quarta-feira, 5 de março de 2008

Uma imagem vale por mil palavras…


Os manuais escolares sempre recorreram à imagem para ilustrar este ou aquele texto. Ainda nos bancos da escola, era recorrente, em cada ano, aparecerem as mesmas imagens, como se os autores desejassem gravar na nossa memória certas referências culturais importantes ou associar um texto com determinada imagem, para nos ajudar a melhor compreender a mensagem veículada por ele.
No início de cada ano lectivo, ainda muito jovem, não descansava enquanto não percorria de lés-a-lés todas as páginas de todos os manuais escolares. Adorava olhar para as imagens, ler as legendas...
A imagem teve e terá, pois, um valor e uma importância relevante em contextos de aprendizagem. Tal como eu, muitos outros alunos, com um estilo de aprendizagem predominantemente visual e cinestésico, valorizavam a imagem para apreenderem os conteúdos.
A propósito da "imagem", recordo com imensa felicidade um dos mais belos e agradáveis momentos da minha vida...
A Mona Lisa ou Gioconda de Leonardo da Vinci, entre muitas outras telas e esculturas, sempre exerceu sobre mim um misterioso fascínio. Os manuais de História, de Francês, Inglês, Português faziam questão de reproduzir esta imagem... Recorda-se?!
Pois bem, logo que tive a oportunidade, fui ao encontro do "sorriso" sedutor e mais famoso do mundo, no Museu do Louvre, em Paris. Não explicarei aqui o êxtase e a felicidade indescritíveis daquele momento....
Apenas deixo esta nota para demonstrar o quanto uma imagem pode significar para quem a vê. Se pensarmos que cada imagem contém dois elementos: o denotativo e o conotativo, facilmente percebemos a quantidade de informação que uma imagem pode transportar.
Imagine, agora, esta imagem num formato "gigante", num quadro interactivo, sobre a qual poderá fazer anotações diante dos alunos; os alunos, eles próprios, poderem escrever adjectivos que melhor caracterizem os seus sentimentos e sensações evocadas por aquela imagem... Mais ainda, como o poder evocativo da imagem é ilimitado, cada aluno, de acordo com a sua experiência e contexto, pode apresentar o seu ponto de vista, a sua perspectiva sobre o que chega até ele. As interacções, a partilha e o debate devem ser privilegiados! Esta interacção cinestésica e visual com a imagem reforça a compreensão e a memorizaçao! E, no fim, guarda-se tudo...

A colega Maria Inês Conceição relata a sua experiência sobre a exploração da imagem em contexto de ensino e aprendizagem, no 1º Ciclo:

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O contexto da sala de aula mudou.

Qualquer um, naturalmente, diria isto ao entrar na minha sala de aula e ao ficar deslumbrado com o equipamento tecnológico lá existente – computador ligado à Internet, impressora multifunções, vídeoprojector, quadro interactivo ACTIVboard, leitor de CD e máquina fotográfica digital. Nada mal!... Para uma sala do 1º Ciclo, em Castelo de Paiva!

Também eu me deslumbro dentro daquelas quatro paredes, já não tanto com o equipamento, mas com o ambiente participativo e dinâmico que envolve as actividades, muito decorrente do uso dessas mesmas tecnologias.

Vejamos um exemplo.

Na semana passada, a partir da leitura do II capítulo, do livro, “A Floresta” de Sophia de Mello Breyner, foi proposto à turma o seguinte desafio: seleccionar, no texto, contextos susceptíveis de serem explorados matematicamente, isto é, teriam que inventar situações problemáticas.

Decorrida a actividade, em grupo, a turma dá conta que houve um conteúdo (o tempo – horas, minutos) que, apesar de já as saberem, não o conseguiram explorar, de acordo com a proposta. O objectivo de saber ler as horas tinha sido atingido, mas a competência de as saber usar ainda não.

Não demorou muito para que a turma se lembrasse de quatro flipcharts do ano passado: Medir o tempo I, II, III e IV (disponíveis em Glossário – Partilha de Recursos http://www.interactportugal.com/) para a necessária revisão e reforço da matéria.

Impossibilitados de aceder ao Q.I., por falta de lâmpada no vídeoprojector, desencadearam-se outras acções: copiámos os referidos flipcharts para o ambiente de trabalho e depois cada aluno munido de pen ou CD dirigiu-se ao computador e copiou-os, levando para casa (TPC? Não, de maneira alguma!). No dia seguinte, relembravam os flipcharts, as imagens, as propostas, as situações com um entusiasmo contagiante!

Tudo estava tão presente!... Houve uma economia de tempo, facilitou-se a compreensão e acelerou-se a aprendizagem!

É este ambiente que me deslumbra, que me motiva, levando-me a questionar e reflectir sobre o impacto que ambientes informatizados, com ferramentas de grande potencial como os quadros interactivos têm para a aprendizagem e conhecimento do aluno, dentro de uma perspectiva construtivista.

Relembrando a relação entre aprendizagem e processos cognitivos, à luz da teoria de Piaget, saliento o quão importante se tornam, nestes ambientes, as imagens e as acções dos alunos.

A criança, no 1º Ciclo, apresenta uma atenção pouco estável, daí o uso da imagem poder ajudar a captar essa mesma atenção.

É reconhecido que o recurso à imagem facilita a aprendizagem da leitura e escrita, assim como da matemática. A imagem, na sua função estética, com cor, rompe com a monotonia, dando mais criatividade a uma mensagem (ex.: um texto ilustrado e colorido é mais apelativo esteticamente). Se o professor, após ou durante uma explicação, apresentar uma imagem, esta permite um reforço perceptivo, facilitando a compreensão e a memorização de vários aspectos que passariam despercebidos com uma explicação essencialmente oral. Nunca esquecendo a capacidade de memorização visual que têm as crianças desta faixa etária! (Um flipchart colorido, atractivo, estético os alunos não o esquecem mais!).

Ainda valorizando o poder da imagem, no 1º Ciclo, a sua utilização gera atitudes de participação activa, diálogo, comunicação com os outros e fomenta a cooperação entre os alunos.

Quando se tem, dentro da sala de aula, um quadro interactivo onde se pode desfrutar desse colorido de imagem, onde se tem a facilidade de ampliar, facilitando a visualização de detalhes, onde o próprio escurecimento da sala permite concentrar a atenção, do aluno, no quadro, onde se tem a facilidade de manipulação no sentido de voltar atrás ou parar na imagem pretendida, onde os flipcharts servem como ponto de referência a uma aprendizagem, então reúnem-se excelentes condições para uma melhor integração da aprendizagem, aumento da compreensão e retenção da informação essenciais para a sua progressão na escolaridade.

