pessoas interessadas no desenvolvimento de material didáctico

Veja na página da Exponor
os temas a desenvolver







Encontros Internacionais de Inovação para uma Escola Interactiva


O QUE FAZ DE SI UM PROFESSOR ESPECIAL?

A inovação faz com que a sua escola seja especial e interactiva,
uma escola de sucesso!

No dia 3 de Maio de 2007, convidamo-lo a descobrir, no Grande Auditório da Exponor, factores que lhe permitem distinguir-se dos outros professores: a inovação como vantagem sustentada para atingir o sucesso escolar.

No panorama actual, em que as tecnologias evoluem e progridem a um ritmo acelerado, a inovação é, sem dúvida, um factor-chave de sucesso. No entanto, esta só faz sentido se a sua aplicação, nas diversas áreas da sua escola, se se traduzir em resultados positivos, logo, na melhoria do desempenho escolar dos seus alunos. Perseguindo este objectivo, a Nautilus, em parceria com a Exponor, a Decitrel Inovação, a Universidade de Aveiro, a Porto Editora, Group Vision, Famasete e a Ludomedia, tem o prazer de o convidar a estar presente no I ENCONTRO INTERNACIONAL DE INOVAÇÃO PARA UMA ESCOLA INTERACTIVA, uma oportunidade única para descobrir como a inovação pode contribuir para que a sua escola e os seus alunos:
  • Melhorem a aprendizagem
– Diferenciem a qualidade do ensino em relação a outras escolas, ganhando outra capacidade de resposta aos novos desafios.

Os Encontros Internacionais de Inovação para uma Escola Interactiva são compostos por diversos eventos a terem lugar no Porto, Braga, Coimbra, Lisboa, Faro, Ponta Delgada e Funchal, contando com a participação de Centros de Formação de Professores, de Agrupamentos de Escolas, Direcções Regionais Escolares e outras Entidades ligadas ao Ensino em Portugal.

Programa
I Encontro na Cidade do Conhecimento
Didáctica – Exponor (Grande Auditório)
3 de Maio de 2007

09:30 horas
RECEPÇÃO E BOAS-VINDAS
09:45
ABERTURA:
- Prof.Doutor Mariano Gago e/ou
– Presidente da CÂMARA MUNICIPAL DE MATOSINHOS – Dr. Guilherme Pinto Moderador:
10:00
Plano Tecnológico: LIGAR PORTUGAL ATRAVÉS DA ESCOLA DO CONHECIMENTO – Prof. Doutor Carlos Zorrinho – Director Plano Tecnológico e Agenda de Lisboa (confirmado)
10:20
A IMPORTÂNCIA DAS NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO INOVADOR E NA FORMAÇÃO DA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO – Prof. Doutor Luís Magalhães – UMIC
10:40
CONTRIBUTOS DOS COMPUTADORES E REDES INTERNET PARA UMA ESCOLA DE SUCESSO –Prof. Doutor João Correia Freitas – CRIE – Ministério da Educação (confirmado)
11:00
COFFEE BREAK
11:10
CADEIAS DE REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUA PORTUGUESA COMO LÍNGUA NÃO MATERNA – EXPERIÊNCIA NO NOROESTE DE INGLATERRA – Dra. Cristina Sousa – Universidade de Salford
– Universidade de Manchester
– RLN NW – Regional Language Network Language (confirmado)
11:30
“ESCOLA VIRTUAL: A AVALIAÇÃO DE UMA EXPERIÊNCIA-PILOTO” apresentada pelos investigadores do OBSERVATÓRIO DOS RECURSOS EDUCATIVOS – Doutor Adalberto Dias de Carvalho, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto
– Dr. Nuno Fadigas, docente do Instituto Superior de Ciências Empresariais e do Turismo (confirmado)
12:00
A ESCOLA NO MUNDO DA MICROSOFT – Dra. Adelaide Franco – Microsoft (confirmado)
12:30
DEBATE
13:00
ALMOÇO
14:30
COMBATER O INSUCESSO EDUCATIVO DOS ALUNOS PELA VIA DAS TIC – Dr. António Moreira – Universidade de Aveiro (confirmado)
15:00
"EDUCATION IS NOT THE FILLING OF A PAIL, BUT THE LIGHTING OF A FIRE" – WILLIAM BUTLER YEATS
– Dr. Mark Bardoe – Promethean – Lighting the Flame of Learning – United Kingdom (confirmado)
15:30
ESCOLA INTERACTIVA UNI-NET; SOFTWARE DE GESTÃO E CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS
– Dr. Carlos Rebelo – Export Manager Interactive School (confirmado)
16:00
PROGRAMA INTERACT – QUADRO INTERACTIVO: FERRAMENTA IMPORTANTE NA ESCOLA INTERACTIVA
– Dr. José Paulo Santos – Centro de Formação de Entre Paiva e Caima (confirmado)
16:30
COFFEE BREAK
16:40
INTERACTIVE WHITEBOARDS: TRANSFORMING TEACHING AND LEARNING
– Milena Zurbriggen – SMART Technologies Inc. e Famasete (confirmado)
17:00
CULTURALMENTE PORTUGUÊS – Iniciativa de Divulgação da Cultura Popular Portuguesa – Dr. Pedro Costa – Ludomedia Editora de Conteúdos (confirmado)
17:30
DEBATE
18:00
ENCERRAMENTO
– Presidente da AEP – Eng.º Ludgero Marques

