sábado, 31 de março de 2007

Universidade de Aveiro no Second Life (SL) - SecondUA



SecondUA no Second Life...

É um tema que já aqui foi abordado, assim como enaltecidas as suas potencialidades para a área pedagógica, além do divertimento, claro...

Desde então, muito se tem feito e um grupo de professores e alunos da Universidade de Aveiro deitaram mãos-à-obra (real) e construíram o novo espaço (virtual): SecondUA

Saiba como, a partir de um simples espreitar mais curioso, se criou um grupo de fervorosos entusiastas que, por sua vez, indo mais longe, através de reuniões periódicas para reflectir e discutir ideias e cruzar opiniões, deu corpo a um projecto agora bem concreto: http://napraia.blogs.ca.ua.pt

É, pois, com bastante orgulho que se anuncia:


Felicitações ao professores e alunos da Universidade de Aveiro que,
em estreita colaboração, alcançaram esta façanha...

Veja o aspecto do
Aularium neste vídeo

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"Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce."
Fernando Pessoa
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quarta-feira, 21 de março de 2007

Interact Podcast - Ouvir e Aprender


Está disponível, a partir de hoje, uma nova ferramenta (da WEB 2.0) de apoio às várias disciplinas envolvidas no Projecto Interact.
O "Interact Podcast - Ouvir e Aprender" pretende ser mais um espaço de partilha. Neste caso, trata-se de textos, poemas em formato áudio, que podem ser ouvido directamente no sítio do Interact Podcast, clicando no logotipo abaixo. Os comentários, as críticas, as propostas, os pedidos para novos textos são bem-vindos...

Viva o
DIA MUNDIAL DA POESIA!!!


segunda-feira, 5 de março de 2007

O Comboio da alegria...

Há mais de um ano, aquando do lançamento do desafio: “Interact - Quadro Interactivo na sala de aula”, o primeiro sentimento foi de medo. Medo de algo novo, que desconhecia, completamente. Acabei por aceitar o desafio, entre um sorriso amarelo e inseguro e uma resposta tranquilizante: “- Não te preocupes! É um quadro pequeno, do tamanho de um placard, que ocupa pouco espaço na parede da sala de aula…”.

Passado um ano, no projecto Interact, o medo persiste, mas desta vez, medo de ter de voltar ao ponto de partida desta viagem, na qual investi muito da minha energia e que veio a revelar-se infinitamente mais divertida.

“Com os quadros, tira-se um bilhete só de ida... o regresso é impossível! Os quadros interactivos não são aconselháveis para saudosistas...”. (Ai, se viciam!!!, Isaura Ventura, Interact, Março, 2006). Procurando uma justificação para isto, recordo um sketch publicitário, de uma operadora telefónica, que passou, durante algum tempo, na TV:

Um comboio, a vapor, andava tão devagar, tão devagar que os passageiros saíam das carruagens e iam a pé, curiosamente, deslocando-se mais rápido que o próprio comboio!... Até que… o som saído de uma corda de violino, de um passageiro, provoca um solavanco no comboio. Outra nota musical, outro solavanco, e mais outra e outro… e inicia-se a harmonia de sons e notas que, aos poucos, vai adquirindo adeptos, batendo palmas, dando ritmo, cantando, rindo e dançando…O comboio ganha velocidade… e chega mesmo a levantar voo, sem que os passageiros, disso, se apercebam! E, curiosamente, nesse dia, chega, ao seu destino, à mesma hora de todos os outros dias… Moral do sketch: As viagens são mais rápidas quando nos estamos a divertir.

N
esta viagem, onde as escolas são, algumas, simples “apeadeiros” e outras grandes “gares”, os alunos entram em comboios, escolhendo a carruagem preferida e iniciam uma longa viagem… mas, passado pouco tempo, vemo-los a sair e a caminhar ao seu jeito, pelo seu próprio pé, escolhendo o seu trilho, na mesma trajectória, fora do comboio, ultrapassando a velocidade deste!

Cabe-nos a nós, professores, tocar as notas da alegria de aprender e, entre
solavancos, só iniciais, tornarmos a viagem dos nossos alunos alegre, divertida, interessante, entusiástica e …para que lhes pareça mais rápida.

O Quadro interactivo é o instrumento musical que, “clicado”, provoca o solavanco, necessário à mudança de práticas e assim, expandir a capacidade de sentir prazer e alegria, em aprender, nos alunos. Estes, podem atestar a verdade dessa alegria: “Foi uma aula bastante agradável e educativa, onde se conseguiu conciliar o bem-estar com a aprendizagem e com o verdadeiro gosto de aprender.” (…e que pensam os alunos? Interact, Março 2006); “… a dinâmica que ele dá nas apresentações, quase que podemos dizer tratar-se de um trabalho, feito e elaborado de uma forma quase de entretenimento… as novas tecnologias podem, e muito, simplificar os nossos processos de conhecimento quer a nível pessoal, quer a nível de puro lazer.”. (A nova motivação…, Interact, Paula Sofia Santos, Julho 2006) “De acordo com testemunhos dos alunos, “as aulas, assim, são mais fixes!”; e afirmam: “compreendemos melhor a matéria”, “gostamos de estar nas aulas”, …” (Crime e Castigo, José Paulo Santos, Interact, Janeiro 2007).

Se temos a alegria dos alunos em estarem nas nossas aulas, então, não foi um desperdício de tempo, de energias, nem de vida profissional… (leia-se: “ Uma experiência gratificante em final de carreira”, Manuel Augusto Pinho, Interact, Novembro 2006).

Para que isto aconteça, “… é necessário dinâmica por parte do professor, é necessário gostar de ensinar através do Q.I., é necessário paixão…” (Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Interact, Sandra Ferreira, Dezembro 2006).

Acontece, porém, darmos conta de um certo revés, culpando o tempo:
  • …falta de tempo…
  • …perde-se muito tempo…
  • …demora-se muito tempo…
Se possuíssemos, também, métodos de avaliação da alegria dos alunos, poderíamos dizer que, com os Quadros interactivos, não perdemos tempo… muito pelo contrário, ganhamos tempo com o prazer e alegria de aprender.

“Há uma nova tarefa para o professor, além do ensino dos conteúdos disciplinares é preciso que se preocupe em ser também o professor do prazer e da alegria.”- Rubem Alves, A Alegria de Ensinar.

Maria Inês Conceição
EB1 Castelo de Paiva

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Fonte: imagens extraídas do vídeo publicitário da Vodafone

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Cidade do Conhecimento 2007

Na Exponor (Porto), entre os dias 3 e 6 de Maio de 2007 (das 10h00 às 20h00), vai realizar-se o FÓRUM EDUK@ 2007, que contará, este ano, com um projecto inovador: a Cidade de Conhecimento, a grande novidade que poderemos encontrar nestes quatro dias.
O certame integra três salões especializados:
  • Didáctica, que terá em exposição material didáctico;
  • Eduk@, que conta com uma vasta oferta educativa e formativa;
  • e o Young, com produtos, equipamentos e serviços para jovens.
Por último, conta ainda com a realização da 2ª edição do Game Challenge - Salão de Entretenimento Digital, uma exposição dedicada a jogos para qualquer tipo de plataforma.