E se a este recurso à imagem lhe podermos agregar música e um dinamismo obtido através de manipulação directa sobre as imagens que se apresentam no quadro interactivo?!

A importância da acção e dinamismo que os quadros interactivos tão bem proporcionam ficam para outra abordagem…

Para terminar não pretendo deixar “a imagem” de que os ambientes informatizados, por si só, garantem a construção do conhecimento. O mais importante é que o professor tire o maior proveito do potencial destes equipamentos, no sentido de estimular a aprendizagem e a interactividade, integrando metodologias dinâmicas e colaborativas.


Maria Inês Conceição
EB1nº2 de Castelo de Paiva
9 de Fevereiro 2008


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Watch the difference - O Poder da Observação

É daqueles que, quando encontra um jornal ou revista, salta de imediato para a secção dos jogos e passatempos? Gosta de observar imagens e procurar as diferenças...
Explorar esta actividade com os nossos alunos, com o auxílio do quadro interactivo, é também possível, recorrendo a sítios na Internet. Estes exercícios de treino da observação atenta e de concentração, com objectivos bem definidos e enquadrados nas actividades lectivas, pode ter resultados positivos.

Hoje, temos três proposta interessantes para si:


Belos desenhos coloridos para crianças e sons

Procurar diferenças com imagens em movimento... Uau!!!

É fácil, não é? Basta clicar sobre a diferença, numa das imagens...


terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Revista Ludomedia para os PALOP


No ano de 2007, a Ludomedia enviou para as escolas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) mais de 5000 revistas Ludomedia. Com o término da revista e de forma a garantir que as mesmas não sejam colocadas para abate, esta editora lança um desafio:
  • Por cada revista adquirida, oferece outro exemplar para uma escola dos PALOP.


sábado, 2 de fevereiro de 2008

Afinal, onde está a interactividade?

Quase dois anos passados a pensar, a reflectir, a analisar conteúdos produzidos pelos professores do Projecto “Interact – quadro interactivo nas salas de aula”, desde o pré-escolar ao ensino secundário, nas várias disciplinas, na plataforma moodle Interact Portugal, ocorre-me lançar algumas questões sobre as quais devemos debruçar-nos para investigação e acção futuras.

No âmbito deste projecto que promove a adopção de uma tecnologia inovadora no ambiente de sala de aula – o quadro interactivo –, acoplada a duas outras mais ou menos conhecidas e utilizadas pelos professores, com maior ou menor regularidade, tivemos em conta, desde logo, o conceito de “interactividade”. Embora, na nossa mente, estivesse obviamente a interacção associada à relação entre o professor e a máquina (quadro, videoprojector, computadores e interfaces gráficos), não descurámos a abrangência desta noção à relação entre as pessoas, neste caso, entre os próprios professores e entre estes e os seus alunos.

Neste sentido, temos várias vertentes de análise quanto a este conceito de interactividade e das suas múltiplas implicações:

  1. como construo os meus conteúdos, de modo a promover a interactividade dos alunos com o “objecto de aprendizagem”?
  2. que vantagens obtenho, se os conteúdos fomentarem a interactividade?
  3. a interactividade, privilegiando os estilos de aprendizagem cinestésico, visual e auditivo, promovem com mais eficácia as aprendizagens?
  4. que competências ou recursos preciso de adquirir ou desenvolver para alcançar um maior nível de confiança na promoção das interacções, seja para a construção de conteúdos seja para desenvolver um trabalho e relações mais colaborativas?
  5. tendo em conta que um maior ou menor grau de interacção requer ritmos e tempos diferentes, que mudanças podem ou devem ser realizadas nos currículos e nos programas das várias disciplinas e ciclos de ensino?
  6. que período de tempo necessito para me adaptar à tecnologia e às diferentes ferramentas de produtividade pessoal (ACTIVstudio, ACTIVprimary, entre outras…), baseado no conceito da curva de aprendizagem, de modo a tirar, com sucesso, o maior partido das mesmas?
  7. quando construo um “objecto de aprendizagem”, como ou com base em que critérios escolho os textos, as imagens, as animações, o áudio, o vídeo, a cor; o movimento, os gráficos, os tamanhos e tipos de letra, a disposição dos objectos na interface?
  8. Quando associo uma imagem a um texto ou vice-versa, que informação pretendo veicular e que resultados espero obter na construção do conhecimento dos alunos, sem incorrer no risco de aumentar a carga cognitiva?
  9. tenho eu a noção clara que, dos níveis de interacção alcançados entre mim e os meus alunos, entre eles próprios e entre nós e as tecnologias poderemos construir mais conhecimento, criar relações mais sólidas, desenvolver mais competências e, consequentemente, atingir um maior sucesso?
  10. as Comunidades de Prática (CdP) virtuais, como a rede INTERACTiC 2.0 – Escola com TiC Social, no qual, como conclui José L. Rodrigues (2007) “o conceito central de aprendizagem se enriqueceu e tornou mais ubíquo, num processo de transformação que mudará também a própria concepção de educação – como parece inevitável nesta sociedade digital em que nos encontramos”, poderão facilitar e proporcionar-me o conhecimento e as competências de que necessito, através da minha interacção, da minha cooperação com outros membros, criando afectos e relações de confiança e sentimento de pertença?

E é olhando para cada um dos mais de 1000 flipcharts já produzidos neste Projecto que me deixo levar por todas estas questões inerentes à utilização destas Tecnologias na sala de aula.

Em breve, com o apetrechamento de salas de aula de escolas portuguesas com quadros interactivos, no âmbito do Plano Tecnológico da Educação, teremos um “tsunami” de questões, de problemas, de situações com as quais os professores poderão ter de se confrontar e às quais procurarão responder…

E, nós, estaremos aqui para ajudar! Afinal, estamos aqui para interagir…

_________________________

Referência

Rodríguez, José L. (2007). Como as comunidades virtuais de prática e de aprendizagem podem transformar a nossa concepção de educação. Texto da conferência proferida na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, a 31 de Maio de 2007. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 3, pp. 117-124. Consultado em [Janeiro, 2008] em http://sisifo.fpce.ul.pt




sábado, 26 de janeiro de 2008

QUALIFIC@ - Feira de Educação, Formação, Juventude e Emprego

A EXPONOR – Feira Internacional do Porto vai realizar de 14 a 17 de Fevereiro de 2008 (de Quinta-feira a Domingo) a Qualific@.