_________________

Entrega a uma escola-modelo de boas práticas de TIC:
(OFERTAS: Nautilus, Decitrel Inovação, Ludomedia, Porto Editora)
  • 1 quadro interactivo
  • 1 mesa Uni_Net de professor
  • 1 mesa individual
  • projector de vídeo
  • acesso a conteúdos do projecto Escola Virtual e a conteúdos da Ludomedia

Entrega de certificados de presença

sexta-feira, 6 de abril de 2007

3ª Conferência Professores Inovadores

A Dinamização de projectos TIC nas Escolas
18 de Abril de 2007
Centro Reuniões FIL, Parque das Nações
Das 9h45 às 16h30 – com almoço incluído

A Microsoft organiza pelo 3º ano consecutivo a Conferência de Professores Inovadores, um momento único de partilha e reflexão para os professores de todo o País.

Para responder à questão "Ensinar e Aprender com as TIC, é fácil?", a Microsoft convidou alunos e professores do 1º ciclo do Ensino Básico ao Ensino Secundário, que trarão o seu testemunho e a sua experiência do dia-a-dia.

Concurso SeguraNet



O concurso Farol Seguranet insere-se no projecto Seguranet desenvolvido no âmbito do Programa para uma Internet mais Segura da Comissão Europeia, no qual participam nós nacionais em 16 países europeus, cuja actividade visa a sensibilização para os desafios e riscos da Internet. A Equipa de Missão CRIE, do Ministério da Educação, em colaboração com a Microsoft Educação Portugal decidiram lançar um concurso para as escolas dos ensinos básico e secundário que pretende reconhecer e dar visibilidade às escolas que praticam uma utilização esclarecida, crítica e segura das tecnologias, em geral, e da Internet, em particular.


sábado, 31 de março de 2007

Universidade de Aveiro no Second Life (SL) - SecondUA



SecondUA no Second Life...

É um tema que já aqui foi abordado, assim como enaltecidas as suas potencialidades para a área pedagógica, além do divertimento, claro...

Desde então, muito se tem feito e um grupo de professores e alunos da Universidade de Aveiro deitaram mãos-à-obra (real) e construíram o novo espaço (virtual): SecondUA

Saiba como, a partir de um simples espreitar mais curioso, se criou um grupo de fervorosos entusiastas que, por sua vez, indo mais longe, através de reuniões periódicas para reflectir e discutir ideias e cruzar opiniões, deu corpo a um projecto agora bem concreto: http://napraia.blogs.ca.ua.pt

É, pois, com bastante orgulho que se anuncia:


Felicitações ao professores e alunos da Universidade de Aveiro que,
em estreita colaboração, alcançaram esta façanha...

