Mostrar mensagens com a etiqueta professores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta professores. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

11 decisões para melhorar a qualidade da gestão da sua sala de aula e a relação com os alunos

Ambiente de aprendizagem com quadro interactivo ActivBoard da Promethean


Como professores, sabemos bem que gerir a disciplina e os comportamentos dos alunos na sala de aula é uma tarefa difícil de alcançar. Por vezes, no calor do momento, nem sempre controlamos os nossos impulsos ou tentações, esquecendo aquelas mais elementares regras que evitam o conflito e reforçam as sãs relações interpessoais.

Existem alguns princípios básicos que devemos evitar esquecer e que nos podem ajudar a desenvolver uma relação mais empática com os alunos. Tendo isso em conta, neste início de ano civil 2011, sugerimos 11 decisões que o professor deve tomar, de modo a melhorar a qualidade da gestão da sua sala de aula e a relação que estabelece com os alunos:


1. Elogie o mais possível

Difícil de cumprir quando o comportamento do aluno não é exemplar. Mas, mesmo assim, examine os aspectos positivos. Um simples “Obrigado por teres trazido o teu livro”, pode mudar a atitude do aluno e até mesmo influenciar o colega do lado. Mesmo que tenha um grupo de alunos “difíceis” (onde por vezes tecer um elogio não é das primeiras coisas que nos vem à cabeça), de certeza que irá encontrar algo para elogiá-los e destacar aspectos positivos, permitindo assim avivar o seu próprio estado de espírito e claro… a do seus alunos.

2. Memorize o nome dos seus alunos e mostre entusiasmo por vê-los

Se designa um lugar específico para cada um dos seus alunos, a tarefa torna-se ainda mais fácil. O uso cuidadoso dos nomes demonstra mais cortesia da sua parte e ajuda a melhorar o relacionamento com a turma.

3. Faça observações factuais e não acusações

Dizer: “Chegaste atrasado” é uma acusação (como se sentiria se alguém lhe dissesse o mesmo?). Em vez disso, diga antes “A aula começou às 9:00 em ponto e neste momento são 09:15”. Dê espaço para um diálogo que talvez traga informações importantes. O aluno sentir-se-á mais à vontade para explicar o motivo pelo qual chegou atrasado.

4. Dê espaço e tempo ao aluno para responder

É importante que os seus alunos tenham tempo suficiente para responder às suas perguntas. Da mesma forma, caso tenha pedido ao aluno para efectuar um trabalho (mesmo suspeitando que não o fará), dê-lhe um pouco mais de tempo e diga que vai verificar mais tarde. Isso evita estar parado em frente ao aluno, esperando que o mesmo obedeça ao seu pedido.

5. Não deixe o aluno numa situação incómoda

Certifique-se que o aluno tem uma saída estratégica para qualquer situação. Dê-lhe tempo suficiente para pensar e dar a resposta adequada. Por exemplo: evite situações em que efectua uma pergunta e se coloca parado ao lado do aluno aguardando uma resposta. Este cenário pode levar o aluno a sentir-se intimidado e, consequentemente, tornar-se agressivo ou conflituoso perante a sua atitude. Evite estes confrontos e faça com que o aluno se sinta à vontade para responder.

6. Ofereça escolhas, alternativas e não ultimatos

Muito semelhante ao caso descrito anteriormente. Ofereça sempre uma alternativa ao aluno (com opções positivas, claro). Por isso, evite situações do género “Ou trabalhas ou sais da sala de aula”, quando na realidade não pretende que o aluno saia da aula, mas sim que fique e aprenda. Esse tipo de situações pode ser interpretado de duas formas: 1) se não avançar com a ameaça, demonstra não saber impor-se perante os seus alunos; 2) caso avance, talvez esteja a exagerar por um incidente sem muita relevância.

7. Tenha sempre uma planta da sala de aula

Mesmo que tenha apenas uma turma ao longo de todo o ano, tenha sempre disponível uma planta com a distribuição dos alunos na sala. Isto vai ajudá-lo a manter o controlo da aula e gera a ideia de ordem e disciplina na sala de aula.

8. Pense na perspectiva do aluno

Não pense que a sua aula é a única coisa no qual os seus alunos se preocupam. Mude de actividades caso note que já estão a ficar saturados com a matéria que está a ser dada. Fale com eles, pergunte-lhes como está a decorrer o dia. Contenha-se e reflicta antes de puni-los. Se demonstrar respeito e cortesia…receberá o mesmo em retorno.