Para esta edição, a organização conta com o apoio das principais Instituições Públicas e Privadas relacionadas com a temática da feira, de entre as quais se destacam o Ministério da Educação e o Instituto de Emprego e Formação Profissional. Este importante suporte permitirá a articulação com os diversos organismos ligados à Educação, Formação, Juventude e Emprego de forma a promover inúmeras visitas de estudo, em grande parte facilitadas por condições especiais de transporte.

Em exposição:
Ensino, Orientação Vocacional, Formação Profissional, Formação, E-learning, Emprego, Material Didáctico.

Quem visita:
Professores, formadores, jovens/adultos, encarregados de educação e público em geral


sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Divulgação da Rede INTERACTiC - Escola Com TiC Social


Caro visitante, se desejar colocar o laço (ribbon) que se encontra no canto superior direito desta página relativo à divulgação da rede INTERACTiC - Escola Com TiC Social, transcreva este código para o seu blogue:
Obrigado pela divulgação.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Portugal panorâmico em 360 graus no quadro interactivo

Imagine um "passeio" por cidades, praias, serras e castelos de Portugal, sem sair da na sala de aula, num quadro interactivo e, ainda por cima, com a possibilidade de visualizar certos locais em 360 graus!
Imagine só as inúmeras possibilidades de exploração pedagógica deste recurso...

Vamos até Aveiro...E se depois de uma visita virtual, os professores e os alunos (e os pais e encarregados de educação!) prolongassem a visita exploratória na silenciosa e tecnológica protectora do ambiente Segway?! Melhor ainda, não é? Vamos lá...


Vamos até à Praça do Peixe... (clique nesta imagem e aceda à versão da imagem em 360 graus!)


Fotos de

Vamos lá passear!


Agora, conte-nos como planeou esta aula...
Caro professor, deixe o seu comentário sobre a forma
como explorou estes magníficos recursos.

domingo, 20 de janeiro de 2008

É hoje que vamos fazer... TV!!!


No âmbito da comemoração dos 50 anos da RTP, esta estação televisiva, com o apoio da DGIDC, promove o concurso FAZER TV, onde encontra o regulamento para participação...
A todos os alunos e professores, vamos nessa!

Veja o spot promocional:

Mais de 1000 flicharts produzidos no Projecto Interact



No âmbito do Projecto "Interact - quadro interactivo nas salas de aula", os professores e educadores, do pré-escolar ao ensino secundário, já produziram e partilharam mais de 1000 flipcharts, disponíveis na plataforma moodle Interact Portugal. Um destes flipcharts foi apresentado pelo do Editor de Novas Tecnologias, Lourenço Medeiros, no Jornal da Noite, Domingo, 20 de Janeiro 2008. (Ver blogue Futuro Hoje).
A todos os professores, colegas e amigos do Projecto Interact, das escolas de Castelo de Paiva, Arouca e Vale de Cambra, as nossas mais sinceras felicitações! Foi necessário ir o jornalista Lourenço Medeiros à feira internacional de Educação a Londres, a famosa BETTshow 2008 para vermos um dos flipcharts produzidos...
Na BETT, "...estava esta Promethean um dos conjuntos de stands que mais dava nas vistas pela integração total, projectores cor de laranja para quadros interactivos, sistemas de respostas que podem ser usados por toda uma aula ao mesmo tempo como se fosse um concurso de televisão pedagógico [Sistemas Electrónicos de Regulação das Aprendizagens - ACTIVote, já aqui referidos neste blogue] e os programas para acompanhar os vários graus de ensino [ACTIVprimary e ACTIVstudio]. Verdadeiras salas de aulas do futuro, disponíveis já hoje, para quem possa pagar o preço. Esta empresa já faz os conteúdos em 40 línguas incluindo o português." (adaptado a partir de Blogue Futuro Hoje, Tecnologia para a Educação, 20.01.2008)





sábado, 19 de janeiro de 2008

PodCasting... Diga lá?!


A criação e manutenção de um podcast como fins educativos é uma experiência que todos os professores devem possuir, na medida em que a utilização destas tecnologias de informação e comunicação lhes permite compreender melhor as múltiplas competências mobilizadas para esse fim. Já experimentou?

Saiba mais sobre este assunto:

Artigo na Wikipédia
Podcast do Projecto Interact
Lusocast -Directório português de Podcasts


Leia o artigo em PDF:
Moura, Adelina & Carvalho, Ana Amélia Amorim (2006). Podcast: uma ferramenta para usar dentro e fora da sala de aula. In Rui José & Baquero C, (eds), Conference on Mobile and Ubiquitous Systems (CSMU 2006). Universidade do Minho, Braga, 155-158.

Nota: para a criação dos meus podcasts, utilizo a ferramenta livre e gratuita de criação Audacity e publico-o no podOmatic.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Profissionalismo...


No Sábado, dia 15 de Dezembro 2007, a partir das 10H da manhã, o Centro Educativo da Praça teve a honra de receber a Professora de 1º Ciclo, Inês Conceição. Porquê? O que move uma Professora a deslocar-se de Castelo de Paiva a Macieira de Cambra um Sábado de manhã, às portas do Natal, para dar, sim, dar alguns dos seus saberes a colegas que nem sequer conhecia?!

Não é fácil nem simples adjectivar a amabilidade, espírito de entreajuda, profissionalismo, “amor à arte” que fez esta gentil profissional da educação aceder a um pedido de ajuda feito pelo grupo de Educadoras e Professoras de 1º Ciclo da Escola da Praça. Aproveitamos para dizer que esta escola se encontra apetrechada com cinco quadros interactivos ACTIVboard (quatro na escola e um no Jardim de Infância), tendo sido três deles adquiridos pela Associação de Pais deste espaço educativo.

Em nome de todas que estiveram presentes, Educadoras, Professoras e Presidente da Associação de Pais, um Bem-haja muito grande para a Inês.

As Educadoras e Professoras da Praça

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Projecto Interact com "Sabor a Chocolate"

"O conhecimento constrói-se partilhando", poderia bem ser o slogan do Projecto Interact que, desde a sua génese, se tem preocupado em promover junto das escolas e professores esta necessidade de partilhar o que conhecemos e sabemos.