O evento pretende apresentar um conceito amplo na área do ensino, formação e material didáctico a professores, alunos, encarregados de educação e ao público, em geral.

Com um espaço aproximado de 500 m2, a Cidade do Conhecimento estará dotada das novidades e soluções disponíveis no mercado em termos didácticos e educativos. Funcionará em ambiente Wi-Fi/Bluetooth e será alvo de acções de demonstração e realização de aulas de acordo com um calendário a colocar on-line (a Escola do Futuro estará, mais uma vez, de portas abertas). Conta ainda com o apoio de diversas instituições públicas, nas mais variadas áreas, desde a segurança ao ambiente.

Para mais informação, visite o sítio da Exponor

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Um novo conceito: o vídeo colaborativo online

Com a poderosa Web 2.0, temos visto de tudo um pouco!

Na sequência dos "teaser" do Público, ocorreu-me fazer uma pesquisa sobre o vídeo na Internet. São muitos aqueles que conhecem e utilizam o YouTube, incorporando sequências nos seus blogues. É excelente, mas continuamos a utilizar o que foi feito pelos outros...

Então, considerei que, face às enormes potencialidades da "Web Social", deveríamos poder ir muito mais longe na utilização destes serviços e ferramentas. Após alguma pesquisa, encontrei algo extraoridanriamente revolucionário!

Com alguma facilidade, antevi, nesta descoberta, as inúmeras utilizações da nova ferramenta em contexto educativo.

Pois bem, aqui vai: tendo em conta que grande parte dos nossos alunos possui telemóveis com câmara incorporada e outros, até, que têm câmaras de filmar digitais, de imediato pensei numa actividade colaborativa de construção de um vídeo, aplicada a qualquer disciplina.

Imagine, agora, que seria possível cada aluno enviar para um determinado sítio na Internet o seu pequeno vídeo, que pudesse editá-lo; adicionar-lhe efeitos visuais; aplicar-lhe as suas bandas sonoras; introduzir-lhe textos e legendas... Tudo isto, online!!!

Bem, isto já parece extraordinário. Contudo, imagine que seria possível ir ainda mais longe: que cada aluno pudesse reeditar o que os outros colegas já fizeram, ampliando e melhorando, assim, o vídeo produzido inicialmente... Fascinante, não?!

Já imaginou a sua turma envolvida entusiasticamente na produção criativa de um vídeo em torno de um tema ou assunto, a abordar na sua disciplina, caro colega?! Poderia ser uma viagem de estudo, por exemplo, na qual cada aluno (ou grupo de alunos) captasse imagens dos locais visitados... Poderiam realizar entrevistas a pessoas (guia do museu, p. ex.); filmar pormenores interessantes dos lugares; peripécias; etc...

Posteriormente, já na escola, com o auxílio do professor, seria necessário visualizar e seleccionar as imagens captadas; ordená-las em sequências lógicas; redigir textos e legendas, etc, etc,... Um processo valioso de envolvimento de todos na construção de objectos de aprendizagem!

Não digo mais para não cercear a imaginação dos criadores...

Não imagino o Ensino, hoje (nem antes!), sem a participação activa do aluno no processo de construção do seu conhecimento. Com o auxílio das tecnologias e com uma planificação realizada/negociada colaborativamente (entre alunos e professor), o processo de ensino e aprendizagem assemelha-se a um jogo e cultiva o gosto pela escola e pelos conteúdos abordados nas várias disciplinas. Além disso, desenvolve exponencialmente as competências do aluno (e do professor!) em inúmeros domínos...

Perdoem-me os leitores pelas minhas reflexões. Neste momento, deve querer saber onde encontrar a dita ferramenta que lhe dará a possibilidade de se tornar um realizador de uma curta-metragem...


Faça, então, incríveis filmes online com o Jumpcut.


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P.S. - um alerta aos professores: o direito à imagem e os direitos de autor devem ser preservados! Ensine os seus alunos a respeitar e a preservar estas garantias.


terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Viva! Viva! Viva!

Viva a Educação! Viva a tecnologia! Vivam as relações humanas! Vivam as escolas! Viva o projecto Interact! Viva a mudança! Vivam os alunos e os pais fascinantes e os professores inovadores!

Desculpem os leitores do blogue Interact por esta erupção momentânea de satisfação e regozijo. Eu explico: apesar de haver tantas vozes a manifestar tanto negativismo e tanta frustração no campo da Educação, não posso deixar de olhar sempre para o lado positivo! No meu contínuo desejo de aprender, de investigar, de analisar, de compreender e de encontrar mais e melhores respostas para os insucessos e os desalentos demonstrados em várias comunidades educativas, acabo por descobrir que nem tudo é assim...

A família, a escola e a sociedade estão apenas a percorrer um caminho para a mudança! Tal como quando mudamos da nossa casa velha para uma nova, só de pensar nos incómodos, nos distúrbios, nas papeladas, nas roupas e nas velharias que têm de ser separadas para levarmos apenas as que nos interessam, assim está a acontecer actualmente...

Serve esta analogia para evidenciar que, num processo de mudança, apesar de haver situações menos agradáveis, muitas são aquelas que nos vão enriquecer, reconfortar e melhorar a nossa qualidade de vida e a dos outros.

Na Educação, também é assim! Os professores estão agora a ter a oportunidade de mostrar as suas capacidades e qualidades. Até há pouco tempo, cada um, num espírito individualista ou solitário, mantinha-se sozinho na sua sala de aula com os seus alunos, não mostrando o quanto valioso estava a ser o seu trabalho para a sociedade...

Hoje, cada um de nós, apoiando-nos nas tecnologias, no espírito colaborativo e na mobilização geral de todos, pode interagir, trocando experiências e ideias, no sentido de construir o nosso conhecimento em comunidades de prática...

Hoje, podemos criar pequenas ou grandes redes socias do conhecimento com ligações em qualquer parte do mundo...

Hoje, não podemos ficar isolados entre quatro paredes e presumir que, deste modo, estaremos a exercer um bom trabalho e a desenvolver as competências dos nossos alunos...

Ao ler os tantos blogues espalhados pelos quatro cantos do mundo, sinto que as nossas preocupações, os nossos interesses e necessidades são idênticas; que precisamos todos de apoio; e que alguns de nós apontam novos caminhos para a resolução de vários problemas, nomeadamente, no que diz respeito à pedagogia, à aplicação de novas abordagens do saber e de metodologias de ensino e aprendizagem...

Ainda há pouco dias, lançava aqui neste blogue o desafio sobre a WEB 2.0 na Educação e, desde então, tenho procurado encontrar sítios na Internet, em português, que demonstrem a importância das "novas ferramentas e serviços" no desempenho profissional do docente... A título de exemplo, aqui vão algumas sugestões dignas de relevo e que merecem a nossa colaboração, através dos nossos comentários:
Cabe a cada um de nós, na medida da sua disponibilidade, do seu esforço e empenho, aprender mais autonomamente, contribuindo e partilhando também o seu saber, o seu talento, nesta ou naquela área...

Viva, pois, o novo Público também!