9. Não presuma que o aluno está distraído por estar a rabiscar

Por vezes, mesmo os melhores alunos rabiscam nos cadernos como uma forma de se concentrarem quando estão a analisar algo. Se detectar situações destas, não os interrompa bruscamente pensando que a sua concentração está em todo o lado, menos na aula. Verifique os seus hábitos de trabalho. Até pode ser que já tenham terminado o trabalho que pediu e estejam apenas a reflectir.

10. Não use questões de retórica

Caso se sinta tentado a fazê-lo…não o faça. Pense um pouco. “O que achas que estás a fazer?” Uma pergunta um pouco sarcástica que poderá receber respostas com o mesmo tom. Do mesmo modo, evite outras perguntas, tais como “Quem pensas que sou?”, “O que disseste?” e muitas outras que fazem parte da mesma categoria. Uma pergunta bem pensada é muito mais convincente e menos condescendente.

11. Esta é a SUA decisão...

Acrescente às 10 anteriores uma outra que considere fundamental para uma boa gestão da sala de aula.

Se desejar, pode sugerir ainda outros princípios que considere importantes para o desempenho da docência e da gestão da sala de aula, deixando um comentário a este texto.



_____________
Este texto foi traduzido e adaptado de um original em inglês criado por Marcella McCarthy (Prof. de Inglês em Oxford, Reino Unido), disponível na comunidade Promethean Planet


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Comunidade de Professores INTERACTic 2.0 em crescimento

Desde a sua criação em Novembro de 2007, a comunidade de prática Interactic 2.0 não tem parado de crescer. Neste momento, estamos a atingir a barreira dos 2.000 membros. São Educadores, Professores do 1º Ciclo ao Ensino Superior, investigadores, responsáveis pela Bibliotecas Escolares, técnicos da Educação, jornalistas, responsáveis de empresas do sector educativo, escritores, etc.
É uma vasta comunidade muito participativa em contínua reflexão sobre temas da Educação, Tecnologias, políticas educativas...

Junte-se a nós, se ainda não "perdeu o gosto de aprender"...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

II Conferência da ACEAV - Quadros Interactivos Multimédia em Educação

domingo, 11 de abril de 2010

Quem são os professores portugueses do Séc. XXI?

Este vídeo inspirador despertou-me para algumas questões que aqui desejo lançar:

Quem são os professores do Séc. XXI?
Onde se encontram?
O que fazem?



E tu, és um Professor do Séc. XXI?
(Acompanha este discussão na Comunidade Interactic 2.0)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Promethean Planet atinge 400.000 Membros



A maior comunidade de utilizadores de quadros interactivos, a Promethean Planet,
atingiu os 400.000 membros, professores, educadores e profissionais da Educação
espalhados pelo mundo.

Ao registar-se neste espaço global,
usufrui da oportunidade de aceder a mais de 13.500 recursos,
que já foram alvo de mais de 4 milhões de downloads.

sábado, 11 de outubro de 2008

O Que Eu Desejo Para os Meus Filhos

O Que Eu Desejo Para os Meus Filhos
Creating Great Schools — Together
(Criar Escolas Maravilhosas - Juntos)

Há mensagens que por vezes gostaríamos de escrever, mas parece que as palavras certas não emergem... Talvez porque pensamos demais; talvez porque racionalizamos o que deveria ser dito, simplesmente, com emoção...
Heidi Hass Gable di-lo com o Coração!


(Legendado em Português)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

4º Encontro do GT-PA (Grupo de Trabalho-Pedagogia Para a Autonomia)


4º Encontro do GT-PA
(Grupo de Trabalho-Pedagogia Para a Autonomia)

Pedagogia para a Autonomia –
(re)construir a esperança na educação



- 3, 4 e 5 de Julho de 2008 -
Universidade do Minho – Anfiteatro Multimédia (IEP)

Descarregue
o programa
daqui



Organização:
Flávia Vieira, Maria Alfredo Moreira, Maria do Céu Melo, José Luís Silva
[Departamento de Metodologias da Educação, Instituto de Educação e Psicologia. UM]


Apoios:
IEP/ DME/ CIEd (UM) - FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia) - Edições Pedago