Neste percurso, alunos, professores, pais e encarregados de educação envolvem-se nesse desejo de fazer mais e melhor pelo ensino, dando um novo fulgor ao acto de aprendizagem.

Hoje, damos destaque ao excelente trabalho que vem sendo realizado nas Escolas do Projecto INTERACT, do Pré-escolar e do 1º Ciclo do ensino Básico: Jardim de Infância de S. Geão e EB1 de Castelo de Paiva Nº 2. Graças a um elevado esforço, trabalho, empenho, dedicação e criatividade e inovação à mistura, alunos e professores vão explorando as inúmeras potencialidades do Quadro Interactivo ACTIVboard e do software premiado ACTIVprimary**.

Inspiremo-nos neste vídeo (com pouco mais de 13 minutos) realizado no final do ano lectivo 2006/2007...



Descubra outros vídeos como este em INTERACTiC 2.0


Era uma vez

Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada...

Era uma vez
A riqueza contra
A simplicidade
Uma mostrando prá outra
Quem dava mais felicidade...

Prá gente ser feliz
Tem que cultivar
As nossas amizades
Os amigos de verdade
Prá gente ser feliz
Tem que mergulhar
Na própria fantasia
Na nossa liberdade...

Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem haver
Quem já foi criança um dia...

Era uma vez
Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada...

Era uma vez
A riqueza contra
A simplicidade
Uma mostrando prá outra
Quem dava mais felicidade...

Prá gente ser feliz
Tem que cultivar
As nossas amizades
Os amigos de verdade
Prá gente ser feliz
Tem que mergulhar
Na própria fantasia
Na nossa liberdade...

Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem haver
Quem já foi criança um dia...

(Toquinho)



**(conquistou duas edições do Worlddidac Award, na categoria inovação e excelência, concedido pela Fundação Worlddidac.)

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Meilleurs voeux à tous
À l'occasion du temps des fêtes, rien n'est plus agréable que de festoyer avec ceux qu'on aime. Beaucoup de bonheur, de douceur et de sérénité pour la Nouvelle Année, ainsi que la réalisation des projets les plus chers!
Joyeux Noël!

May the miracle of Christmas fill your heart with warmth and love.
Merry Christmas!





Foto: http://ca-vallet.net/natal2003_musica.html

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

RESUMO DAS INTERVENÇÕES NAS 12ª JORNADAS PSICOPEDAGÓGICAS DE GAIA

RESUMO DAS INTERVENÇÕES NAS 12ª JORNADAS PSICOPEDAGÓGICAS DE GAIA

As Novas Tecnologias e a Educação

29 e 30 de Novembro 2007


São estas as conclusões dos trabalhos apresentados ao longo dos dois dias das Jornadas:

Na abertura da sessão, o Sr. P. Manuel António Rocha, Director Pedagógico do CIC, usou da palavra começando por questionar se deve ou não a informática estar centrada no ensino e se dá resposta às questões da educação. Continuou a sua intervenção referindo o antes e o hoje, da constante evolução das novas tecnologias, como auxiliar eficaz do trabalho do professor, mas sem que este perca de vista o primado da pedagogia sobre a tecnologia. Sendo as novas tecnologias uma ferramenta importante para o docente, peça fundamental e imprescindível no processo de ensino aprendizagem, não podem, no entanto, ser vistas como a solução última de todas as problemáticas da educação.
Concluiu agradecendo a presença do Sr. P. José Barros de Oliveira, como membro da Comissão Científica destas Jornadas, e do Sr. P. João de Freitas Ferreira, Presidente das mesmas.


Na primeira conferência, a cargo do Prof. Bento Duarte da Silva, do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho, subordinada ao tema TIC e Educação: um Desafio para os Professores, o orador centrou a sua comunicação em seis eixos fundamentais, a saber:

1-Formação estruturante das tecnologias;
2- Que tipo de novas tecnologias;
3- Qual a essência da tecnologia;
4- Quais as repercussões das TIC na organização escolar e curricular;
5- Vivência num “novo mundo educacional”;
6- Desafios para os professores.

Começou por apresentar uma visão diacrónica da evolução da comunicação, desde o “Homo Loquens” e “Homo Pictor”, que remontam há 50.000 anos, até aos modernos tempos da Internet, a denominada comunicação ambiente virtual, não esquecendo as outras etapas como a escrita, a imprensa/telégrafo e os microprocessadores, remontando estes, respectivamente, a 4000 anos, aos séculos XV/XIX e à década de 70/80, do século passado.
Não se pense, continuou o orador, que estas etapas funcionam como compartimentos estanques, mas a sua interligação é fundamental para o processo comunicativo.
Nem mesmo as gerações actuais, marcadamente influenciadas por uma formação tecnológica, são apologistas de uma comunicação unicamente à distância, pois continuam a privilegiar a primitiva forma de comunicação que remonta aos primórdios da Humanidade.
Referiu que a era da digitalização não pode ficar arreigada a guetos tecnológicos, impeditivos de uma compatibilidade de comunicação, mas tem de centrar-se numa rede comunicativa universal.
Concluiu a sua intervenção salientando que não existe tecnologia que resolva os problemas. Temos de ser competentes no domínio do saber e do saber tecnológico para podermos dar respo
sta às necessidades da educação.
Tal como o deus romano Janus que possuía duas cabeças, uma voltada
para o passado e outra para o futuro, também nós devemos viver o presente, alicerçados num passado com os olhos postos no porvir.