Veja o aspecto do
Aularium neste vídeo

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"Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce."
Fernando Pessoa
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quarta-feira, 21 de março de 2007

Interact Podcast - Ouvir e Aprender


Está disponível, a partir de hoje, uma nova ferramenta (da WEB 2.0) de apoio às várias disciplinas envolvidas no Projecto Interact.
O "Interact Podcast - Ouvir e Aprender" pretende ser mais um espaço de partilha. Neste caso, trata-se de textos, poemas em formato áudio, que podem ser ouvido directamente no sítio do Interact Podcast, clicando no logotipo abaixo. Os comentários, as críticas, as propostas, os pedidos para novos textos são bem-vindos...

Viva o
DIA MUNDIAL DA POESIA!!!


segunda-feira, 5 de março de 2007

O Comboio da alegria...

Há mais de um ano, aquando do lançamento do desafio: “Interact - Quadro Interactivo na sala de aula”, o primeiro sentimento foi de medo. Medo de algo novo, que desconhecia, completamente. Acabei por aceitar o desafio, entre um sorriso amarelo e inseguro e uma resposta tranquilizante: “- Não te preocupes! É um quadro pequeno, do tamanho de um placard, que ocupa pouco espaço na parede da sala de aula…”.

Passado um ano, no projecto Interact, o medo persiste, mas desta vez, medo de ter de voltar ao ponto de partida desta viagem, na qual investi muito da minha energia e que veio a revelar-se infinitamente mais divertida.

Com os quadros, tira-se um bilhete só de ida... o regresso é impossível! Os quadros interactivos não são aconselháveis para saudosistas...”. (Ai, se viciam!!!, Isaura Ventura, Interact, Março, 2006). Procurando uma justificação para isto, recordo um sketch publicitário, de uma operadora telefónica, que passou, durante algum tempo, na TV:

Um comboio, a vapor, andava tão devagar, tão devagar que os passageiros saíam das carruagens e iam a pé, curiosamente, deslocando-se mais rápido que o próprio comboio!... Até que… o som saído de uma corda de violino, de um passageiro, provoca um solavanco no comboio. Outra nota musical, outro solavanco, e mais outra e outro… e inicia-se a harmonia de sons e notas que, aos poucos, vai adquirindo adeptos, batendo palmas, dando ritmo, cantando, rindo e dançando…O comboio ganha velocidade… e chega mesmo a levantar voo, sem que os passageiros, disso, se apercebam! E, curiosamente, nesse dia, chega, ao seu destino, à mesma hora de todos os outros dias… Moral do sketch: As viagens são mais rápidas quando nos estamos a divertir.

N
esta viagem, onde as escolas são, algumas, simples “apeadeiros” e outras grandes “gares”, os alunos entram em comboios, escolhendo a carruagem preferida e iniciam uma longa viagem… mas, passado pouco tempo, vemo-los a sair e a caminhar ao seu jeito, pelo seu próprio pé, escolhendo o seu trilho, na mesma trajectória, fora do comboio, ultrapassando a velocidade deste!

Cabe-nos a nós, professores, tocar as notas da alegria de aprender e, entre
solavancos, só iniciais, tornarmos a viagem dos nossos alunos alegre, divertida, interessante, entusiástica e …para que lhes pareça mais rápida.

O Quadro interactivo é o instrumento musical que, “clicado”, provoca o solavanco, necessário à mudança de práticas e assim, expandir a capacidade de sentir prazer e alegria, em aprender, nos alunos. Estes, podem atestar a verdade dessa alegria: “Foi uma aula bastante agradável e educativa, onde se conseguiu conciliar o bem-estar com a aprendizagem e com o verdadeiro gosto de aprender.” (…e que pensam os alunos? Interact, Março 2006); “… a dinâmica que ele dá nas apresentações, quase que podemos dizer tratar-se de um trabalho, feito e elaborado de uma forma quase de entretenimento… as novas tecnologias podem, e muito, simplificar os nossos processos de conhecimento quer a nível pessoal, quer a nível de puro lazer.”. (A nova motivação…, Interact, Paula Sofia Santos, Julho 2006) “De acordo com testemunhos dos alunos, “as aulas, assim, são mais fixes!”; e afirmam: “compreendemos melhor a matéria”, “gostamos de estar nas aulas”, …” (Crime e Castigo, José Paulo Santos, Interact, Janeiro 2007).