Página da Internet do evento

O Agrupamento de Escolas do Búzio (Vale de Cambra)
estará representada neste encontro, na 6ª feira, dia 4,
entre as 12.00 e as 13.00 h., com a comunicação:
Articulação vertical no ensino da Matemática:
que contributo para a autonomia dos
alunos?
Hernâni Parente, José Paulo Santos, Ana Margarida Martins, Sandra Pinho,
Aurora Tavares, Violeta Oliveira, Cesarina Fortuna e Graça Santos


quarta-feira, 23 de abril de 2008

Na escola com a geração Y

foto extraída desta página


Hoje, quando se fala de escola, nem sempre quem está fora dela entende quem está no seu interior. E os que estão no seu interior também nem sempre se entendem... Vamos ver se nos entendemos: na complexidade de uma Escola Secundária, por exemplo, mais do que em qualquer outra instituição, há um encontro de gerações completamente diferentes, logo, a comunicação e as relações que se estabelecem, por vezes, são conflituosas. São inúmeras as razões e motivos, mas tentaremos, neste breve artigo, analisar uma vertente que nos pode auxiliar a clarificar melhor a nossa perspectiva.

De acordo com a definição de Linda Nazareth, as diferentes gerações que coexistem na sociedade, portanto também na escola, são: baby boomers – os nascidos a seguir à segunda guerra mundial (1946-1964); geração X, nascidos entre 1965 e 1976 e a geração Y ou Millennials, aqueles que nasceram entre 1977 e 1999.

Considerando os Auxiliares da Acção Educativa, passando pelos funcionários administrativos, até aos Professores de diferentes idades e aos alunos tão heterogéneos, encontramos indivíduos com idades compreendidas entre os 10 e os 65 anos... Temos, então, 3 gerações em coabitação constante num mesmo espaço!

São, pois, os da geração Y que desejamos conhecer melhor! São esses os alunos que encontramos sentados à nossa frente na sala de aula... Quem são? Quais são os seus interesses? Como vêem e vivem a escola? Como se sentem perante o professor? Que livros gostam de ler, que músicas preferem e como gostam de passar o tempo de lazer? Como usam as tecnologias de informação e comunicação? Que normas regulam os seus comportamentos e atitudes?

Esta geração, que nasceu com o comando da TV numa mão, a consola de videojogos na outra e os auscultadores nos ouvidos, enquanto lê algumas passagens do Harry Potter e aproveita para enviar uma SMS ao amigo, perguntando-lhe se leva as Adidas ou as Nike no dia seguinte para a escola, é também conhecida como Geração Multitarefa (Multitasking).

Alguns pais e encarregados de educação mostram extrema perplexidade perante o quarto aparentemente desorganizado dos seus adolescentes: televisão ligada, computador com chat e várias páginas da net abertas, livros e cadernos espalhados, telemóvel, máquina fotográfica e música, tudo em simultâneo, constituem o seu espaço de trabalho. E perguntam: como conseguem estes jovens manter a concentração e construir momentos de aprendizagem significativa e duradoura, adoptando este método?!

Segundo Jordan Grafman, chefe da secção de neurociência cognitiva do National Institute of Neurological Disorders and Stroke (NINDS), as crianças que conversam nas mensagens instântaneas, enquanto realizam os seus trabalhos escolares, jogam online e vêem televisão poderão apresentar problemas a longo prazo.

Mais adiante, ainda no mesmo artigo da TIME, e de acordo com David E. Meyer, director do laboratório Cérebro, Cognição e Acção, da Universidade de Michigan, as tarefas realizadas em simultâneo tendem a demorar mais tempo a concretizar-se e a evidenciar mais erros do que as que são realizadas de forma sequencial.

Será que os jovens concordam com estas afirmações? Veja este vídeo e ouça os seus testemunhos sobre as suas capacidades multitarefa:


Se, por um lado, os pais parecem conscientes da quantidade de meios tecnológicos postos por si à disposição dos filhos, por outro, queixam-se da desconcentração e dispersão dos mesmos, não fazendo esforços no sentido de estabelecer regras de utilização e de controlo do consumo exagerado dessas mesmas tecnologias.

De acordo com o estudo desenvolvido pela Kaiser Family Foundation, em 2005, nos lares onde se exerce algum controlo sobre o que os filhos vêem e o tempo que passam diante dos media, os pais conseguem diminuir o excesso de uso e "convivência" com as tecnologias de informação e comunicação. Consequentemente, promove-se a leitura!

A utilização das tecnologias em contexto educativo é uma realidade. E é fundamental assumir que esses meios podem resultar numa melhoria nas aprendizagens.

A escola e os professores desempenham, então, um papel extremamente importante nesta problemática, na medida em que poderão contribuir para a regulação sensata do seu uso.