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Entrevista na Rádio Renascença

No passado dia 5 de Fevereiro, entre o meio-dia e as 13.00h, tivemos a oportunidade de ouvir uma breve entrevista ao Coordenador do Projecto Interact, conduzida pelo jornalista André Rodrigues, intitulada Quadro do Séc. XXI, na rubrica Público e Notório.
Ouça-a aqui! Se desejar, também pode ouvi-la directamente a partir do sítio da Rádio Renascença.





Click here to get your own player.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Inovar com quadros interactivos...

“ Mais do que um auxiliar do ensino e da aprendizagem, a tecnologia está a facilitar o repensar do que deve ser ensinado e como”
E. Solowa “Reading and Writing in the 21st Century”

Em pleno século XXI é completamente anacrónico fingir indiferença pelas Novas Tecnologias da Informação e Comunicação no domínio da Educação. Os professores têm de aprender a trabalhar com essas Tecnologias para que possam também ensinar/orientar os seus alunos a utilizá-las, pois serão essas as suas ferramentas de trabalho futuras. Para além disso, a mudança nas práticas, a actualização de metodologias e a implementação de projectos de inovação educacional tornam-se imperativos de uma Escola que pretende ser eficaz na sua acção.
Na realidade, as Tecnologias da Informação e Comunicação apresentam um potencial inesgotável para tornar a aprendizagem mais actual e significativa, desde que seja dada aos alunos a oportunidade de se envolverem em actividades estimulantes e autênticas, respondendo a desafios e problemas, passíveis de estimular as suas capacidades mentais.
É neste contexto que surge o meu interesse pelos Quadros Interactivos. Pelo que me foi dado a observar a partir de várias demonstrações nas quais participei, um Quadro Interactivo é uma ferramenta que permite a criação de espaços de aprendizagem entusiasmantes e a motivação de crianças e jovens, graças a aulas mais dinâmicas.
Através destes Quadros Interactivos, muito semelhantes a um simples ecrã, é possível recorrer a uma variedade de conteúdos multimédia, nomeadamente imagens, ficheiros áudio e vídeo, acedendo ou não à Internet.
É facto que isto também seria possível através da ligação de um Projector de Vídeo a um Computador, alternativa muito menos dispendiosa e de manuseamento muito mais simples. Todavia, um Quadro Interactivo cresce em interesse, porque se afirma como uma ferramenta versátil, devido às suas características de interactividade. Com uma notória atracção visual, alunos e professores podem manipular textos e objectos, fazer cálculos, desenhar, pintar, jogar no ecrã…. de forma interactiva e muito aliciante.
A meu ver, parece ser uma excelente ferramenta para motivação, treino e consolidação de aprendizagens, desde que utilizada de forma coerente e equilibrada. No entanto, apesar de motivada para as vantagens da sua aplicação em contexto de sala de aula, estou consciente de que é necessário tempo e, sobretudo, empenho para a aquisição de competências que permitam um domínio satisfatório do Software e um uso efectivo e eficaz do Quadro Interactivo não só em contexto de sala de aula, mas também na produção de conteúdos educativos.
Não obstante, espero que com esta formação mais longa possa desenvolver alguma autonomia na utilização do software, consciente que essa evolução constituirá uma mais-valia na minha formação pedagógica e técnica, permitindo-me avançar nestas cativantes vias digitais, em busca da inovação e da qualidade do ensino da Língua Portuguesa.

Elisabete Tavares, docente de Língua Portuguesa na Escola EB23 de Vale de Cambra.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Crime e castigo

Ao analisarmos com mais profundidade a realidade de muitos dos nossos alunos nas escolas, verificamos que o seu sucesso depende, em grande medida, da sua capacidade de domínio da fala, da escrita e da leitura. Estas dificuldades, já bem detectadas pelos professores na várias escolas do país, consequentemente, acarretam uma série de outros problemas como a agressividade, o sentimento de fracasso, a depressão, a frustração, o isolamento, o desinteresse, desmotivação e, em alguns casos, a indisciplina e a violência. Noutros casos observados, alunos com grandes capacidades de leitura e de escrita, também revelam impaciência, desrespeito pelas actividades a desenvolver na sala de aula, desinteresse pelo estudo e pela escola.

Perante este cenário, parece-nos óbvio encaramos, de uma vez por todas, as causas deste problema, em vez de persistir no castigo e na punição, quando o aluno mostra a sua justa revolta.

É importante, pois, que os professores analisem atentamente a situação e que não continuem a classificar os alunos e “bons” e “maus”, sem determinar com exactidão as causas de tais comportamentos e atitudes, utilizando instrumentos de regulação adequados e medidas também elas apropriadas à resolução do problema.

O método simultâneo, tradicional, ainda muito utilizado nas salas de aula deve, de uma vez por todas, desaparecer para dar lugar a metodologias ajustadas às verdadeiras necessidades nos nossos alunos de hoje! Pela sua clara e constatada evidência, não será necessário aqui abordar a importância da imagem, da cor, do som, do movimento no dia-a-dia das crianças e dos nossos jovens…

É neste contexto que surge a nossa necessidade de estudar um pouco mais os sistemas de representação da informação, isto é, a forma como codificamos mentalmente a informação num ou vários sistemas sensoriais, olfactivo, cinestésico, auditivo e visual.

E a pergunta é: no método tradicional de ensino, no qual o professor privilegia a exposição de conteúdos oralmente, que espaço é dado à combinação dos vários sentidos?

No nosso ponto de vista, para que o aluno possa pensar de maneira consciente, para que possa organizar a sua experiência e construa o seu conhecimento, as metodologias pedagógicas a adoptar devem percorrer, simultaneamente, todos os sistemas sensoriais, ou seja, ao aluno devem ser propostas actividades que lhe permitam abordar a informação, de acordo com várias perspectivas e múltiplos suportes ou meios.

No âmbito do projecto Interact, com o auxílio de várias componentes tecnológicas, onde se destacam os quadros interactivos ACTIVboard, os ACTIVote e a construção de “flipcharts”, os vários professores e os seus alunos, desde o ensino pré-escolar até ao secundário, exploram os diversos conteúdos das diferentes disciplinas, recorrendo à transmissão de informação pela sincronização da imagem, do texto e do som, sem descurar a componente cinestésica, na medida em que o aluno interage activamente com os objectos e o software. Assim, a sua acção na sala de aula é mais participativa e colaborativa! Juntando todas estas sinergias da comunicação, o aluno absorve a mensagem com o mínimo esforço físico e psicológico.

De acordo com testemunhos dos alunos, “as aulas, assim, são mais fixes!”; e afirmam: “compreendemos melhor a matéria”, “gostamos de estar nas aulas”, “porque parece o nosso telemóvel”, “não temos de estar sempre a ouvir o professor” e “podemos mexer nas imagens, ouvir, música, ver vídeos, desenhar, escrever, ler, todos juntos e assim é muito mais fácil”.

O crime que se comete com o método tradicional de ensino arrasta o castigo. Para que a indisciplina, o desinteresse, a desmotivação, a frustração, o fracasso e o insucesso diminuam ou desapareçam, é necessário que se olhe de frente para a mudança urgente de metodologias pedagógicas! Ao contrário do que muitos professores pensam, os alunos gostam de trabalhar e de se esforçar, gostam de aprender, gostam de procurar soluções para os problemas, adoram colaborar com os seus pares e os professores, se lhes forem proporcionadas as condições para tal, permitindo-lhe a conquista da autonomia. Estou certo que novos métodos e abordagens promovem o respeito e a admiração para com o professor, logo, o castigo deixa de existir!