No primeiro Simpósio do dia, intitulado “Geração Net”, da responsabilidade dos professores Teresa Restivo, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Jacinta Paiva, da Universidade de Coimbra e João Sousa, do Instituto Politécnico de Bragança, a primeira oradora centrou a sua intervenção na evolução do “Homo Sapiens” até ao “Homo Digitalis”, com a introdução na vida diária dos computadores. Alertou para a forma como se pode, através dos e-mails, contribuir para a melhoria da utilização correcta da linguagem escrita por parte dos alunos. Sugeriu que isso pode ser feito através de sínteses, respostas a questões e mobilização de troca de mensagens com os docentes.
Referiu o perigo dos tradutores automáticos que, dada a sua insensibilidade, conduzem não raras vezes à desvirtuação da mensagem e salientou a necessidade de sermos autocríticos, não aceitando, de ânimo leve, as propostas das novas tecnologias da comunicação.
Depois de apresentar as várias ferramentas ao dispor do professor, question
ou as expectativas que se centram neste, salientando a necessidade de ele dominar essas ferramentas, de as colocar ao serviço do ensino de modo construtivo, que encontre tempo para todas as actividades e que realize um “esforço cooperativo” para com todos os que integram este novo mundo tecnológico.
A professora Jacinta Paiva, de forma fluente, destacou a necessidade de usarmos as ferramentas e as informações com sentido crítico. A solução não está em apresentar os mesmos conteúdos com roupagem diferente, mas em encontrar formas aliciantes de aprendizagem.
A finalizar este Simpósio, o professor João Sousa referiu-se ao posicionamento dos professores diante das novas tecnologias, salientando a posição apocalíptica, assumida por uns, e a posição integrada, defendida por outros. Se na primeira alguns docentes perspectivam o fim do ensino, a preguiça intele
ctual e a destruição do tecido social, na segunda, outros visualizam as ferramentas salvadoras, a criação de novas formas de pensamento e a salvação da democracia e duma nova economia. Impõe-se, no seu entender, o estabelecer de um ponto de equilíbrio que uma indispensável capacidade crítica proporciona.
A utilização das novas tecnologias não devem ser o resultado de modas, de pressões externas e/ou internas, de mera curiosidade, mas um desejo de fazer melhor.


No início do 2º dia de trabalhos, os professores João Paiva, da Universidade de Coimbra, Eurico Carrapatoso, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, e Eduardo Machado, do Instituto Politécnico de Leiria, abordaram a temática “Aplicações e integração das tecnologias no processo de ensino aprendizagem”.
O professor João Paiva começou por referir que as novas tecnologias não resolvem de “per si” nenhum problema educativo, podendo ser mesmo perniciosas se não envolverem uma forte componente afectiva. Importa, acima de tudo, estabelecer um ponto de equilíbrio entre o antes e o depois, já que a solução dos problemas educativos não está nos professores “pratrasex” nem “prafrentex”. Prosseguiu a sua cativant
e intervenção afirmando que as tecnologias não são o elixir dos problemas da escola, pois sem trabalho, sem esforço, sem dedicação não há sucesso educativo. Facilidade raramente é sinónimo de felicidade. Concluiu a sua intervenção referindo que a acção do professor tem de ter em conta o carácter profissional, mas , também, a vertente amadora, entendendo-se por esta a atitude do verdadeiro amante daquilo que faz.
De seguida o professor Eurico Carrapatoso salientou a necessidade de os professores e
starem preparados para os desafios das novas tecnologias, dada a crescente evolução dos alunos neste domínio. Apresentou, de seguida, alguns quadros com aplicações dessas novas tecnologias, enfatizando a importância que as mesmas têm na actualidade.
Por último, o professor Eduardo Machado destacou a aplicabilidade das novas tecnologias no ensino da matemática e nas virtualidades que elas possuem na progressão da aprendizagem.


No espaço reservado às comunicações livres o professor Daniel Sa
mpaio, da Escola Secundária João Gonçalves Zarco, de Matosinhos, e a professora Maria Augusta Nascimento, da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra, fizeram a apresentação do projecto de Portal Professor Digital, que tem como objectivo integrar as ferramentas Web 2.0 como suporte para a construção e partilha de conhecimento docente, possibilitando a troca de serviços e produtos, assim como a colaboração entre os seus utilizadores, criando a interacção e dinamização de comunidades virtuais, de forma a promover a construção colaborativa de conhecimento e o desenvolvimento profissional.
Por sua vez, o professor José António Moreira, Presidente da Escola Superior de Educação Jean Piaget/Nordeste, referiu a necessidade de proporcionarmos mais e melhores oportunidades à comunidade educativa, em consequência das profundas mudanças sociais, económicas e culturais verificadas na sociedade, desenvolvendo programas de ensino à distância que coloquem o enfoque na aprendizagem, pois, no seu entender, os ambientes virtuais são hoje um recurso pedagógico fundamental no processo de ensino/aprendizagem. Para tal, considera fundamental que os professores devam aprender estas novas tecnologias sem medos, mas nunca fazendo delas o seu substituto: 0”Sempre a máquina para o Homem e nunca o Homem para a máquina”.


Na Conferência final, da responsabilidade do Doutor Duarte Costa Pereira, da Universidade do Porto, intitulada “Tecnologias e Cidadania” o orador salientou a interligação da ciência às tecnologias, considerando-as mesmo descendentes daquela e que acabam por ter um impacto directo e frutuoso no comportamento do Homem na sociedade.
Abordou a complexa relação entre escola/governo/sociedade e salientou as várias “modas” da Educação Científica, ao longo dos séculos.
Para percebermos como é a ciência actual, e as influências que vai ter sobre as tecnologias, temos de compreender a sociedade dos nossos dias.

Esta é muito diferente da de antanho, porque é baseada em organizações de onde emergem novas disciplinas como o domínio pessoal, os modelos mentais ou as aprendizagens em equipa.
A relação entre ciência e sociedade é muito influenciada pela contextualização, pela transdisciplinaridade, pela produção em rede e pela migração conceptual.
A escola dos tempos modernos não deve continuar a formar o conhecedor passivo, mas o aprendedor pró-activo.


Ao longo destas Jornadas, e tomando por base a percepção que nos restou da intensa e interessada participação dos professores nos vários workshops, da responsabilidade do professor Luís Valente, da Universidade do Minho, na Plataforma Moodle, do professor José Paulo Santos, do Centro de Formação de Entre Paiva e Caima, nos Quadros Interactivos, e do professor José Manuel Pinto, da Porto Editora, na Escola Virtual, estamos convictos que, apesar de um grande número dos participantes pertencerem à denominada “geração sandwich”, a incompatibilidade entre o “Homo Sapiens” e o “Homo Digitalis” não existe e de que os professores tudo farão para tornar o acto de ensinar e aprender mais profícuo, mais moderno, mais eficaz, mas nunca menos humanizado.


Diríamos, em jeito de conclusão, e atrevendo-nos a apresentar a nossa própria visão, que as novas tecnologias, sendo muito úteis no processo educativo, tornar-se-ão inócuas se relegarem para plano secundário a intervenção ajustada, calorosa, crítica e afectiva do “Homo Loquens”.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Potencialidades dos Quadros Interactivos na Educação

Apresentação realizada no âmbito do Seminário "Utilização Educativa de Quadros Interactivos", promovido pelo Centro de Competência CRIE da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, ontem, dia 13 de Dezembro 2007.