Neste âmbito, estamos convictos de que os Quadros Interactivos (Q.I.), usados com metodologias adequadas e bem orientadas e com conteúdos bem elaborados, promovem momentos significativos de aprendizagem colaborativa.

É aqui que as várias gerações (que importa a letra que as designam!) podem convergir e rapidamente caminhar lado a lado na aventura da informação e da comunicação com tecnologias, com o objectivo de construir um conhecimento sólido, estruturado e duradouro!

Ao utilizar os Q.I. diante dos seus alunos, alguns professores demonstrarão prováveis dificuldades de uso das múltiplas ferramentas multimédia... Esta é uma excelente oportunidade para dar aos alunos abertura para auxiliar o professor e de os deixar sugerir novas abordagens, outras estratégias, outras ferramentas que possam ajudar a construir momentos de aprendizagem inovadores e diferentes em conjunto; por seu lado, o professor, no papel de orientador, guia e moderador, ajudará os alunos a concentrar-se, a focar a atenção num determinado conteúdo, numa tarefa, num raciocínio, num esquema, num texto, utilizando essas mesmas tecnologias, sem dispersão!

Com o Quadro Interactivo, alunos e professores desenvolverão um trabalho colaborativo, trocando ideias, partilhando experiências e conhecimentos, criando contextos enriquecedores e motivadores.

Acontecerá aqui o ponto de encontro entre estas gerações?


Se gostou deste artigo, vote aqui!


quarta-feira, 5 de março de 2008

Uma imagem vale por mil palavras…


Os manuais escolares sempre recorreram à imagem para ilustrar este ou aquele texto. Ainda nos bancos da escola, era recorrente, em cada ano, aparecerem as mesmas imagens, como se os autores desejassem gravar na nossa memória certas referências culturais importantes ou associar um texto com determinada imagem, para nos ajudar a melhor compreender a mensagem veículada por ele.
No início de cada ano lectivo, ainda muito jovem, não descansava enquanto não percorria de lés-a-lés todas as páginas de todos os manuais escolares. Adorava olhar para as imagens, ler as legendas...
A imagem teve e terá, pois, um valor e uma importância relevante em contextos de aprendizagem. Tal como eu, muitos outros alunos, com um estilo de aprendizagem predominantemente visual e cinestésico, valorizavam a imagem para apreenderem os conteúdos.
A propósito da "imagem", recordo com imensa felicidade um dos mais belos e agradáveis momentos da minha vida...
A Mona Lisa ou Gioconda de Leonardo da Vinci, entre muitas outras telas e esculturas, sempre exerceu sobre mim um misterioso fascínio. Os manuais de História, de Francês, Inglês, Português faziam questão de reproduzir esta imagem... Recorda-se?!
Pois bem, logo que tive a oportunidade, fui ao encontro do "sorriso" sedutor e mais famoso do mundo, no Museu do Louvre, em Paris. Não explicarei aqui o êxtase e a felicidade indescritíveis daquele momento....
Apenas deixo esta nota para demonstrar o quanto uma imagem pode significar para quem a vê. Se pensarmos que cada imagem contém dois elementos: o denotativo e o conotativo, facilmente percebemos a quantidade de informação que uma imagem pode transportar.
Imagine, agora, esta imagem num formato "gigante", num quadro interactivo, sobre a qual poderá fazer anotações diante dos alunos; os alunos, eles próprios, poderem escrever adjectivos que melhor caracterizem os seus sentimentos e sensações evocadas por aquela imagem... Mais ainda, como o poder evocativo da imagem é ilimitado, cada aluno, de acordo com a sua experiência e contexto, pode apresentar o seu ponto de vista, a sua perspectiva sobre o que chega até ele. As interacções, a partilha e o debate devem ser privilegiados! Esta interacção cinestésica e visual com a imagem reforça a compreensão e a memorizaçao! E, no fim, guarda-se tudo...

A colega Maria Inês Conceição relata a sua experiência sobre a exploração da imagem em contexto de ensino e aprendizagem, no 1º Ciclo:

*********************************************************************************

O contexto da sala de aula mudou.

Qualquer um, naturalmente, diria isto ao entrar na minha sala de aula e ao ficar deslumbrado com o equipamento tecnológico lá existente – computador ligado à Internet, impressora multifunções, vídeoprojector, quadro interactivo ACTIVboard, leitor de CD e máquina fotográfica digital. Nada mal!... Para uma sala do 1º Ciclo, em Castelo de Paiva!