Porém, ninguém nasce ensinado! É preciso mostrar aos professores que é possível fazer diferente; que existem inúmeras formas de orientar o alunos no seu processo de construção do conhecimento e que é possível obter resultados muito satisfatórios, socorrendo-nos correctamente destas ferramentas tecnológicas! É urgente proporcionar aos professores um tempo para pesquisa, para investigação e construção de materiais didácticos adaptados às necessidades dos seus alunos! Esta tarefa, necessária e imprescindível, deve ser tida em conta na organização dos horários dos docentes... Como podemos pedir aos alunos que pesquisem, recolham, seleccionem e tratem a informação, se ao próprio professor não lhe for reconhecido esse direito e tempo necessários?

É também fundamental dar melhores condições de trabalho aos alunos e aos professores dentro do espaço de sala de aula, em todas as escolas, para que, de uma vez por todas, “a culpa não morra solteira”! É necessário que a banda larga nas escolas esteja efectivamente funcional; que as redes internas seja readaptadas e estejam preparadas para altos débitos de comunicação; que haja bons e novos meios tecnológicos multimédia capazes de gerir a informação rápida e eficazmente; …

O crime e o castigo dão lugar, então, ao prazer e ao bem-estar na Escola!

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

A Educação no Second Life

Second Life? Segunda vida?! Mas, afinal de que se trata?

Imagine um "outro mundo" virtual em 3D no qual pudesse passear, conhecer outras pessoas, conversar, contemplar paisagens, ouvir música, ver vídeos, dançar, criar os seus próprios objectos, fazer algum negócio, assistir a múltiplas conferências e seminários ou inscrever-se num curso de fotografia, de línguas, de História numa qualquer universidade ou escola?! Parece irreal, mas não é...

Pois bem, tudo isto é possível neste ambiente gerado pela Linden Lab. Sempre em contínua construção, neste simulador da vida real, onde "residem" quase 3 milhões de "avatares" (representação gráfica de um utilizador em realidade virtual), existe "uma complexa economia, fruto da sua existência há alguns anos . O fascinante nessa economia é o facto de ser possí­vel trocar "dinheiro de jogo" [Linden Dollars] por US dólares, graças à imaginação e criatividade de alguns participantes. Isto significa que é possí­vel ganhar dinheiro fazendo negócios na realidade virtual!"

Parece impossível, mas não é , se olharmos para o caso do Eggy Lippman (ou Jorge Lima na vida real) que se tornou no primeiro português a "ganhar a vida" no Second Life. Com ele, trabalham 30 profissionais na sua empresa, a Beta Technologies, cuja principal área de actividade é a construção de prédios e do respectivo mobiliário. Tive a oportunidade de o conhecer dentro do próprio seu edifício construído a 420 metros de altitude e de me sentar na sua sala de reuniões para conversarmos um pouco sobre esta outra dimensão do ciberespaço. Com ele, estava a gestora de negócios, a encantadora Gwyneth Llewelyn. Foi um encontro muito enriquecedor, pois permitiu-me aprender uma pouco mais sobre esta sociedade paralela e estabelecer novos laços de amizade. Também nos debruçámos sobre o tema Educação e a forma como está a ser explorada no Second Life. Foi-me dito que existem mais de 60 Universidades a leccionar no SL... Em Portugal, ainda temos muito caminho a percorrer, sem dúvida!

Também, com alguma regularidade, a convite do Prof. Carlos Santos, um grupo de alunos de Mestrado e Curso de Especialização em Multimédia na Educação e professores da Universidade de Aveiro se reúnem às quartas-feiras, pelas 22 horas, no Second Life, para discutir assuntos relacionados com tecnologias e educação, entre muitos outros... Para além de divertido, enriquecedor e proveitoso, esta experiência permite-nos reflectir seriamente sobre as vantagens desta "ferramenta" no contexto educativo.

"A IBM, a Sun, a Microsoft, a Sony, Reuters, Dell, Warner Brothers, Globo, BBC, Wells Fargo, American Apparel, entre muitas outras, são empresas que já têm edifícos a 3D no Second Life. A IBM, em particular, está a explorar seriamente a tecnologia e a considerar entrar no ramo do desenvolvimento de infra-estruturas de software que facilitem as actividades de comércio electrónico na plataforma. Vários artistas como os U2, Duran Duran e Regina Spektor também "moram" na "grelha" (nome oficial dado a esta realidade virtual). Em Agosto passado, Suzanne Veja tornou-se mesmo a primeira artista a dar um concerto virtual no Second Life." (JN)

Ao nível da Educação, existe um forte e participado forum de educadores que se debruçam sobre a utilização e exploração do SL para fins educativos. CNN.com


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Fontes
Simetria - Associação Portuguesa de Ficção Científica e Fantástico
Wikipédia
Jornal de Notícias


quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Comunicação na Lousã

No passado dia 15 de Janeiro 2007, pelas 18.30 horas, no âmbito da 3ª Semana da Ciência e da Tecnologia, na Lousã (Coimbra), apresentámos uma comunicação subordinada ao tema "Tenho um quadro interactivo na sala de aula... Sim, e depois?!", no Seminário intitulado "As TIC como complemento ao ensino aprendizagem".

Veja abaixo a apresentação em powerpoint (clique nas setas para visualizar os diapositivos). Para melhor visualização, em tela maior, clique aqui.




Partilhe as suas fotos

Dado que a imagem beneficia a compreensão de vários assuntos ("uma imagem vale por mil palavras!"), o professor pode ilustrar os conteúdos que lecciona com fotografias da sua autoria e, posteriormente, mostrá-las na sala de aula aos seus alunos. Com a ajuda do quadro interactivo, esta tarefa é ainda mais facilitada!

O Flickr dá a possibilidade aos utilizadores de comentar as fotografias. Imagine-se uma actividade a realizar pelos alunos, cuja tarefa seria, precisamente, a de tecer comentários, dar a sua opinião, lançar ideias e sugestões, etc.! Com as ferramentas da Web 2.0, abre-se ao professor um elevado leque de possibilidades de exploração da informação, no sentido da construção do conhecimento em comunidade... É apenas um proposta!

Aqui fica um tutorial realizado no âmbito de um trabalho para a disciplina de Ambientes de Gestão de Aprendizagem, pelo grupo Interagir, na Universidade de Aveiro:



quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Concurso Prrrotege.Te

O Concurso Prrrotege.Te 2006/07 tem como tema principal a Política dos 3 R’s – Reutilizar, Reduzir e Reciclar – e visa estimular os jovens a construir conhecimentos e reflectir sobre as questões e os problemas referentes ao meio ambiente em Portugal. É um desafio de carácter pedagógico, que dá ênfase a trabalhos criativos e inéditos.

O Concurso Prrrotege.Te 2006/2007 é um concurso de âmbito nacional e destina-se aos alunos do Ensino Básico (1º ao 9º ano), matriculados em escolas públicas e privadas, distribuídas pelo Ministério da Educação, distribuídos em quatro categorias: 1º CEB, 2º CEB, 3º CEB e Necessidades Educativas Especiais.