Para mais informações detalhadas, consultar a página do CRIE da FCUL.




segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Nãããooo? Porquê?!


Have you used your

Interactive Whiteboard today?
No?
Why?


Tu as utilisé ton Tableau Blanc Interactif
aujourd'hui?
Non?
Pourquoi?


Seminário "Utilização Educativa de Quadros Interactivos"


A convite do Centro de Competência CRIE da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o Coordenador do Projecto Interact, José Paulo Santos, do Centro de Formação de Entre Paiva e Caima, orientará um momento de reflexão e de discussão sobre as Potencialidades dos quadros interactivos na Educação, no próximo dia 13 de Dezembro 2007, a partir das 14.30 horas, no anfiteatro 8.2.47, na FCUL.

"No quadro do Plano Tecnológico para a Educação, as escolas encontram-se a ser equipadas com quadros interactivos com o objectivo de as dotar de recursos que possam dar um contributo para melhorar o ensino e a aprendizagem. Este esforço deve ser acompanhado de uma análise das potencialidades e das implicações dessa tecnologia que permita encontrar orientações claras de natureza pedagógica para que dessa forma constitua um elemento de inovação e não mais uma 'moda' a acrescentar a tantas outras que têm inundado as escolas. Este Seminário propõe-se constituir um momento de análise e de reflexão acerca das potencialidades, implicações e dificuldades de integração dos quadros interactivos nas práticas dos professores."

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O que dizem os investigadores às crianças sobre as TIC

Este conjunto de entrevistas realizadas por crianças a investigadores bem conhecidos, durante o evento Challenges 2007.

Vale a pena ver e ouvir...

Programa e.escola recebe "Best European Project Award 2007"

O Programa e.escola foi premiado com o "Best European Award 2007", pela Toshiba Internacional. Assista à cerimónia pública que decorreu no dia 14 de Novembro 2007.




Mais informação na
página do Plano Tecnológico
e na página da Toshiba Portugal

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

O quadro interactivo é uma nova janela para o Mundo

Para muitos alunos e professores, o quadro interactivo tem sido uma nova janela aberta para o mundo. Parte-se à aventura, em busca do conhecimento, e regressa-se à sala de aula com imensas perspectivas, inúmeras ideias. Graças à tecnologia e a novas abordagens dos conteúdos curriculares, é possível envolver as turmas em projectos de exploração dos mais variados temas e assuntos, discuti-los, seleccioná-los, reconstrui-los e partilhá-los...

Estão os professores preparados
para abrir a janela?


quinta-feira, 22 de novembro de 2007

SERA imediato, rápido e fácil!

"If you don't keep score, you're only practicing." - Vince Lombardi


Os Sistemas Electrónicos de Resposta da Aprendizagem (SERA) são dispositivos que nos permitem regular a evolução da aprendizagem dos intervenientes no processo. Em contexto de sala de aula, o professor pode promover a utilização deste sistema para verificar os níveis de conhecimento ou de apreensão de determinados assuntos ou conteúdos na sua disciplina.
Os SERA utilizados no Projecto Interact, nas várias escolas envolvidas, desde o pré-escolar ao ensino secundário, são os ACTIVote. Através da comunicação por radio-frequência com o quadro interactivo ACTIVboard da Promethean, podemos interagir com os desafios propostos. Cada aluno responde às questões, clicando nas teclas do dispositivo.

Certamente já todos experimentámos dificuldade em saber se o aluno A ou Z esteve ou não concentrado na aula. Em turmas de 25 ou 30 alunos, parece-nos extremamente difícil termos uma noção exacta sobre a evolução da aprendizagem de cada um, em cada sessão. Imaginemos, pois, a possibilidade de obtermos, em cada aula (no início, durante e no fim), uma resposta imediata sobre esses conhecimentos prévios e os que vão sendo adquiridos ao longo desse momento de aprendizagem...

Os SERA cativam, envolvem, integram e incentivam os alunos para e nas as actividades, assegurando a participação de TODOS numa mesma sessão e tornando a aprendizagem mais individualizada, participada e interactiva.

Dependendo muito da criatividade e dos objectivos de cada professor para um determinado tema do currículo, múltiplas são a formas de utilização dos SERA no processo de aprendizagem.

Para o aluno, a obtenção instantânea e imediata dos resultados sobre a sua própria aprendizagem, leva-o a confrontar-se com as suas dificuldades e sucessos neste ou naquele percurso e oferece-lhe a possibilidade de rever conceitos ou de aprofundar outros.


Para o professor, a obtenção fácil e imediata desses dados permite-lhe recuar ou avançar no processo de ensino e analisar a progressão dos alunos TODOS na aprendizagem. Pode, também, desenvolver momentos enriquecedores de debate e de discussão sobre aspectos mais relevantes dos conteúdos leccionados ou a leccionar, questionando os alunos e pedindo-lhe que justifiquem os seus pontos de vista ou opções.