Também eu me deslumbro dentro daquelas quatro paredes, já não tanto com o equipamento, mas com o ambiente participativo e dinâmico que envolve as actividades, muito decorrente do uso dessas mesmas tecnologias.

Vejamos um exemplo.

Na semana passada, a partir da leitura do II capítulo, do livro, “A Floresta” de Sophia de Mello Breyner, foi proposto à turma o seguinte desafio: seleccionar, no texto, contextos susceptíveis de serem explorados matematicamente, isto é, teriam que inventar situações problemáticas.

Decorrida a actividade, em grupo, a turma dá conta que houve um conteúdo (o tempo – horas, minutos) que, apesar de já as saberem, não o conseguiram explorar, de acordo com a proposta. O objectivo de saber ler as horas tinha sido atingido, mas a competência de as saber usar ainda não.

Não demorou muito para que a turma se lembrasse de quatro flipcharts do ano passado: Medir o tempo I, II, III e IV (disponíveis em Glossário – Partilha de Recursos http://www.interactportugal.com/) para a necessária revisão e reforço da matéria.

Impossibilitados de aceder ao Q.I., por falta de lâmpada no vídeoprojector, desencadearam-se outras acções: copiámos os referidos flipcharts para o ambiente de trabalho e depois cada aluno munido de pen ou CD dirigiu-se ao computador e copiou-os, levando para casa (TPC? Não, de maneira alguma!). No dia seguinte, relembravam os flipcharts, as imagens, as propostas, as situações com um entusiasmo contagiante!

Tudo estava tão presente!... Houve uma economia de tempo, facilitou-se a compreensão e acelerou-se a aprendizagem!

É este ambiente que me deslumbra, que me motiva, levando-me a questionar e reflectir sobre o impacto que ambientes informatizados, com ferramentas de grande potencial como os quadros interactivos têm para a aprendizagem e conhecimento do aluno, dentro de uma perspectiva construtivista.

Relembrando a relação entre aprendizagem e processos cognitivos, à luz da teoria de Piaget, saliento o quão importante se tornam, nestes ambientes, as imagens e as acções dos alunos.

A criança, no 1º Ciclo, apresenta uma atenção pouco estável, daí o uso da imagem poder ajudar a captar essa mesma atenção.

É reconhecido que o recurso à imagem facilita a aprendizagem da leitura e escrita, assim como da matemática. A imagem, na sua função estética, com cor, rompe com a monotonia, dando mais criatividade a uma mensagem (ex.: um texto ilustrado e colorido é mais apelativo esteticamente). Se o professor, após ou durante uma explicação, apresentar uma imagem, esta permite um reforço perceptivo, facilitando a compreensão e a memorização de vários aspectos que passariam despercebidos com uma explicação essencialmente oral. Nunca esquecendo a capacidade de memorização visual que têm as crianças desta faixa etária! (Um flipchart colorido, atractivo, estético os alunos não o esquecem mais!).

Ainda valorizando o poder da imagem, no 1º Ciclo, a sua utilização gera atitudes de participação activa, diálogo, comunicação com os outros e fomenta a cooperação entre os alunos.

Quando se tem, dentro da sala de aula, um quadro interactivo onde se pode desfrutar desse colorido de imagem, onde se tem a facilidade de ampliar, facilitando a visualização de detalhes, onde o próprio escurecimento da sala permite concentrar a atenção, do aluno, no quadro, onde se tem a facilidade de manipulação no sentido de voltar atrás ou parar na imagem pretendida, onde os flipcharts servem como ponto de referência a uma aprendizagem, então reúnem-se excelentes condições para uma melhor integração da aprendizagem, aumento da compreensão e retenção da informação essenciais para a sua progressão na escolaridade.

E se a este recurso à imagem lhe podermos agregar música e um dinamismo obtido através de manipulação directa sobre as imagens que se apresentam no quadro interactivo?!

A importância da acção e dinamismo que os quadros interactivos tão bem proporcionam ficam para outra abordagem…

Para terminar não pretendo deixar “a imagem” de que os ambientes informatizados, por si só, garantem a construção do conhecimento. O mais importante é que o professor tire o maior proveito do potencial destes equipamentos, no sentido de estimular a aprendizagem e a interactividade, integrando metodologias dinâmicas e colaborativas.


Maria Inês Conceição
EB1nº2 de Castelo de Paiva
9 de Fevereiro 2008


sábado, 2 de fevereiro de 2008

Afinal, onde está a interactividade?

