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domingo, 1 de março de 2009

Inspire-se! Com Promethean

A partir de hoje, dia 1 de Março, está disponível para download a versão definitiva do software ACTIVinspire da Promethean.

Embora se encontre ainda em língua inglesa, brevemente terá acesso à versão portuguesa! Porém, pode, desde já, experimentar este aplicativo, desenvolvido por professores para professores, que permite trabalhar com TODOS quadros interactivos e em todos os sistemas operativos (Mac, Linux e Windows).

Este novo software combina os já conhecidos aplicativos premiados ACTIVstudio e ACTIVprimary.

Mesmo que não possa usufruir das vantagens de um quadro ACTIVboard da Promethean, poderá descarregar este inspirador software para criar os seus recursos para as suas aulas, tornando-as mais criativas, interactivas e motivadoras, em qualquer outro quadro interactivo que habitualmente usa na sua escola.

O ActivInspire apresenta-se em duas versões: a Personal Edition e a Professional Edition.

A Personal Edition é de utilização livre, isto é, qualquer utilizador pode usufruir dela, não necessitando ter acesso a um quadro interactivo da Promethean. Esta versão é bastante completa, e vem munida de um conjunto considerável de recursos para as diversas áreas.

Quando se instala, é possível, nesta versão, fazer o upgrade para a versão profissional, colocando o número de série, ou experimentar durante 10 dias a versão Professional.

A Professional Edition é constituída por duas partes (dois ficheiros de instalação), sendo uma parte idêntica à Personal Edition. A grande diferença consiste no “Resource Pack”, (Pack de recursos) exclusivo da versão “Profissional”, que acrescenta uma infinidade de recursos de desenvolvimento à versão base. Esta versão é exclusiva para os utilizadores que tenham um número de série.

Para se ter uma noção de diferenças, basta ver o tamanho dos ficheiros de instalação:
A versão Beta do ActivInspire tinha um ficheiro de instalação de cerca de 330 Mb. A versão Personal apresenta um ficheiro de instalação de cerca de 240 Mb, ao passo que a versão Profissional apresenta o ficheiro de instalação de cerca de 240 Mb ,mais o “Resource Pack”, com cerca de 250 Mb, o que perfaz cerca de 500 Mb.

Junte-se à fantástica família Promethean e usufrua dos milhares de recursos disponíveis no Promethean Planet.

Torne a sua sala de aula numa
ACTIVclassroom da Promethean!

NOTA: antes de proceder ao download do seu software, deve registar-se aqui.
Se desejar saber mais sobre este software e conhecer todas as tecnologias da Promethean, tal como os ACTIVote e ACTIVexpression, organize um seminário na sua escola e convide-nos para uma demonstração. Pode fazê-lo aqui.


quarta-feira, 4 de junho de 2008

Viagem pelo Universo com Quadro Interactivo


Quase todos nós algum dia teremos sonhado em ser astronauta ou teremos imaginado uma viagem até à Lua, a Marte ou pelo Universo. Esta busca pelos mistérios insondáveis para além do nosso planeta é, provavelmente, uma das mais belas conquistas realizadas pelo Homem.

Imagine, pois, tornar-se, por instantes, num astrónomo e, com o seu telescópio voltado para o céu, ir viajando para conhecer galáxias, estrelas, planetas... Ou, então, sair da Terra e ver o planeta azul na sua totalidade, girando-o, e visualizar ao pormenor os continentes e oceanos, de dia ou de noite.

Numa das minhas digressões ao blogue Matéria Dada, deparei com informação sobre o software gratuito e disponível na Internet da Microsoft, o WorldWide Telescope (WWT).

Aspecto visual do software

Depois de instalado, inicie a sua viagem intergaláctica... Se, na sua sala de aula, possuir um Quadro Interactivo, poderá desfrutar da beleza das imagens, da vizualização em 360 graus e da deslocação do ecrã, além de poder fazer anotações e desenhar sobre as imagens.

Divirta-se com os seus alunos...

Veja este exemplo realizado com um quadro ACTIVboard, auxiliado com a ACTIVwand...



Apenas uma pequena nota: o computador deve ser "robusto" em memória, processador e capacidade em disco, além de possuir ligação à Internet! Dispõe desse equipamento na sua sala de aula?