Se temos a alegria dos alunos em estarem nas nossas aulas, então, não foi um desperdício de tempo, de energias, nem de vida profissional… (leia-se: “ Uma experiência gratificante em final de carreira”, Manuel Augusto Pinho, Interact, Novembro 2006).

Para que isto aconteça, “… é necessário dinâmica por parte do professor, é necessário gostar de ensinar através do Q.I., é necessário paixão…” (Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Interact, Sandra Ferreira, Dezembro 2006).

Acontece, porém, darmos conta de um certo revés, culpando o tempo:
  • …falta de tempo…
  • …perde-se muito tempo…
  • …demora-se muito tempo…
Se possuíssemos, também, métodos de avaliação da alegria dos alunos, poderíamos dizer que, com os Quadros interactivos, não perdemos tempo… muito pelo contrário, ganhamos tempo com o prazer e alegria de aprender.

“Há uma nova tarefa para o professor, além do ensino dos conteúdos disciplinares é preciso que se preocupe em ser também o professor do prazer e da alegria.”- Rubem Alves, A Alegria de Ensinar.

Maria Inês Conceição
EB1 Castelo de Paiva

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Fonte: imagens extraídas do vídeo publicitário da Vodafone

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Cidade do Conhecimento 2007

Na Exponor (Porto), entre os dias 3 e 6 de Maio de 2007 (das 10h00 às 20h00), vai realizar-se o FÓRUM EDUK@ 2007, que contará, este ano, com um projecto inovador: a Cidade de Conhecimento, a grande novidade que poderemos encontrar nestes quatro dias.
O certame integra três salões especializados:
  • Didáctica, que terá em exposição material didáctico;
  • Eduk@, que conta com uma vasta oferta educativa e formativa;
  • e o Young, com produtos, equipamentos e serviços para jovens.
Por último, conta ainda com a realização da 2ª edição do Game Challenge - Salão de Entretenimento Digital, uma exposição dedicada a jogos para qualquer tipo de plataforma.

O evento pretende apresentar um conceito amplo na área do ensino, formação e material didáctico a professores, alunos, encarregados de educação e ao público, em geral.

Com um espaço aproximado de 500 m2, a Cidade do Conhecimento estará dotada das novidades e soluções disponíveis no mercado em termos didácticos e educativos. Funcionará em ambiente Wi-Fi/Bluetooth e será alvo de acções de demonstração e realização de aulas de acordo com um calendário a colocar on-line (a Escola do Futuro estará, mais uma vez, de portas abertas). Conta ainda com o apoio de diversas instituições públicas, nas mais variadas áreas, desde a segurança ao ambiente.

Para mais informação, visite o sítio da Exponor

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Um novo conceito: o vídeo colaborativo online

Com a poderosa Web 2.0, temos visto de tudo um pouco!

Na sequência dos "teaser" do Público, ocorreu-me fazer uma pesquisa sobre o vídeo na Internet. São muitos aqueles que conhecem e utilizam o YouTube, incorporando sequências nos seus blogues. É excelente, mas continuamos a utilizar o que foi feito pelos outros...

Então, considerei que, face às enormes potencialidades da "Web Social", deveríamos poder ir muito mais longe na utilização destes serviços e ferramentas. Após alguma pesquisa, encontrei algo extraoridanriamente revolucionário!

Com alguma facilidade, antevi, nesta descoberta, as inúmeras utilizações da nova ferramenta em contexto educativo.

Pois bem, aqui vai: tendo em conta que grande parte dos nossos alunos possui telemóveis com câmara incorporada e outros, até, que têm câmaras de filmar digitais, de imediato pensei numa actividade colaborativa de construção de um vídeo, aplicada a qualquer disciplina.

Imagine, agora, que seria possível cada aluno enviar para um determinado sítio na Internet o seu pequeno vídeo, que pudesse editá-lo; adicionar-lhe efeitos visuais; aplicar-lhe as suas bandas sonoras; introduzir-lhe textos e legendas... Tudo isto, online!!!

Bem, isto já parece extraordinário. Contudo, imagine que seria possível ir ainda mais longe: que cada aluno pudesse reeditar o que os outros colegas já fizeram, ampliando e melhorando, assim, o vídeo produzido inicialmente... Fascinante, não?!