Quase dois anos passados a pensar, a reflectir, a analisar conteúdos produzidos pelos professores do Projecto “Interact – quadro interactivo nas salas de aula”, desde o pré-escolar ao ensino secundário, nas várias disciplinas, na plataforma moodle Interact Portugal, ocorre-me lançar algumas questões sobre as quais devemos debruçar-nos para investigação e acção futuras.

No âmbito deste projecto que promove a adopção de uma tecnologia inovadora no ambiente de sala de aula – o quadro interactivo –, acoplada a duas outras mais ou menos conhecidas e utilizadas pelos professores, com maior ou menor regularidade, tivemos em conta, desde logo, o conceito de “interactividade”. Embora, na nossa mente, estivesse obviamente a interacção associada à relação entre o professor e a máquina (quadro, videoprojector, computadores e interfaces gráficos), não descurámos a abrangência desta noção à relação entre as pessoas, neste caso, entre os próprios professores e entre estes e os seus alunos.

Neste sentido, temos várias vertentes de análise quanto a este conceito de interactividade e das suas múltiplas implicações:

  1. como construo os meus conteúdos, de modo a promover a interactividade dos alunos com o “objecto de aprendizagem”?
  2. que vantagens obtenho, se os conteúdos fomentarem a interactividade?
  3. a interactividade, privilegiando os estilos de aprendizagem cinestésico, visual e auditivo, promovem com mais eficácia as aprendizagens?
  4. que competências ou recursos preciso de adquirir ou desenvolver para alcançar um maior nível de confiança na promoção das interacções, seja para a construção de conteúdos seja para desenvolver um trabalho e relações mais colaborativas?
  5. tendo em conta que um maior ou menor grau de interacção requer ritmos e tempos diferentes, que mudanças podem ou devem ser realizadas nos currículos e nos programas das várias disciplinas e ciclos de ensino?
  6. que período de tempo necessito para me adaptar à tecnologia e às diferentes ferramentas de produtividade pessoal (ACTIVstudio, ACTIVprimary, entre outras…), baseado no conceito da curva de aprendizagem, de modo a tirar, com sucesso, o maior partido das mesmas?
  7. quando construo um “objecto de aprendizagem”, como ou com base em que critérios escolho os textos, as imagens, as animações, o áudio, o vídeo, a cor; o movimento, os gráficos, os tamanhos e tipos de letra, a disposição dos objectos na interface?
  8. Quando associo uma imagem a um texto ou vice-versa, que informação pretendo veicular e que resultados espero obter na construção do conhecimento dos alunos, sem incorrer no risco de aumentar a carga cognitiva?
  9. tenho eu a noção clara que, dos níveis de interacção alcançados entre mim e os meus alunos, entre eles próprios e entre nós e as tecnologias poderemos construir mais conhecimento, criar relações mais sólidas, desenvolver mais competências e, consequentemente, atingir um maior sucesso?
  10. as Comunidades de Prática (CdP) virtuais, como a rede INTERACTiC 2.0 – Escola com TiC Social, no qual, como conclui José L. Rodrigues (2007) “o conceito central de aprendizagem se enriqueceu e tornou mais ubíquo, num processo de transformação que mudará também a própria concepção de educação – como parece inevitável nesta sociedade digital em que nos encontramos”, poderão facilitar e proporcionar-me o conhecimento e as competências de que necessito, através da minha interacção, da minha cooperação com outros membros, criando afectos e relações de confiança e sentimento de pertença?

E é olhando para cada um dos mais de 1000 flipcharts já produzidos neste Projecto que me deixo levar por todas estas questões inerentes à utilização destas Tecnologias na sala de aula.

Em breve, com o apetrechamento de salas de aula de escolas portuguesas com quadros interactivos, no âmbito do Plano Tecnológico da Educação, teremos um “tsunami” de questões, de problemas, de situações com as quais os professores poderão ter de se confrontar e às quais procurarão responder…

E, nós, estaremos aqui para ajudar! Afinal, estamos aqui para interagir…

_________________________

Referência

Rodríguez, José L. (2007). Como as comunidades virtuais de prática e de aprendizagem podem transformar a nossa concepção de educação. Texto da conferência proferida na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, a 31 de Maio de 2007. Sísifo. Revista de Ciências da Educação, 3, pp. 117-124. Consultado em [Janeiro, 2008] em http://sisifo.fpce.ul.pt




sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Divulgação da Rede INTERACTiC - Escola Com TiC Social


Caro visitante, se desejar colocar o laço (ribbon) que se encontra no canto superior direito desta página relativo à divulgação da rede INTERACTiC - Escola Com TiC Social, transcreva este código para o seu blogue:
Obrigado pela divulgação.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Profissionalismo...