As inscrições, que terminam a 31 de Janeiro, estão disponíveis no sítio institucional do concurso na Internet, em www.revista-til.net/protegete, onde também é possível encontrar informação complementar sobre esta iniciativa.



terça-feira, 16 de janeiro de 2007

ACTIVstudio V.3 já disponível


A tão aguardada versão 3 do ACTIVstudio já está disponível para os utilizadores dos quadros interactivos ACTIVboard.
Esta versão ainda está em inglês. Porém, para quem o idioma não faz qualquer diferença, é possível descarregar, a partir do site da Promethean, esta actualização.
Para regozijo de muitos professores, esta nova versão sofreu profundas alterações, tornando-a ainda mais prática! Novas ferramentas muito úteis preenchem de novidades a "ementa".
Quando instalar esta versão, poderá manter no seu computador também a versão anterior. Assim, poderá ir treinando na versão 3, habituando-se à nova apresentação! Logo que esteja à vontade na sua utilização, poderá, então, desinstalar a "velha" versão...
A acompanhar a nova versão, também poderá descarregar pacotes com milhares de recursos!
Para aqueles que desejavam uma aplicação profissional (Developer), não perca as surpresas que o ACTIVstudio 3 lhe reserva...


Deixe aqui, nos "comentários", a sua opinião sobre a versão 3!
Dê-nos conta das novas funcionalidades e potencialidades
que vai descobrindo.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

BETT Show 2007


Está a decorrer, em Londres, no centro Olympia, um dos mais famosos eventos mundiais BETT 2007 - The Educational Technology Show na área de Tecnologias de Informação e comunicação Educacionais, que inclui demonstrações de produtos, tecnologias e serviços para a Educação, workshops, seminários, entre outros.

Entre os dias 10 e 13 de Janeiro de 2007, este evento procura criar trocas de experiências entre comunidades de ensino e formação, e tem contado com a presença de cerca de 600 entidades que concebem materiais educacionais, para além de mais de 28 mil visitantes.




quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Apple apaixona com iPhone


O iPod da Apple veio revolucionar o mundo do MP3 e, agora, vem aí o iPhone...
Além de mais um incrível objecto de design, esta jóia possui potencialidades tecnológicas muito avançadas, capazes de fazer corar a concorrência, no mercado dos telemóveis!

Para quem fica maravilhado com as tecnologias e as suas aplicações, não pude ficar indiferente a este objecto agora anunciado ao mundo pela Apple! Portugal ainda terá de esperar até final do ano para ver mais de perto esta peça... :-(

E os portáteis Mac? Ainda não conhece?!

Não diga que não o avisei: quem os conhece, corre o risco de se apaixonar! Em muitas escolas de outros países como o Reino Unido, a França, a Suiça ou os Estados Unidos, esta tecnologia é mais utilizada que os PC's pelas crianças e pelos professores...

Saiba mais sobre este mundo,
clicando sobre a apple

Mas quem sabe tudo sobre isto é mesmo a avózinha
;-)

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

3.ª Semana da Ciência e da Tecnologia da Lousã

A Câmara Municipal da Lousã vai realizar uma Semana da Ciência e da Tecnologia, um certame educativo que decorre em todo o país e que pretende apoiar a actividade experimental, solidificando a aprendizagem das ciências. A terceira edição do Concelho da Lousã será realizada de 15 a 20 de Janeiro de 2007.
Neste evento, poderá assistir ao Seminário destinado a Educadores e Professores, no Auditório da Biblioteca Municipal da Lousã, no dia 15 de Janeiro (18h30), subordinado ao tema: "AS TIC COMO COMPLEMENTO AO ENSINO APRENDIZAGEM". Veja aqui o programa do Seminário.


Os bloguistas blogam na blogosfera

http://technorati.com/weblog/blogosphere/

Eis alguns “palavrões” novos na nossa língua. Para quem ande um pouco distraído no mundo da Internet, estes vocábulos podem agora causar surpresa e curiosidade. Para aqueles que já por cá andam há muito, este pequeno artigo pouca ou nenhuma novidade poderá trazer. Seja para uns ou outros, centraria a minha atenção na actividade docente e no desempenho dos alunos na chamada blogosfera.


No projecto “Interact – quadro interactivo na sala de aula”, os professores envolvidos são uns privilegiados, desde Fevereiro de 2006! Têm acesso a tecnologias na sua sala de aula que poucos (infelizmente!), nas escolas portuguesas, usufruem. Um quadro interactivo ACTIVboard 78’’, um videoprojector, um computador multimédia, com acesso à Internet em banda larga! Com estes meios, o ambiente, o aspecto, as actividades na sala de aula transformam-se. E é sobre as dinâmicas e o funcionamento da actividade docente que me debruço aqui um pouco.

Além de produzirem conteúdos extraordinários nos “flipcharts” com o software ACTIVsutdio ou ACTIVprimary, com apetecida interactividade e bastante originalidade, os professores podem utilizar outro software de terceiros ou, simplesmente, aceder à Internet para mostar ou visualizar um vídeo no YouTube, umas fotografias no Flickr, umas apresentações em Powerpoint no Slideshare, ler uma definição na Wikipédia, ler um post (entrada) num Blogue, ouvir um Podcast de uma emissão de rádio ou sobre um determinado tema, ver um programa de televisão em arquivo ou, ainda, ouvir aquela música em MP3 disponível e ler aquela notícia de última hora num jornal qualquer português ou estrangeiro… Ah! Tudo isto pode estar reunido no agregador pessoal de feeds RSS, como o Netvibes, para rapidamente aceder a toda esta panóplia de serviços!


Com tanta variedade de oferta de serviços e ferramentas da Web 2.0, tanto os professores como os alunos devem explorar tais potencialidades para diversificar as suas actividades e tornarem-se internautas mais activos, produtores de conteúdos, em vez de serem simples e meros consumidores passivos de materiais.

A Internet é já um enorme espaço social (Social Network) que conta com a colaboração de milhões de utilizadores no mundo. Exemplo disso, são os mais de 50 milhões de blogues criados a um ritmo alucinante de 50.000 por hora e um por segundo [1]; ou a tão popular Wikipédia, a “enciclopédia livre e gratuita, (…) colaborativa, ou seja, escrita internacionalmente por várias pessoas comuns de diversas regiões do mundo, todas elas voluntárias. [2].

O som, a imagem colorida em movimento ou estática e o áudio são bem mais atractivos para os nossos alunos. Esta nova era exige dos educadores e professores novas estratégias, novas abordagens dos conteúdos e, essencialmente, devem dar lugar à iniciativa do aluno. Tal como já num anterior “post” salientei "... é inquestionável que a abordagem de ensino deve fornecer aos aprendentes experiências de aprendizagem concretas e contextualmente significativas que incentivem a construção dos seus próprios modelos, conceitos, estratégias." [3] O saber, o conhecimento já não pertencem apenas ao professor. Este já é lugar-comum, sem dúvida! Porém, se ainda continuamos a repetir esta axioma, é porque continuamos também a repetir métodos arcaicos e tradicionais que já não estimulam ou motivam os nossos alunos… Aqui vai uma ajudinha: explorem a plataforma DidaktosOnline (http://didaktos.ua.pt/), baseado num perspectiva construtivista do conhecimento, e analisem a utilidade da mesma na constituição de comunidades de prática!