Se considerou esta informação importante, vote aqui.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Watch the difference - O Poder da Observação

É daqueles que, quando encontra um jornal ou revista, salta de imediato para a secção dos jogos e passatempos? Gosta de observar imagens e procurar as diferenças...
Explorar esta actividade com os nossos alunos, com o auxílio do quadro interactivo, é também possível, recorrendo a sítios na Internet. Estes exercícios de treino da observação atenta e de concentração, com objectivos bem definidos e enquadrados nas actividades lectivas, pode ter resultados positivos.

Hoje, temos três proposta interessantes para si:


Belos desenhos coloridos para crianças e sons

Procurar diferenças com imagens em movimento... Uau!!!

É fácil, não é? Basta clicar sobre a diferença, numa das imagens...


quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Portugal panorâmico em 360 graus no quadro interactivo

Imagine um "passeio" por cidades, praias, serras e castelos de Portugal, sem sair da na sala de aula, num quadro interactivo e, ainda por cima, com a possibilidade de visualizar certos locais em 360 graus!
Imagine só as inúmeras possibilidades de exploração pedagógica deste recurso...

Vamos até Aveiro...E se depois de uma visita virtual, os professores e os alunos (e os pais e encarregados de educação!) prolongassem a visita exploratória na silenciosa e tecnológica protectora do ambiente Segway?! Melhor ainda, não é? Vamos lá...


Vamos até à Praça do Peixe... (clique nesta imagem e aceda à versão da imagem em 360 graus!)


Fotos de

Vamos lá passear!


Agora, conte-nos como planeou esta aula...
Caro professor, deixe o seu comentário sobre a forma
como explorou estes magníficos recursos.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Mais de 1000 flicharts produzidos no Projecto Interact



No âmbito do Projecto "Interact - quadro interactivo nas salas de aula", os professores e educadores, do pré-escolar ao ensino secundário, já produziram e partilharam mais de 1000 flipcharts, disponíveis na plataforma moodle Interact Portugal. Um destes flipcharts foi apresentado pelo do Editor de Novas Tecnologias, Lourenço Medeiros, no Jornal da Noite, Domingo, 20 de Janeiro 2008. (Ver blogue Futuro Hoje).
A todos os professores, colegas e amigos do Projecto Interact, das escolas de Castelo de Paiva, Arouca e Vale de Cambra, as nossas mais sinceras felicitações! Foi necessário ir o jornalista Lourenço Medeiros à feira internacional de Educação a Londres, a famosa BETTshow 2008 para vermos um dos flipcharts produzidos...
Na BETT, "...estava esta Promethean um dos conjuntos de stands que mais dava nas vistas pela integração total, projectores cor de laranja para quadros interactivos, sistemas de respostas que podem ser usados por toda uma aula ao mesmo tempo como se fosse um concurso de televisão pedagógico [Sistemas Electrónicos de Regulação das Aprendizagens - ACTIVote, já aqui referidos neste blogue] e os programas para acompanhar os vários graus de ensino [ACTIVprimary e ACTIVstudio]. Verdadeiras salas de aulas do futuro, disponíveis já hoje, para quem possa pagar o preço. Esta empresa já faz os conteúdos em 40 línguas incluindo o português." (adaptado a partir de Blogue Futuro Hoje, Tecnologia para a Educação, 20.01.2008)





quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Projecto Interact com "Sabor a Chocolate"

"O conhecimento constrói-se partilhando", poderia bem ser o slogan do Projecto Interact que, desde a sua génese, se tem preocupado em promover junto das escolas e professores esta necessidade de partilhar o que conhecemos e sabemos.

Neste percurso, alunos, professores, pais e encarregados de educação envolvem-se nesse desejo de fazer mais e melhor pelo ensino, dando um novo fulgor ao acto de aprendizagem.

Hoje, damos destaque ao excelente trabalho que vem sendo realizado nas Escolas do Projecto INTERACT, do Pré-escolar e do 1º Ciclo do ensino Básico: Jardim de Infância de S. Geão e EB1 de Castelo de Paiva Nº 2. Graças a um elevado esforço, trabalho, empenho, dedicação e criatividade e inovação à mistura, alunos e professores vão explorando as inúmeras potencialidades do Quadro Interactivo ACTIVboard e do software premiado ACTIVprimary**.