Já imaginou a sua turma envolvida entusiasticamente na produção criativa de um vídeo em torno de um tema ou assunto, a abordar na sua disciplina, caro colega?! Poderia ser uma viagem de estudo, por exemplo, na qual cada aluno (ou grupo de alunos) captasse imagens dos locais visitados... Poderiam realizar entrevistas a pessoas (guia do museu, p. ex.); filmar pormenores interessantes dos lugares; peripécias; etc...

Posteriormente, já na escola, com o auxílio do professor, seria necessário visualizar e seleccionar as imagens captadas; ordená-las em sequências lógicas; redigir textos e legendas, etc, etc,... Um processo valioso de envolvimento de todos na construção de objectos de aprendizagem!

Não digo mais para não cercear a imaginação dos criadores...

Não imagino o Ensino, hoje (nem antes!), sem a participação activa do aluno no processo de construção do seu conhecimento. Com o auxílio das tecnologias e com uma planificação realizada/negociada colaborativamente (entre alunos e professor), o processo de ensino e aprendizagem assemelha-se a um jogo e cultiva o gosto pela escola e pelos conteúdos abordados nas várias disciplinas. Além disso, desenvolve exponencialmente as competências do aluno (e do professor!) em inúmeros domínos...

Perdoem-me os leitores pelas minhas reflexões. Neste momento, deve querer saber onde encontrar a dita ferramenta que lhe dará a possibilidade de se tornar um realizador de uma curta-metragem...


Faça, então, incríveis filmes online com o Jumpcut.


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P.S. - um alerta aos professores: o direito à imagem e os direitos de autor devem ser preservados! Ensine os seus alunos a respeitar e a preservar estas garantias.


terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Viva! Viva! Viva!

Viva a Educação! Viva a tecnologia! Vivam as relações humanas! Vivam as escolas! Viva o projecto Interact! Viva a mudança! Vivam os alunos e os pais fascinantes e os professores inovadores!

Desculpem os leitores do blogue Interact por esta erupção momentânea de satisfação e regozijo. Eu explico: apesar de haver tantas vozes a manifestar tanto negativismo e tanta frustração no campo da Educação, não posso deixar de olhar sempre para o lado positivo! No meu contínuo desejo de aprender, de investigar, de analisar, de compreender e de encontrar mais e melhores respostas para os insucessos e os desalentos demonstrados em várias comunidades educativas, acabo por descobrir que nem tudo é assim...

A família, a escola e a sociedade estão apenas a percorrer um caminho para a mudança! Tal como quando mudamos da nossa casa velha para uma nova, só de pensar nos incómodos, nos distúrbios, nas papeladas, nas roupas e nas velharias que têm de ser separadas para levarmos apenas as que nos interessam, assim está a acontecer actualmente...

Serve esta analogia para evidenciar que, num processo de mudança, apesar de haver situações menos agradáveis, muitas são aquelas que nos vão enriquecer, reconfortar e melhorar a nossa qualidade de vida e a dos outros.

Na Educação, também é assim! Os professores estão agora a ter a oportunidade de mostrar as suas capacidades e qualidades. Até há pouco tempo, cada um, num espírito individualista ou solitário, mantinha-se sozinho na sua sala de aula com os seus alunos, não mostrando o quanto valioso estava a ser o seu trabalho para a sociedade...

Hoje, cada um de nós, apoiando-nos nas tecnologias, no espírito colaborativo e na mobilização geral de todos, pode interagir, trocando experiências e ideias, no sentido de construir o nosso conhecimento em comunidades de prática...

Hoje, podemos criar pequenas ou grandes redes socias do conhecimento com ligações em qualquer parte do mundo...

Hoje, não podemos ficar isolados entre quatro paredes e presumir que, deste modo, estaremos a exercer um bom trabalho e a desenvolver as competências dos nossos alunos...

Ao ler os tantos blogues espalhados pelos quatro cantos do mundo, sinto que as nossas preocupações, os nossos interesses e necessidades são idênticas; que precisamos todos de apoio; e que alguns de nós apontam novos caminhos para a resolução de vários problemas, nomeadamente, no que diz respeito à pedagogia, à aplicação de novas abordagens do saber e de metodologias de ensino e aprendizagem...