O velhinho quadro negro e o poeirento giz jazem mortos e apodrecem no projecto Interact. Aliás, numa escola do Projecto já havia morrido há mais tempo! [4] As actividades desenvolvidas com o auxílio dos quadros interactivos seduzem, atraem e promovem o interesse, a participação e a concentração dos alunos nos temas abordados nas várias disciplinas.

Agora, é preciso ir ainda mais longe! Explorar mais em profundidade novas ferramentas. E a questão ou o desafio que proponho a todos os professores é simplesmente este: criem vós próprios o vosso blogue da vossa disciplina ou área de formação, explorando ao máximo as suas potencialidades e os serviços gratuitos da Internet! Criem os vossos textos, as vossas propostas de actividades lectivas… Convidem os vossos alunos a interagir no vosso espaço, dêem-lhes privilégios de administração ou de colaboração para que, também eles, demonstrem que sabem e são capazes de desenvolver tão boas ou melhores actividades que os seus professores. Abram espaço ao diálogo, à discussão e debate de ideias e experiências!

É aqui que, no meu ponto de vista e apelando à minha experiência, se verifica o verdadeiro sucesso!

Se olharmos um pouco para o panorama de blogues, verificamos que existem os de sucesso e os de insucesso. O sucesso advém não só das visitas que recebem, mas, sobretudo, da sua capacidade de promoção da participação, ou seja, de levarem os seus participantes a redigir comentários! Os comentários geram novos comentários que, por sua vez, levam o administrador do blogue a dinamizar mais e melhor aquele espaço.

Infelizmente, os professores escrevem pouco! Os professores lêem, mas revelam-se pouco interventivos na blogosfera, quando são chamados a participar activamente com as suas ideias, opiniões, conhecimentos, experiências, sugestões ou propostas, mostrando assim o seu interesse, visando promover a expansão de uma comunidade de prática, de modo a preservar e aperfeiçoar sua capacitação e competência. Falta de tempo… Sempre a falta de tempo!

Pois bem, cabe a cada um decidir o que realmente pretende da sua prática pedagógica. As ferramentas, os serviços e as tecnologias estão aí… Acredite-se ou não, o domínio destes meios proporcionam uma enorme satisfação e bem-estar pessoal e profissional, quando aplicados ou explorados com os nossos alunos!

Por falar nisso, já blogou, hoje?


___________________________________

Fontes:

[1] Technorati The Blog Herald
[2]
Wikipédia
[3] Moreira & Pedro (2006) DidaktosOnline: Teoria da Flexibilidade Cognitiva e Ensino Baseado em Casos, Universidade de Aveiro

[4]
Artigo no Ágora, número 6, Prof2000

Mais uma ferramenta da Web 2.0

As ferramentas da Web 2.0 vieram proporcionar aos utilizadores a capacidade de serem também produtores, com um papel mais activo no mundo da Internet.
O Tagzania é um exemplo interessante de utilização de mapas. Veja esta apresentação (powerpoint) que lhe mostra, passo-a-passo, como assinalar pontos de interesse no seu mapa.
Veja ainda mais abaixo neste blogue um exemplo de um mapa com pontos já assinalados. Localize, por exemplo, o Centro de Formação de Entre Paiva e Caima... Aproxime-se o mais possível com a escala lateral, no lado esquerdo do mapa (+ e -).
Esta ferramenta, tendo como suporte os quadros interactivos, poderá promover o trabalho colaborativo em contexto de sala de aula, dando aos alunos a possibilidade de serem eles próprios a personalizar os seus mapas. Está a ver como dinamizar esta actividade? ;-)



sábado, 30 de dezembro de 2006

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o Mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades"

Já afirmava o nosso ilustre Luís de Camões. Realmente, hoje em dia, os nossos alunos dispõem de uma quantidade infinita de recursos informáticos, que há uns anos atrás qualquer um de nós não usufruía. As próprias escolas, eu falo pela minha ( E.S.A.), estão apetrechadas com uma bateria de software e material informático que facilitam a mudança. Neste enquadramento, o professor tem necessidade de estar ao lado dos alunos. Sinto-me feliz, quando vejo o sorriso dos meus alunos, sejam eles do 8º, 9º ou 12ºanos, ao ligar o computador, ao pegar no comando para ligar o retroprojector para usar o Quadro Interactivo e quando dizem "a s'tora é que é bacana, usa as novas tecnologias!". A partir daqui gera-se uma atmosfera de cumplicidade entre professora/ alunos que cria um clima de inter-ajuda e que, consequentemente, favorece a aprendizagem.
Após quase um ano de utilização do Q.I., verifico que as aulas elaboradas a partir do ACTIVstudio são mais dinâmicas, criativas e a adesão dos alunos aos conteúdos programáticos é maior. Destaco, também a utilização do ACTIVote, que possui uma particularidade que é avaliar saberes sem ser necessário perder tempo na correcção, ou seja, avalia saberes e regista-os de imediato. Da utilização que fiz desta técnica, apreciei o envolvimento dos alunos e a sua atenção para que a sua avaliação fosse positiva, até porque se pode mostrar um resultado final em gráficos. Já me sinto como "peixe fora de água" quando, por falta de sala ou porque a imaginação não levou à criação, não uso o Q.I.
Quanto à questão da utilização do Q.I. bastar, por si só, não considero que chegue. Da experiência que tenho, constato que é necessário dinâmica por parte do professor, é necessário gostar de ensinar através do Q.I., é necessário paixão, tal como no ensino tradicional, também, se não houver paixão e dedicação, as aulas são monótonas e saturantes! A criação de flipcharts coloridos, com hiperligações e exercícios interactivos, na sala de aula, não chega, é preciso dinamizá-los e proporcionar a sua execução com a ajuda do seu criador. Cada um de nós cria um flipchart com uma motivação, com um fundamento, com um objectivo, mas só é executável se for encaminhado pelo próprio. Assim como qualquer obra, seja ela poética ou de outra arte, só o criador sabe o que o moveu para o construir, quando criamos um flipchart, só nós sabemos o que nos motivou. Mas, no entanto, penso ser necessária a transmissão e a partilha do trabalho!...
Por isso, considero que o professor tem um papel importantíssimo na aventura da descoberta da aprendizagem...

Sandra Ferreira
Prof. no Projecto Interact
Escola Secundária de Arouca

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Feliz Natal

para todos os professores, alunos e pais.


Tentemos encontrar um pouco de tempo
para dedicar àqueles que mais amamos e que precisam de nós!

Veja este vídeo

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Receita: “Brilho no Olhar”

O Projecto Interact apresenta como cabeça de cartaz o Quadro Branco Interactivo, que sem dúvida, desperta em qualquer um curiosidade e interesse instantâneo!... No entanto, por detrás deste cartaz existe um projecto com uma matriz ideológica que não se resume somente à aquisição de técnicas de manuseamento do Q.B.I., nem somente ao cumprimento da produção de quatro flipcharts/mês.