Inspiremo-nos neste vídeo (com pouco mais de 13 minutos) realizado no final do ano lectivo 2006/2007...



Descubra outros vídeos como este em INTERACTiC 2.0


Era uma vez

Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada...

Era uma vez
A riqueza contra
A simplicidade
Uma mostrando prá outra
Quem dava mais felicidade...

Prá gente ser feliz
Tem que cultivar
As nossas amizades
Os amigos de verdade
Prá gente ser feliz
Tem que mergulhar
Na própria fantasia
Na nossa liberdade...

Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem haver
Quem já foi criança um dia...

Era uma vez
Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada...

Era uma vez
A riqueza contra
A simplicidade
Uma mostrando prá outra
Quem dava mais felicidade...

Prá gente ser feliz
Tem que cultivar
As nossas amizades
Os amigos de verdade
Prá gente ser feliz
Tem que mergulhar
Na própria fantasia
Na nossa liberdade...

Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem haver
Quem já foi criança um dia...

(Toquinho)



**(conquistou duas edições do Worlddidac Award, na categoria inovação e excelência, concedido pela Fundação Worlddidac.)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

RESUMO DAS INTERVENÇÕES NAS 12ª JORNADAS PSICOPEDAGÓGICAS DE GAIA

RESUMO DAS INTERVENÇÕES NAS 12ª JORNADAS PSICOPEDAGÓGICAS DE GAIA

As Novas Tecnologias e a Educação

29 e 30 de Novembro 2007


São estas as conclusões dos trabalhos apresentados ao longo dos dois dias das Jornadas:

Na abertura da sessão, o Sr. P. Manuel António Rocha, Director Pedagógico do CIC, usou da palavra começando por questionar se deve ou não a informática estar centrada no ensino e se dá resposta às questões da educação. Continuou a sua intervenção referindo o antes e o hoje, da constante evolução das novas tecnologias, como auxiliar eficaz do trabalho do professor, mas sem que este perca de vista o primado da pedagogia sobre a tecnologia. Sendo as novas tecnologias uma ferramenta importante para o docente, peça fundamental e imprescindível no processo de ensino aprendizagem, não podem, no entanto, ser vistas como a solução última de todas as problemáticas da educação.
Concluiu agradecendo a presença do Sr. P. José Barros de Oliveira, como membro da Comissão Científica destas Jornadas, e do Sr. P. João de Freitas Ferreira, Presidente das mesmas.


Na primeira conferência, a cargo do Prof. Bento Duarte da Silva, do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho, subordinada ao tema TIC e Educação: um Desafio para os Professores, o orador centrou a sua comunicação em seis eixos fundamentais, a saber:

1-Formação estruturante das tecnologias;
2- Que tipo de novas tecnologias;
3- Qual a essência da tecnologia;
4- Quais as repercussões das TIC na organização escolar e curricular;
5- Vivência num “novo mundo educacional”;
6- Desafios para os professores.

Começou por apresentar uma visão diacrónica da evolução da comunicação, desde o “Homo Loquens” e “Homo Pictor”, que remontam há 50.000 anos, até aos modernos tempos da Internet, a denominada comunicação ambiente virtual, não esquecendo as outras etapas como a escrita, a imprensa/telégrafo e os microprocessadores, remontando estes, respectivamente, a 4000 anos, aos séculos XV/XIX e à década de 70/80, do século passado.
Não se pense, continuou o orador, que estas etapas funcionam como compartimentos estanques, mas a sua interligação é fundamental para o processo comunicativo.
Nem mesmo as gerações actuais, marcadamente influenciadas por uma formação tecnológica, são apologistas de uma comunicação unicamente à distância, pois continuam a privilegiar a primitiva forma de comunicação que remonta aos primórdios da Humanidade.
Referiu que a era da digitalização não pode ficar arreigada a guetos tecnológicos, impeditivos de uma compatibilidade de comunicação, mas tem de centrar-se numa rede comunicativa universal.
Concluiu a sua intervenção salientando que não existe tecnologia que resolva os problemas. Temos de ser competentes no domínio do saber e do saber tecnológico para podermos dar respo
sta às necessidades da educação.
Tal como o deus romano Janus que possuía duas cabeças, uma voltada
para o passado e outra para o futuro, também nós devemos viver o presente, alicerçados num passado com os olhos postos no porvir.