Ainda há pouco dias, lançava aqui neste blogue o desafio sobre a WEB 2.0 na Educação e, desde então, tenho procurado encontrar sítios na Internet, em português, que demonstrem a importância das "novas ferramentas e serviços" no desempenho profissional do docente... A título de exemplo, aqui vão algumas sugestões dignas de relevo e que merecem a nossa colaboração, através dos nossos comentários:
Cabe a cada um de nós, na medida da sua disponibilidade, do seu esforço e empenho, aprender mais autonomamente, contribuindo e partilhando também o seu saber, o seu talento, nesta ou naquela área...

Viva, pois, o novo Público também!

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Entrevista na Rádio Renascença

No passado dia 5 de Fevereiro, entre o meio-dia e as 13.00h, tivemos a oportunidade de ouvir uma breve entrevista ao Coordenador do Projecto Interact, conduzida pelo jornalista André Rodrigues, intitulada Quadro do Séc. XXI, na rubrica Público e Notório.
Ouça-a aqui! Se desejar, também pode ouvi-la directamente a partir do sítio da Rádio Renascença.





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sábado, 3 de fevereiro de 2007

Inovar com quadros interactivos...

Mais do que um auxiliar do ensino e da aprendizagem, a tecnologia está a facilitar o repensar do que deve ser ensinado e como
E. Solowa “Reading and Writing in the 21st Century”

Em pleno século XXI é completamente anacrónico fingir indiferença pelas Novas Tecnologias da Informação e Comunicação no domínio da Educação. Os professores têm de aprender a trabalhar com essas Tecnologias para que possam também ensinar/orientar os seus alunos a utilizá-las, pois serão essas as suas ferramentas de trabalho futuras. Para além disso, a mudança nas práticas, a actualização de metodologias e a implementação de projectos de inovação educacional tornam-se imperativos de uma Escola que pretende ser eficaz na sua acção.
Na realidade, as Tecnologias da Informação e Comunicação apresentam um potencial inesgotável para tornar a aprendizagem mais actual e significativa, desde que seja dada aos alunos a oportunidade de se envolverem em actividades estimulantes e autênticas, respondendo a desafios e problemas, passíveis de estimular as suas capacidades mentais.
É neste contexto que surge o meu interesse pelos Quadros Interactivos. Pelo que me foi dado a observar a partir de várias demonstrações nas quais participei, um Quadro Interactivo é uma ferramenta que permite a criação de espaços de aprendizagem entusiasmantes e a motivação de crianças e jovens, graças a aulas mais dinâmicas.
Através destes Quadros Interactivos, muito semelhantes a um simples ecrã, é possível recorrer a uma variedade de conteúdos multimédia, nomeadamente imagens, ficheiros áudio e vídeo, acedendo ou não à Internet.
É facto que isto também seria possível através da ligação de um Projector de Vídeo a um Computador, alternativa muito menos dispendiosa e de manuseamento muito mais simples. Todavia, um Quadro Interactivo cresce em interesse, porque se afirma como uma ferramenta versátil, devido às suas características de interactividade. Com uma notória atracção visual, alunos e professores podem manipular textos e objectos, fazer cálculos, desenhar, pintar, jogar no ecrã…. de forma interactiva e muito aliciante.
A meu ver, parece ser uma excelente ferramenta para motivação, treino e consolidação de aprendizagens, desde que utilizada de forma coerente e equilibrada. No entanto, apesar de motivada para as vantagens da sua aplicação em contexto de sala de aula, estou consciente de que é necessário tempo e, sobretudo, empenho para a aquisição de competências que permitam um domínio satisfatório do Software e um uso efectivo e eficaz do Quadro Interactivo não só em contexto de sala de aula, mas também na produção de conteúdos educativos.
Não obstante, espero que com esta formação mais longa possa desenvolver alguma autonomia na utilização do software, consciente que essa evolução constituirá uma mais-valia na minha formação pedagógica e técnica, permitindo-me avançar nestas cativantes vias digitais, em busca da inovação e da qualidade do ensino da Língua Portuguesa.

Elisabete Tavares, docente de Língua Portuguesa na Escola EB23 de Vale de Cambra.