No 1º ano do Projecto Interact, a preocupação era conhecer esta nova ferramenta tecnológica, ao serviço da Educação, as suas potencialidades e operacionalizar tal desafio. Neste 2º ano, o bichinho da insegurança e dúvida aparece, não pela falta de domínio do Q.B.I. que garante o mínimo de estabilidade, mas pela produção dos flipcharts, por si só, começarem a ser uma rotina, correndo o risco de se tornarem reprodutores e homogeneizadores.pensativo

Considero que a produção dos flipcharts deve ser encarada como um desafio didáctico capaz de contribuir para a reinvenção de uma prática pedagógica partilhada, criativa e cooperativa entre os professores.

Os desafios colocados no Fórum [na plataforma moodle Interact Portugal] pelo nosso coordenador, José Paulo, são o sinal evidente da importância que este projecto dá à troca de opiniões, reflexões e experiências.

Este desafio, ao qual estou a responder, (mostre pai), leva-me a partilhar uma reflexão sobre esta dúvida: É a minha prática pedagógica que acende o brilho no olhar dos alunos ou são os flipcharts, (interactivos, coloridos, excelentes!)?pensativo

Os professores do Projecto Interact, sensíveis que são aos olhos perdidos, apáticos, distraídos e corpos entre o presente e ausente, dos alunos, questionam o sistema, a pedagogia, a metodologia e iniciam a busca de novidades, de ideias que nos prometam acordar a turma e acender o brilho no olhar.

Nesta inquietude entre permanência e mudança ampliam-se conversas e trocas e, chega-nos o Q.B.I. à sala de aula. Acciona-se no professor o mesmo tipo de sentimento que nos alunos, ou seja, o brilho no olhar, o entusiasmo, o interesse, a curiosidade…o jogo da descoberta. E assim, começa a aventura da produção dos flipcharts.


A chama está acesa, mas é preciso alimentá-la. Esta manutenção passa por uma prática pedagógica inovadora e dialogada, desenvolvida pelo professor, na sala de aula. Mas, temos que estar precavidos para a tentação da alimentação tipo “fast food”, correndo-se o risco de entrar numa cadeia de produção de flipcharts – transmissão – consumo imediato, levando poucos professores a subverter o modelo pedagógico, neste processo de mudança.


Interessa pois que os flipcharts, no fundo, materiais didácticos, se tornem provocadores da ousadia de espantar, investigar e criar, tanto nos professores como nos próprios alunos.


A receita para a manutenção do brilho no olhar está na Arte de Bem Ensinar, onde nós somos exímios mestres. Já agora, incluam o ingrediente: - Q.B.I. (dá-lhe um toque especial!) e, por favor, não guardem o segredo só para vós: partilhem.piscar

Maria Inês Conceição

Professora do 1º Ciclo

Centro de Formação de Entre Paiva e Caima no mapa

A aplicação do Google Earth em contexto educativo...
Esta poderosa ferramenta de localização no espaço de lugares via satélite fornece ao professor e ao aluno uma variedade de possibilidades de exploração de actividades em sala de aula...
Com o auxílio do quadro interactivo, o Planeta entra na nossa sala de aula e viajar é possível!


quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Blogue INTERACT premiado!


Prémios eLearning 2006

O Centro de Formação de Entre Paiva e Caima
tem o prazer e orgulho de informar que este
Blogue recebeu o prémio "TOP100 Prémios eLearning 2006".
De entre os 30 países concorrentes e as 550 candidaturas apresentadas,
o blogue do Projecto Interact foi seleccionado.
Dedicamos este prémio a todos os professores dinamizadores e inovadores
do Projecto Interact, assim como aos respectivos alunos!
Aos Pais e Encarregados de Educação, Associações de Pais,
Conselhos Executivos e a todos aqueles que nos visitam,
os nossos sinceros agradecimentos
por acompanharem e apoiarem
a evolução deste Projecto inovador
na Educação em Portugal!

A Coordenação do Projecto Interact


Avaliação:
Todos os projectos são avaliados online. Os avaliadores são especialistas na utilização das TIC na educação. Após a selecção inicial, os projectos elegíveis são enviados a avaliadores em diferentes países da Europa. Sempre que possível, os avaliadores não avaliam projectos oriundos dos seus próprios países. Os avaliadores pontuam os projectos segundo vários critérios, por forma a estabelecer uma short list de possíveis vencedores. Em paralelo, identificam também candidatos a vencedores dos prémios especiais. Os Parceiros dos Prémios eLearning podem estar envolvidos na selecção dos vencedores dos prémios especiais, por eles patrocinados. Os avaliadores terão em consideração os seguintes critérios:
  • inovação pedagógica
  • qualidade técnica
  • promoção da aprendizagem activa
  • conteúdos
  • evidência de trabalho em ambiente de rede e colaboração
  • transferabilidade
Os membros do Júri, constituído por autoridades respeitadas no domínio das TIC na educação, avaliarão então os projectos admitidos à short list pelos avaliadores e seleccionarão os vencedores. A selecção do top 100 e dos vencedores é final e inapelável.

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Avaliação Interna com ACTIVote

Olá caros colegas,

Em primeiro lugar quero felicitar todos aqueles que têm trazido a este blog o relato de experiências e o testemunho do trabalho interessantíssimo que se pode realizar no âmbito dos quadros interactivos ACTIVboard. Sou docente da Escola Secundária de Vale de Cambra e, no passado dia 29 de Março, participei de uma experiência que gostaria de partilhar convosco. A nossa escola está a levar a cabo, a título experimental, um processo de avaliação interna. Durante o primeiro período, os docentes foram convidados a responder à primeira fase do inquérito. No segundo período, a equipa responsável por esse trabalho, com a colaboração do Conselho Executivo, entendeu dever “testar” os quadros interactivos também neste tipo de actividade, propondo-se fazer um ACTIVote com o inquérito. Da intenção à prática foi apenas o tempo de preparar os inquéritos e os equipamentos. Devo dizer que correu extraordinariamente bem. Foram realizadas duas sessões: a primeira demorou cerca de 45 minutos, mas era só para “aquecer”! É que a segunda já só demorou 20 minutos! No final do inquérito, quando questionadas sobre a eficácia desta modalidade de inquérito, por comparação com a que foi utilizada na primeira fase, invariavelmente as respostas apontavam para um muito maior interesse e eficiência. Foi essa também a percepção da equipa que trabalhou no projecto. Após a tarefa de responder às questões, o tratamento dos dados ficou também muito mais facilitado, porque o ACTIVote permite fazer a estatística de cada resposta em tempo útil e exportá-la, por exemplo, para uma folha de cálculo do Excel...

O mais interessante nesta experiência é a consequência que adveio: o coordenador da formação nos quadros interactivos da nossa escola propôs uma sessão de formação a todos os professores para o dia 11 de Abril. Então não é que, depois da sessão de avaliação da escola, os pedidos de inscrição para essa formação cresceram significativamente?!

Experimentem e comprovem que algumas “tecnologias” não são só demagogias... o efeito “camaleão” é uma realidade...

Prof. Cristina Filipe

domingo, 26 de novembro de 2006

A WEB: memória colectiva ou lixeira?

Nunca se escreveu tanto como hoje. Nunca se produziram tantos documentos como agora! Na grande teia proliferam milhões e milhões de textos. Imagem, som, vídeo! Novos conceitos, novas visões, novas teorias emergem sobre o presente e o futuro da WEB.