No primeiro Simpósio do dia, intitulado “Geração Net”, da responsabilidade dos professores Teresa Restivo, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Jacinta Paiva, da Universidade de Coimbra e João Sousa, do Instituto Politécnico de Bragança, a primeira oradora centrou a sua intervenção na evolução do “Homo Sapiens” até ao “Homo Digitalis”, com a introdução na vida diária dos computadores. Alertou para a forma como se pode, através dos e-mails, contribuir para a melhoria da utilização correcta da linguagem escrita por parte dos alunos. Sugeriu que isso pode ser feito através de sínteses, respostas a questões e mobilização de troca de mensagens com os docentes.
Referiu o perigo dos tradutores automáticos que, dada a sua insensibilidade, conduzem não raras vezes à desvirtuação da mensagem e salientou a necessidade de sermos autocríticos, não aceitando, de ânimo leve, as propostas das novas tecnologias da comunicação.
Depois de apresentar as várias ferramentas ao dispor do professor, question
ou as expectativas que se centram neste, salientando a necessidade de ele dominar essas ferramentas, de as colocar ao serviço do ensino de modo construtivo, que encontre tempo para todas as actividades e que realize um “esforço cooperativo” para com todos os que integram este novo mundo tecnológico.
A professora Jacinta Paiva, de forma fluente, destacou a necessidade de usarmos as ferramentas e as informações com sentido crítico. A solução não está em apresentar os mesmos conteúdos com roupagem diferente, mas em encontrar formas aliciantes de aprendizagem.
A finalizar este Simpósio, o professor João Sousa referiu-se ao posicionamento dos professores diante das novas tecnologias, salientando a posição apocalíptica, assumida por uns, e a posição integrada, defendida por outros. Se na primeira alguns docentes perspectivam o fim do ensino, a preguiça intele
ctual e a destruição do tecido social, na segunda, outros visualizam as ferramentas salvadoras, a criação de novas formas de pensamento e a salvação da democracia e duma nova economia. Impõe-se, no seu entender, o estabelecer de um ponto de equilíbrio que uma indispensável capacidade crítica proporciona.
A utilização das novas tecnologias não devem ser o resultado de modas, de pressões externas e/ou internas, de mera curiosidade, mas um desejo de fazer melhor.


No início do 2º dia de trabalhos, os professores João Paiva, da Universidade de Coimbra, Eurico Carrapatoso, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, e Eduardo Machado, do Instituto Politécnico de Leiria, abordaram a temática “Aplicações e integração das tecnologias no processo de ensino aprendizagem”.
O professor João Paiva começou por referir que as novas tecnologias não resolvem de “per si” nenhum problema educativo, podendo ser mesmo perniciosas se não envolverem uma forte componente afectiva. Importa, acima de tudo, estabelecer um ponto de equilíbrio entre o antes e o depois, já que a solução dos problemas educativos não está nos professores “pratrasex” nem “prafrentex”. Prosseguiu a sua cativant
e intervenção afirmando que as tecnologias não são o elixir dos problemas da escola, pois sem trabalho, sem esforço, sem dedicação não há sucesso educativo. Facilidade raramente é sinónimo de felicidade. Concluiu a sua intervenção referindo que a acção do professor tem de ter em conta o carácter profissional, mas , também, a vertente amadora, entendendo-se por esta a atitude do verdadeiro amante daquilo que faz.
De seguida o professor Eurico Carrapatoso salientou a necessidade de os professores e
starem preparados para os desafios das novas tecnologias, dada a crescente evolução dos alunos neste domínio. Apresentou, de seguida, alguns quadros com aplicações dessas novas tecnologias, enfatizando a importância que as mesmas têm na actualidade.
Por último, o professor Eduardo Machado destacou a aplicabilidade das novas tecnologias no ensino da matemática e nas virtualidades que elas possuem na progressão da aprendizagem.