Nas várias observações que temos realizado junto de várias turmas e a partir de testemunhos de professores e alunos, nas escolas deste Projecto, podemos adiantar algumas conclusões:
  1. uma correcta e integrada utilização desta tecnologia no processo de aprendizagem permite um maior rigor na análise da progressão de cada aluno;
  2. todos os alunos se sentem mais envolvidos nas actividades e têm plena noção da necessidade de se manterem concentrados ao longo de toda a sessão, dado que há momentos de regulação das aprendizagens;
  3. o professor não sente o peso e o stress da clássica "correcção dos testes de avaliação" para, finalmente, conhecer os níveis de conhecimento dos seus alunos;
  4. na sequência do ponto anterior, o professor concentra mais o seu esforço e a sua energia na produção de recursos educionais digitais (RED) mais eficazes e atractivos;
  5. os SERA, em interacção com o Quadro Interactivo (áudio, vídeo, imagem, mapas,...), formam um conjunto tecnológico extremamente integrado para vários estilos de aprendizagem;
  6. a "avaliação" não é sentida como um momento de tensão e de suspense prolongado no tempo (os testes demoram a ser corrigidos!), e torna-se num processo natural de inclusão, de regulação, de responsabilidade individual e colectiva e de tomada de consciência partilhada sobre o grau ou nível de conhecimento de cada aluno e de cada professor;
  7. o professor conhece com maior eficácia o nível de dificuldade de todos os seus alunos e possui muito mais elementos ou instrumentos de análise para aferir o grau de exigência nas suas actividades lectivas;
  8. a maior parte dos professores necessitam de formação na área da interpretação de resultados e de análise dos dados, de modo a corresponder com maior precisão às necessidades e dificuldades dos seus alunos;
  9. é necessário construir ou criar actividades diferenciadas para os alunos;
  10. os SERA devem estar disponíveis junto de cada aluno para uso regular e integrado desta tecnologia nas actividades de sala de aula;
  11. a avaliação formativa torna-se muito mais frequente, na medida em que é rápida, inclusiva e motivadora. Todos os alunos podem aferir imediatamente a progressão (ou não) das suas aprendizagens, enquanto o professor obtém uma síntese diagnóstica do conhecimento de todos os alunos da turma, auxiliando-o na tomada de decisão quanto ao ritmo a incutir às aulas;
  12. (...)
Brevemente, daremos mais informações aprofundadas sobre as múltiplas aplicações dos SERA nas actividades e no processo de regulação das aprendizagens...

Assim, SERÁ imediato, rápido e fácil! ;-)


Nota: Licença. Pode: copiar, distribuir, exibir e executar a obra; criar obras derivadas, com a condição de indicar a fonte.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A história da luzinha...

Era uma vez uma sala de aula. Nessa sala, havia um belo quadro interactivo. Para que ele não se sentisse só, um lindo computador lhe dava vida, enquanto um altíssimo videoprojector iluminava o belo quadro interactivo pendurado na parede. As crianças e a professora dessa sala adoravam o belo quadro. Brincavam, trabalhavam, faziam tantas e tantas coisas... Escreviam, liam, aprendiam muito com o quadro interactivo. E o tempo foi passando... Que lindos eram os dias passados assim todos juntos! Porém, um dia, de manhãzinha, a professora e os seus alegres meninos ficaram muito, muito tristes. O altíssimo videoprojector tinha deixado de iluminar o quadro interactivo. Os meninos tentaram fazer tudo para lhe dar vida, mas a professora disse-lhes que já não havia nada a fazer: a luzinha do videoprojector tinha morrido...
A vida era tão alegre, tão divertida até esse dia.
As crianças ficaram tristes e quiseram partir em busca de uma nova luzinha com a sua professora. Fizeram muitos pedidos, mas ninguém os ouviu. Diziam as pessoas que a luzinha custava muito dinheiro e que não seria possível comprar uma nova. Também o quadro ficou abandonado, ali.
E assim termina a triste história da luzinha...



Infelizmente, esta história é verdadeira. Quando a lâmpada do videoprojector se apaga para sempre, as escolas têm dificuldade em investir cerca de 400 euros para aquisição de uma nova. Como resolver esta situação agora? Quantas luzinhas irão morrer mais?

Se o quadro interactivo é muito importante na sala de aula, não menos é o videoprojector. Este elemento é fulcral! A qualidade de projecção em condições de luminosidade intensa na sala deve ser tida em conta, tanto mais que poucas são as escolas que possuem estores de qualidade. Ou, então, terão de realizar as actividades em sala de aula na penumbra...

Além disso, como bem relata a "história da luzinha", que faremos nós quando as "luzinhas" forem morrendo?

O projecto Interact precisa de luzinhas... Quem nos ilumina?!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

12as Jornadas Piscopedagógicas de Gaia

Vai decorrer, no Colégio Internato dos Carvalhos, as 12as. Jornadas Psicopedagógicas de Gaia, nos dias 29 e 30 de Novembro, subordinadas ao tema: "As Novas Tecnologias e a Educação".

Consulte o programa aqui.
Página do Colégio.


quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Instalação de quadros interactivos sem critérios

O Concurso que foi lançado para "Atribuição de Equipamentos Tecnológicos para o Enriquecimento do Ensino e da Aprendizagem", nomeadamente em Matemática e Língua Portuguesa, visa "promover a melhoria das condições de trabalho nas escolas com 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e com ensino secundário. Tendo como finalidade o desenvolvimento das seguintes actividades:
  • apoio ao desenvolvimento curricular e à inovação;
  • apoio à elaboração de materiais pedagógicos;
  • apoio ao enriquecimento do trabalho em situação de sala de aula;
  • apoio a projectos educativos"
as escolas tiveram a oportunidade de submeter as suas candidaturas (durante o mês de Junho 2007), de modo a obterem os equipamentos contemplados num "pacote" indicado por menus. (ver Edital).

Na sequência desta iniciativa, muitas escolas escolheram os menus A e B, num evidente desejo de serem contempladas com quadros interactivos, levando o ME a investir "1.353,8 milhares de euros na aquisição de 1.628 quadros interactivos, 365 projectores de vídeo e 428 computadores de secretária, no âmbito do Plano Tecnológico da Educação." (+ info aqui)

Iniciado o presente ano lectivo, os quadros foram chegando às escolas e, de acordo com inúmeros testemunhos de professores de várias escolas, há equipamentos que ainda estão encaixotados; outros foram colocados em auditórios e em salas TIC. Parece-nos, a nós, que os órgãos de gestão e os coordenadores TIC foram "apanhados de surpresa", não lhes dando tempo para pensarem correctamente sobre o melhor local para as referidas instalações...

Ora, estamos convictos que esta tomada de decisão sobre o local de instalação é uma condição sine qua non para o sucesso na utilização daquela tecnologia. Por regra, o auditório e a sala TIC das escolas não estão atribuídas aos professores de Matemática e/ou de Português, ou outros, inviabilizando o acesso a estes professores...

Em 30 de Março de 2006 (ver arquivo), escrevemos um texto neste blogue sobre Alguns critérios gerais de instalação de quadros interactivos nas salas de aula, onde enunciamos algumas indicações práticas a ter em conta nesta fase tão importante para um uso adequado e correcto do Q.I. em sala de aula. Recomendamos a sua leitura.

A gestão e organização dos equipamentos é fundamental na escola e não pode, nem deve, obedecer a critérios aleatórios ou de simples conveniência, tais como este: "Instalamos o quadro no auditório, porque já lá existe um videoprojector..."

Bem, de facto, este é um critério...