Parece-nos, de acordo com vários investigadores (loucos?), que a WEB tal como a vimos surgir paulatinamente pela mão de Tim Berners-Lee tem os seus dias contados… À medida que foi proliferando o número de utilizadores de computadores e de ligações à Internet, exponencialmente também se multiplicaram as páginas WEB.

Ora, a escrita, de facto, desenvolveu-se fortemente. Alguns, afirmam que a Internet se tornou uma lixeira; outros, porém, defendem que estamos perante um fenómeno que nos lança para uma nova direcção, um novo caminho…

O ‘Blogging’ modificou em profundidade o conceito da WEB. Todos contribuem com ideias; cada um diz o que pensa! E, naturalmente, constroem-se pontos de interesse, temas comuns representados de múltiplas formas, seja pela imagem, pelo texto, pelo vídeo, pelos som…
Procurar informação, boa (ou má!), começa a tornar-se uma tarefa hercúlea que nos faz perder tempo. Mas eis que surgem novas teorias ou tendências ou termos: “consciência artificial”; “criação social em rede”; “inteligência colectiva”; “WEB 2.0″; “WEB 3.0″; “Bookmarking”; “WEB semântica”… para tentar dar resposta a uma necessidade premente de (re)organizar a Internet.

É chegado o tempo de nos organizarmos no caos gerado. Para isso, as TAGS parecem uma solução democraticamente mais clara e mais objectiva para classificar tão abundante informação. Será?!

Entretanto, vamo-nos lobotomizando neste espaço colectivo, onde a simbiose, a dependência ou o vício coexistem! Que TAG se destacará?

"...estamos ainda distantes da revolução Educação 2.0"


Roberto Carneiro, ex-Ministro da Educação, faz uma curta reflexão sobre a utilização das TIC nas escolas, numa entrevista ao EDUCARE.PT:

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E: Segundo a OCDE, a maioria das escolas portuguesas tem, em média, um computador por cada 10 alunos. Para além disso, quando as direcções das escolas são inquiridas sobre a importância das TIC, continuam a considerar que a falta delas "não é muito prejudicial" no ensino. Considera que existe desinteresse pelas TIC nas escolas portuguesas?
RC: A mera exibição de indicadores de acesso a equipamento informático diz-nos muito pouco sobre o seu uso efectivo. E, sobretudo, fica muito aquém de uma real compreensão do eventual impacto das TIC - que pode ser vasto e relevante - sobre a modificação dos modelos de relacionamento no seio das escolas e sobre a reformulação das práticas pedagógicas e gestionárias. Penso que, com algumas excepções (poucas), as TIC não se entrelaçaram com visões transformadoras do todo escolar e, muito menos, com estratégias de renovação pela base das pirâmides educacionais. Por isso, mais do que "mero desinteresse" o facto desolador é que as TIC têm sido encaradas essencialmente como segmentos isolados da vida curricular e, no demais, como ferramentas muito úteis para descarregar informação e "objectos do conhecimento codificado" na direcção professor-aluno. Para utilizar uma analogia inspirada em metáfora do mundo da nova Internet estamos ainda distantes da revolução Educação 2.0 em que as TIC sejam o propulsor de comunidades de aprendizagem efectiva e de uma nova ética do esforço e da disciplina de escola susceptível de ultrapassar o laxismo de uma educação sem chama nem dedicação.
Leia a entrevista na íntegra aqui
**********************************************************

A metafóra apresentada sobre o mundo da nova Internet remete para a segunda geração da Internet, a WEB 2.0. Dentro deste conceito, vários são os serviços e as tecnologias em expansão que convergem para uma maior colaboração e interactividade entre os utilizadores.
No meu ponto de vista, faz todo o sentido que os professores conheçam e adoptem, em profundidade, estas tecnologias com os seus alunos.
Assim, proponho que os docentes façam uma pesquisa em torno de ferramentas e conceitos da WEB 2.0, tais como:
  • sindicância (ex. feeds de RSS)
  • agregação ou mashup (Netvibes, etc...)
  • social bookmarking
  • TAGS
  • blogues
  • wikis
  • folksonomia
  • (...)
Para ajudar nesta procura, destaco três sítios: aqui, aqui e aqui

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Uma experiência gratificante… em final de carreira

Caro amigo Pinho,

não tenho palavras para descrever simultâneos e paradoxais sentimentos neste momento: a alegria e a tristeza. Sinto a felicidade de ter conhecido e privado de perto com a pessoa e o profissional que é o Manuel Pinho. Sinto a mágoa de ver o afastamento daquele que luta e se mantém actualizado; daquele que vive para e pelo Ensino; daquele que acarinhou e fomentou o Projecto Interact na escola e na comunidade a que há muito pertence. O meu agradecimento pela mensagem e conselho que nos dá...
Deixo-lhe a minha sincera homenagem com um poema do poeta e amigo Eugénio de Andrade:

Os Amigos

Os amigos amei
despido de ternura fatigada;
uns iam, outros vinham,
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha,
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria -
por mais amarga.



Ao cessar funções, por motivo de aposentação, como Professor e Coordenador da EB1 de Praça, Macieira de Cambra, quero agradecer ao colega [José Paulo Santoas] toda a disponibilidade e empenho que demonstrou junto de todo o corpo docente desta Escola para que o Projecto Interact fosse uma realidade e um grade factor de sucesso escolar na nossa comunidade.
Brevemente serei substituído e, para que o Projecto não esmoreça (o que seria uma imensa perda e uma imensa pena), peço que apoiem e incentivem, até ao limite, o meu sucessor ou sucessora. É que acredito que uma boa parte do futuro das nossas Escolas está nos Quadros Interactivos.
Com votos dos maiores sucessos em todo o Projecto, despeço-me com um até sempre.
Pinho
Nota: Anexo um pequeno texto que, se o Professor José Paulo entender, poderá publicar no Blog.


Uma experiência gratificante… em final de carreira

Aderi ao Projecto Interact a um ano do fim da minha carreira. A princípio com alguma desconfiança que se desvaneceu logo que comecei a explorar as potencialidades desta maravilhosa ferramenta que são os Quadros Interactivos. Na sala de aula, o entusiasmo cresceu, as aulas começaram a ser diferentes, a concentração dos alunos atingiu picos nunca vistos, o sucesso educativo começou a reforçar-se.

De facto, é um privilégio para um Professor ou Professora dispor, na sua sala de aula, de um Quadro Interactivo. Depois… a preparação das aulas arrasta consigo tal magia que nos esquecemos do relógio, da noite, do descanso. Mas no fim, ao vermos o produto do nosso trabalho e o impacto que causou na turma, tudo esquece.

Por outro lado, sentirmos a alegria dos Encarregados de Educação, quando se referem a entusiásticos comentários dos seus filhos, como, por exemplo: “mamã, amanhã é o dia de eu ir ao quadro”. E essa alegria é de tal forma contagiante que, casos há, em que os pais decidiram investir nestas ferramentas.

Um ano passou, a minha carreira terminou. No entanto, fico com a satisfação de ter realizado uma experiência profissional inovadora e gratificante. Por isso, deixo aqui um apelo a todos os colegas: nunca é tarde para aprender e para investir no futuro.

Manuel Augusto Ferreira de Pinho