No espaço reservado às comunicações livres o professor Daniel Sa
mpaio, da Escola Secundária João Gonçalves Zarco, de Matosinhos, e a professora Maria Augusta Nascimento, da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra, fizeram a apresentação do projecto de Portal Professor Digital, que tem como objectivo integrar as ferramentas Web 2.0 como suporte para a construção e partilha de conhecimento docente, possibilitando a troca de serviços e produtos, assim como a colaboração entre os seus utilizadores, criando a interacção e dinamização de comunidades virtuais, de forma a promover a construção colaborativa de conhecimento e o desenvolvimento profissional.
Por sua vez, o professor José António Moreira, Presidente da Escola Superior de Educação Jean Piaget/Nordeste, referiu a necessidade de proporcionarmos mais e melhores oportunidades à comunidade educativa, em consequência das profundas mudanças sociais, económicas e culturais verificadas na sociedade, desenvolvendo programas de ensino à distância que coloquem o enfoque na aprendizagem, pois, no seu entender, os ambientes virtuais são hoje um recurso pedagógico fundamental no processo de ensino/aprendizagem. Para tal, considera fundamental que os professores devam aprender estas novas tecnologias sem medos, mas nunca fazendo delas o seu substituto: 0”Sempre a máquina para o Homem e nunca o Homem para a máquina”.


Na Conferência final, da responsabilidade do Doutor Duarte Costa Pereira, da Universidade do Porto, intitulada “Tecnologias e Cidadania” o orador salientou a interligação da ciência às tecnologias, considerando-as mesmo descendentes daquela e que acabam por ter um impacto directo e frutuoso no comportamento do Homem na sociedade.
Abordou a complexa relação entre escola/governo/sociedade e salientou as várias “modas” da Educação Científica, ao longo dos séculos.
Para percebermos como é a ciência actual, e as influências que vai ter sobre as tecnologias, temos de compreender a sociedade dos nossos dias.

Esta é muito diferente da de antanho, porque é baseada em organizações de onde emergem novas disciplinas como o domínio pessoal, os modelos mentais ou as aprendizagens em equipa.
A relação entre ciência e sociedade é muito influenciada pela contextualização, pela transdisciplinaridade, pela produção em rede e pela migração conceptual.
A escola dos tempos modernos não deve continuar a formar o conhecedor passivo, mas o aprendedor pró-activo.


Ao longo destas Jornadas, e tomando por base a percepção que nos restou da intensa e interessada participação dos professores nos vários workshops, da responsabilidade do professor Luís Valente, da Universidade do Minho, na Plataforma Moodle, do professor José Paulo Santos, do Centro de Formação de Entre Paiva e Caima, nos Quadros Interactivos, e do professor José Manuel Pinto, da Porto Editora, na Escola Virtual, estamos convictos que, apesar de um grande número dos participantes pertencerem à denominada “geração sandwich”, a incompatibilidade entre o “Homo Sapiens” e o “Homo Digitalis” não existe e de que os professores tudo farão para tornar o acto de ensinar e aprender mais profícuo, mais moderno, mais eficaz, mas nunca menos humanizado.


Diríamos, em jeito de conclusão, e atrevendo-nos a apresentar a nossa própria visão, que as novas tecnologias, sendo muito úteis no processo educativo, tornar-se-ão inócuas se relegarem para plano secundário a intervenção ajustada, calorosa, crítica e afectiva do “Homo Loquens”.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Potencialidades dos Quadros Interactivos na Educação

Apresentação realizada no âmbito do Seminário "Utilização Educativa de Quadros Interactivos", promovido pelo Centro de Competência CRIE da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, ontem, dia 13 de Dezembro 2007.

Para mais informações detalhadas, consultar a página do CRIE da FCUL.




segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Nãããooo? Porquê?!


Have you used your

Interactive Whiteboard today?
No?
Why?


Tu as utilisé ton Tableau Blanc Interactif
aujourd'hui?
Non?
Pourquoi?


Seminário "Utilização Educativa de Quadros Interactivos"


A convite do Centro de Competência CRIE da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o Coordenador do Projecto Interact, José Paulo Santos, do Centro de Formação de Entre Paiva e Caima, orientará um momento de reflexão e de discussão sobre as Potencialidades dos quadros interactivos na Educação, no próximo dia 13 de Dezembro 2007, a partir das 14.30 horas, no anfiteatro 8.2.47, na FCUL.