No Sábado, dia 15 de Dezembro 2007, a partir das 10H da manhã, o Centro Educativo da Praça teve a honra de receber a Professora de 1º Ciclo, Inês Conceição. Porquê? O que move uma Professora a deslocar-se de Castelo de Paiva a Macieira de Cambra um Sábado de manhã, às portas do Natal, para dar, sim, dar alguns dos seus saberes a colegas que nem sequer conhecia?!

Não é fácil nem simples adjectivar a amabilidade, espírito de entreajuda, profissionalismo, “amor à arte” que fez esta gentil profissional da educação aceder a um pedido de ajuda feito pelo grupo de Educadoras e Professoras de 1º Ciclo da Escola da Praça. Aproveitamos para dizer que esta escola se encontra apetrechada com cinco quadros interactivos ACTIVboard (quatro na escola e um no Jardim de Infância), tendo sido três deles adquiridos pela Associação de Pais deste espaço educativo.

Em nome de todas que estiveram presentes, Educadoras, Professoras e Presidente da Associação de Pais, um Bem-haja muito grande para a Inês.

As Educadoras e Professoras da Praça

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Potencialidades dos Quadros Interactivos na Educação

Apresentação realizada no âmbito do Seminário "Utilização Educativa de Quadros Interactivos", promovido pelo Centro de Competência CRIE da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, ontem, dia 13 de Dezembro 2007.

Para mais informações detalhadas, consultar a página do CRIE da FCUL.




segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Nãããooo? Porquê?!


Have you used your

Interactive Whiteboard today?
No?
Why?


Tu as utilisé ton Tableau Blanc Interactif
aujourd'hui?
Non?
Pourquoi?


quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Programa e.escola recebe "Best European Project Award 2007"

O Programa e.escola foi premiado com o "Best European Award 2007", pela Toshiba Internacional. Assista à cerimónia pública que decorreu no dia 14 de Novembro 2007.




Mais informação na
página do Plano Tecnológico
e na página da Toshiba Portugal

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

12as Jornadas Piscopedagógicas de Gaia

Vai decorrer, no Colégio Internato dos Carvalhos, as 12as. Jornadas Psicopedagógicas de Gaia, nos dias 29 e 30 de Novembro, subordinadas ao tema: "As Novas Tecnologias e a Educação".

Consulte o programa aqui.
Página do Colégio.


segunda-feira, 3 de setembro de 2007

The Interact Project by Paul Kinney

Throughout my time spent as an English Language Assistant, my first experience of working with the Interactive Boards arose when I arrived at ESA [Secondary School at Arouca] in Portugal. During my induction period, I would often be invited to attend lessons with teachers only to notice that they arrived at the classroom with little more than the class register and head straight for the computer. A simple log-on name and password, and five seconds later their entire lesson appeared, projected in front of the class.

I must admit that though this was my first real experience with the interactive white board, I was intrigued. Previously, ICT in the classroom had consisted of taking my own lap-top along with me and crowding up to 10 students around its screen – hardly inspiring. I found that the teachers had placed practically their entire lesson up there on the board from listening comprehensions to grammar exercises with the project living up to its name. I had often found, whilst teaching English as a foreign language, that group activities were quite difficult to realise. Splitting a large group into several smaller ones and providing them with a series of handouts was the strategy that I had previously followed for group work. The only problem with this was that the group members tended to break off individually hogging the materials given out. Thus, with the material and activity being commonly shared, the students’ attention tends to be more focused in the same direction. For example, a classmate that is responding to a listening exercise on the board immediately becomes the focus of the entire class. In this way, the students are forced out of an individualistic world where their attention is solely focused on their own textbook and become more actively involved in each other’s learning with the pupils often correcting each other’s mistakes.

As a teacher, it immediately becomes easier possible to identify patterns of difficulty that students have as they air their disagreements as to the solution of the exercise in front of each other. Such instant feedback allows areas of difficulty to be corrected more rapidly, rather than having to rely on simply marking individual exercises.

I would not argue that the interactive board should be allowed to completely sweep the traditional textbook approach to one side, since students still need to be allowed to develop their skills individually. However, that said the primary aim of learning a language is interaction and the use of the board certainly facilitates this. It allows the teacher to transform a class activity into a group activity in which the teacher is constantly able to retain the focus of each group member, preventing them from slipping back individualistic learning attitudes when the teacher’s back is turned.