O Q.I. não é uma tela de projecção!!!
As dimensões do quadro impedem uma boa visualização.
O Q.I. adapta-se a salas com menor dimensão.


quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Prémio Nacional do Professor para Arsélio Martins

Foto de Arsélio Martins
Imagem extraída do maravilhoso blogue(cast) Sons da Escrita


O Prof. Arsélio Martins foi premiado pelo mérito, pela dedicação e inovação ao longo da sua carreira. Este reconhecimento público merece destaque, pois há muito tempo apelamos à aplicação destas distinções para a actividade docente.
Ontem, dia 14 de Novembro de 2007, este docente, de 60 anos, da Escola Secundária José Estêvão, em Aveiro, foi justamente homenageado pelo seu percurso profissional e como postura pessoal perante os seus alunos e a comunidade.

O Prof. Arsélio, para o ensino da Matemática, usa também os quadros interactivos ACTIVboard da Promethean, como forma de motivação e de simplificação dos conteúdos curriculares.

O Projecto Interact felicita o colega por esta conquista e pelo epíteto agora recebido de "bom professor". Hip! Hip! Hip! Hourra! Hourra! Hourra!

Aproveitamos a ocasião para recomendar esta leitura neste blogue, onde levantamos a questão: "O que é um Bom Professor?"

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

I CONGRESSO do SECOND LIFE na EDUCAÇÃO no Brasil


Leia o press-release sobre este evento a realizar no Brasil:
Second Life e Educação serão temas
de Congresso e Livro

jogo no passado, hoje ambiente de ensino


O inovador I CONGRESSO do SECOND LIFE na EDUCAÇÃO será realizado por três empresas especialistas em tecnologia, informação e educação (ABCBranding, Dozen e Polivalente Tecnologia).

O Second Life embora conhecido por muitos, ainda é um mistério para boa parte dos internautas e profissionais de ensino.O objetivo do evento é de apresentar desde informações mais básicas do Second Life, até aplicações mais sofisticadas desse ambiente virtual. O Congresso acontecerá, inicialmente em São Paulo, no luxuoso auditório da Universidade Anhembi Morumbi, em 1 de dezembro de 2007 (sábado), das 14h00 as 18h00, na Rua Casa do Ator, 275 – Vila Olímpia - Sao Paulo/SP.

Simultaneamente ao Congresso será lançado, até que se comprove ao contrário, o primeiro livro no mundo sobre o SECOND LIFE com a temática educacional. O livro " SECOND LIFE e WEB 2.0 na EDUCAÇÃO" tem como diferencial toda a parte teórica a respeito, e também as vivências práticas dos autores João Mattar e Carlos Valente dentro desses ambientes.

Versão provisória da capa do Livro

O Congresso é inovador, pois permite ao congressista continuar explorando os temas depois do evento, através dos vários recursos interativos. Ou seja, o Congresso não terá início, meio e fim, mas terá o antes, durante e o depois.

Antes, através do BLOG em www.circulointerativo.com.br para acompanhar as últimas novidades do Congresso. Durante, com a infra-estrutura do Congresso rica em recursos de multimídia e de interatividade. E depois, com um ambiente de ensino virtual (e-learning), no ambiente Moodle, para acessar o conteúdo e o Fórum On-line das palestras apresentadas no evento. Adicionalmente se terá uma Central de Dúvidas dentro do Second Life, recursos de voz e vídeo possíveis de serem baixados num MP3 Player, e outras novidades.

Esse evento inovador está aberto para diversos públicos, não somente para Universidades Acadêmicas, como as próprias Universidades Corporativas. Ou seja, como o próprio Second Life é extremamente multidisciplinar, aborda tópicos de interesse para os vários profissionais interessados.

Esse é o momento de se atualizar!

Para mais informações aceda o site http://www.sleducacao.com.br

Veja o vídeo da entrevista ao Prof. Carlos Valente, um dos idealizadores desta iniciativa:


For more widgets please visit www.yourminis.com


P.S. - O Projecto Interact dá os votos de muito sucesso ao Prof. Valente e felicitações pela iniciativa do Congresso e do Livro.


terça-feira, 30 de outubro de 2007

A Web 2.0 em menos de 5 minutos...

Uma verdadeira experiência de aprendizagem!

Através deste vídeo, Michael Wesch, PhD, Professor Assistente de Antropologia Cultural na Universidade do Estado do Kansas, explora os impactos da tecnologia digital na interacção humana e vice-versa. Na ausência de palavras para explicar ou definir claramente a Web 2.0, o vídeo intitulado "The Machine is Us/ing Us." vem ajudar-nos a entender melhor a aparente complexidade da Internet de 2ª geração.

Wesch utilizou o CamStudio para captura de ecrã e o Sony Vegas para a edição (animações, zoom, corte,...)


terça-feira, 23 de outubro de 2007

Metodologias com "TIques"

No seguimento desta animação, encontrada no Youtube pela Inês Conceição, não resisti à oportunidade de lançar o seguinte tema de discussão:
Tecnologia ou Metodologia?

Desafiamos os leitores do blogue do Projecto Interact a deixar aqui o seu comentário, dando-nos a conhecer exemplos concretos observados na escola, que demonstrem:
  • a efectiva integração das TIC no currículo;
  • uma boa simbiose entre a tecnologia e a metodologia;
  • metodologias inovadoras e projecto pedagógico com as TIC.
(Será mais fácil encontrar uma agulha num palheiro? - dizia há dias um amigo...)

Já agora, e o quadro interactivo na sala de aula?!
Esta preciosa ferramenta tecnológica poderá facilitar
a simbiose entre as TIC e novas metodologias de ensino e aprendizagem?
Ou será que continuaremos com as mesmas metodologias com novos Tiques?

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By the time I watched the video below, I couldn´t help coming up with a next topic for discussion: Technology and Methodology?

We´d like to invite the readers of the blog Interact Project to leave your comments here, giving us to hear concrete examples observed in the school, showing:

* The effective integration of ICT into the curriculum;
* A good symbiosis between technology and the methodology;
* Methodologies and innovative educational project with ICT.

("Will it be easier to find a needle in a haystack?" - Said
a friend a few days ago...)

By the way, and the interactive whiteboard in the classroom? !
Could this valuable technological tool facilitate the symbiosis between the ICT and new methods of teaching and learning?
Or would teachers continue with the same methods but with a new
biased or empty approach?
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