"No quadro do Plano Tecnológico para a Educação, as escolas encontram-se a ser equipadas com quadros interactivos com o objectivo de as dotar de recursos que possam dar um contributo para melhorar o ensino e a aprendizagem. Este esforço deve ser acompanhado de uma análise das potencialidades e das implicações dessa tecnologia que permita encontrar orientações claras de natureza pedagógica para que dessa forma constitua um elemento de inovação e não mais uma 'moda' a acrescentar a tantas outras que têm inundado as escolas. Este Seminário propõe-se constituir um momento de análise e de reflexão acerca das potencialidades, implicações e dificuldades de integração dos quadros interactivos nas práticas dos professores."

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

O quadro interactivo é uma nova janela para o Mundo

Para muitos alunos e professores, o quadro interactivo tem sido uma nova janela aberta para o mundo. Parte-se à aventura, em busca do conhecimento, e regressa-se à sala de aula com imensas perspectivas, inúmeras ideias. Graças à tecnologia e a novas abordagens dos conteúdos curriculares, é possível envolver as turmas em projectos de exploração dos mais variados temas e assuntos, discuti-los, seleccioná-los, reconstrui-los e partilhá-los...

Estão os professores preparados
para abrir a janela?


quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A história da luzinha...

Era uma vez uma sala de aula. Nessa sala, havia um belo quadro interactivo. Para que ele não se sentisse só, um lindo computador lhe dava vida, enquanto um altíssimo videoprojector iluminava o belo quadro interactivo pendurado na parede. As crianças e a professora dessa sala adoravam o belo quadro. Brincavam, trabalhavam, faziam tantas e tantas coisas... Escreviam, liam, aprendiam muito com o quadro interactivo. E o tempo foi passando... Que lindos eram os dias passados assim todos juntos! Porém, um dia, de manhãzinha, a professora e os seus alegres meninos ficaram muito, muito tristes. O altíssimo videoprojector tinha deixado de iluminar o quadro interactivo. Os meninos tentaram fazer tudo para lhe dar vida, mas a professora disse-lhes que já não havia nada a fazer: a luzinha do videoprojector tinha morrido...
A vida era tão alegre, tão divertida até esse dia.
As crianças ficaram tristes e quiseram partir em busca de uma nova luzinha com a sua professora. Fizeram muitos pedidos, mas ninguém os ouviu. Diziam as pessoas que a luzinha custava muito dinheiro e que não seria possível comprar uma nova. Também o quadro ficou abandonado, ali.
E assim termina a triste história da luzinha...



Infelizmente, esta história é verdadeira. Quando a lâmpada do videoprojector se apaga para sempre, as escolas têm dificuldade em investir cerca de 400 euros para aquisição de uma nova. Como resolver esta situação agora? Quantas luzinhas irão morrer mais?

Se o quadro interactivo é muito importante na sala de aula, não menos é o videoprojector. Este elemento é fulcral! A qualidade de projecção em condições de luminosidade intensa na sala deve ser tida em conta, tanto mais que poucas são as escolas que possuem estores de qualidade. Ou, então, terão de realizar as actividades em sala de aula na penumbra...

Além disso, como bem relata a "história da luzinha", que faremos nós quando as "luzinhas" forem morrendo?

O projecto Interact precisa de luzinhas... Quem nos ilumina?!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Instalação de quadros interactivos sem critérios

O Concurso que foi lançado para "Atribuição de Equipamentos Tecnológicos para o Enriquecimento do Ensino e da Aprendizagem", nomeadamente em Matemática e Língua Portuguesa, visa "promover a melhoria das condições de trabalho nas escolas com 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e com ensino secundário. Tendo como finalidade o desenvolvimento das seguintes actividades:
  • apoio ao desenvolvimento curricular e à inovação;
  • apoio à elaboração de materiais pedagógicos;
  • apoio ao enriquecimento do trabalho em situação de sala de aula;
  • apoio a projectos educativos"
as escolas tiveram a oportunidade de submeter as suas candidaturas (durante o mês de Junho 2007), de modo a obterem os equipamentos contemplados num "pacote" indicado por menus. (ver Edital).