Clearly the students have a great deal of enthusiasm for anything new – particularly in the ICT field – and it is subsequently easier to motivate their interest. Bearing this in mind, it is therefore important that, over the coming years, the interactive board does not simply come to be a textbook at the front of the classroom. From what I have seen, the key to success of this depends on the board not being the unique domain of the teacher whose class lesson it is. It is only by letting the students interact with the board that the students interact with each other. Clearly the role of the teacher is the same as it has always been – to guide the class in these activities – but with interactive activities helping to focus the class more into a cohesive unit, the students can also guide each other ‘s learning as they learn from each other. It is this which has to be one of the greatest advantages of the interactive board: finally permitting more interaction between the learners themselves.

Paul Kinney
Comenius Language Assistant at E.S.A. (Escola Secundária de Arouca)
June 2007

________________

Tradução:

Durante o meu tempo passado como Assistente de Língua Inglesa, a minha primeira experiência de trabalho com os Quadros Interactivos surgiu quando cheguei ao ESA [Escola Secundária de Arouca], em Portugal. Durante o meu período de adaptação, fui muitas vezes convidado a assistir a aulas para reparar que eles chegavam à sala de aula com pouco mais que o livro de ponto e que dirigiam imediatamente para o computador. Login e a palavra-passe e, cinco segundos mais tarde, toda a aula aparecia projectada para a turma.

Tenho de admitir que, embora esta fosse a minha primeira experiência real com o Quadro Branco Interactivo [QBI], eu estava intrigado. Anteriormente, as TIC na minha sala de aula consistiam em levar o meu computador portátil e juntar 10 alunos à volta dele - muito pouco inspirador. Descobri que os professores têm agora a sua aula praticamente toda no quadro, que vão desde exercícios de ouvir e compreender até exercícios de gramática. Muitas vezes, sentia, enquanto professor de Inglês como língua estrangeira, que as actividades de grupo eram bastante difíceis de realizar. A estratégia que eu utilizava quando pretendia que a turma realizasse um trabalho de grupo consistia em dividi-la em vários pequenos grupos e fornecer-lhes uma série de fichas de trabalho. O único problema era que os elementos do grupo tinham tendência a realizar individualmente as tarefas. Assim, com as actividades a serem partilhadas por todos, os alunos estão todos concentrados no mesmo. Por exemplo, um colega que esteja a realizar um exercício de audição no quadro torna-se o centro das atenções de toda a turma. Desta forma, o aluno é forçado a sair de um mundo individual onde a sua atenção está apenas centrada no seu manual e envolver-se mais na aprendizagem dos colegas, que muitas vezes se corrigem uns aos outros.

Como professor, torna-se muito mais fácil identificar as dificuldades dos alunos à medida que dizem as suas opiniões quanto à resolução de um exercício em frente uns aos outros. Estes momentos de feedback permitem que as dificuldades gerais sejam mais rapidamente ultrapassadas, em vez de apenas nos guiarmos pelos exercícios individuais de avaliação.

Eu penso que o quadro interactivo não deveria ser totalmente trocado pelo livro de texto tradicional, uma vez que os alunos têm de desenvolver as suas capacidades individualmente. Contudo, diz-se que o primeiro passo para aprender uma língua é a interacção, e é certo que o uso do quadro interactivo facilita. Permite que o professor transforme uma actividade de turma numa actividade de grupo, conseguindo captar constantemente a atenção de cada aluno, evitando que estes se percam noutras actividades, quando a cabeça do professor está virada.

Os alunos demonstram claramente um grande entusiasmo por qualquer coisa nova - principalmente no que diz respeito às TIC - pelo que é muito mais fácil motivá-los. Tendo isto em conta, é portanto importante que, nos próximos anos, o quadro interactivo não se torne no “manual”. Pelo que eu tenho visto, a chave para o sucesso desta técnica exige que o quadro não seja apenas utilizado pelo professor. É apenas permitindo que os alunos interajam com o quadro que é possível que interajam entre eles. O papel do professor continua a ser o de sempre - guiar a turma nas actividades - mas com actividades interactivas que ajudem a focar a atenção da turma no mesmo, os alunos podem assim ajudar-se mutuamente na aprendizagem. É esta a grande vantagem do quadro interactivo: finalmente há maior interacção e entreajuda entre os alunos.

Tradução realizada por Mariana Pereira