Na sequência desta iniciativa, muitas escolas escolheram os menus A e B, num evidente desejo de serem contempladas com quadros interactivos, levando o ME a investir "1.353,8 milhares de euros na aquisição de 1.628 quadros interactivos, 365 projectores de vídeo e 428 computadores de secretária, no âmbito do Plano Tecnológico da Educação." (+ info aqui)

Iniciado o presente ano lectivo, os quadros foram chegando às escolas e, de acordo com inúmeros testemunhos de professores de várias escolas, há equipamentos que ainda estão encaixotados; outros foram colocados em auditórios e em salas TIC. Parece-nos, a nós, que os órgãos de gestão e os coordenadores TIC foram "apanhados de surpresa", não lhes dando tempo para pensarem correctamente sobre o melhor local para as referidas instalações...

Ora, estamos convictos que esta tomada de decisão sobre o local de instalação é uma condição sine qua non para o sucesso na utilização daquela tecnologia. Por regra, o auditório e a sala TIC das escolas não estão atribuídas aos professores de Matemática e/ou de Português, ou outros, inviabilizando o acesso a estes professores...

Em 30 de Março de 2006 (ver arquivo), escrevemos um texto neste blogue sobre Alguns critérios gerais de instalação de quadros interactivos nas salas de aula, onde enunciamos algumas indicações práticas a ter em conta nesta fase tão importante para um uso adequado e correcto do Q.I. em sala de aula. Recomendamos a sua leitura.

A gestão e organização dos equipamentos é fundamental na escola e não pode, nem deve, obedecer a critérios aleatórios ou de simples conveniência, tais como este: "Instalamos o quadro no auditório, porque já lá existe um videoprojector..."

Bem, de facto, este é um critério...

O Q.I. não é uma tela de projecção!!!
As dimensões do quadro impedem uma boa visualização.
O Q.I. adapta-se a salas com menor dimensão.


quarta-feira, 17 de outubro de 2007

e-Maturidade

Uma longa viagem de mil milhas
inicia-se com o movimento de um pé
Lao-Tsé, China Antiga [-570--490] Sábio

Realizou-se, em Londres, de 8 a 10 de Outubro, o ITiE Symposium 07. Estiveram presentes vários investigadores de renome, tais como Sir Geoff Hampton, Bridget Somekh, Maureen Haldane, Gemma Moss, Vanessa Pittard, Tom Greaves, Doug Brown, entre outros, como o famoso "America's Educator" Ron Clark, tendo sido apresentados estudos e experiências recentes na área das tecnologias interactivas na educação, nomeadamente, os quadros interactivos.

O Centro de Formação de Entre Paiva e Caima colaborou nesta partilha através de uma comunicação realizada pelo Prof. José Paulo Santos, Coordenador do Projecto “Interact – quadro interactivo nas salas de aula”, intitulada “Interact Project – the flight of the geese” (O voo do ganso).

Esta comunicação foi apresentada em língua inglesa, no primeiro dia do evento, em duas sessões de 45 minutos cada, entre as 14.15 e as 15.45 horas.

Foi muito gratificante darmos a conhecer um projecto em curso em Portugal, no âmbito da utilização de soluções interactivas nas salas de aula de escolas do pré-escolar ao ensino secundário, nos concelhos de Castelo de Paiva, Arouca e Vale de Cambra.

Nesta iniciativa internacional, foram apresentados os mais recentes estudos realizados com avaliações qualitativas e quantitativas rigorosas quanto ao impacto dos quadros interactivos no processo de ensino e aprendizagem, na mudança de práticas e nas metodologias de ensino.

Tal como já temos vindo a constatar no âmbito do Projecto Interact, o quadro interactivo pode desempenhar um papel fundamental na integração das TIC no currículo. Porém, não é propriamente pela sua presença na sala de aula que tudo acontece… É um passe de magia lento, corajoso, persistente e árduo. Embora a sociedade e o mundo da informação e da tecnologia exijam transformações aceleradas, não podemos esquecer que nos confrontamos com um ensino tradicional, com práticas seculares…

Com a instalação prevista de 9000 quadros interactivos nas salas de aula até Abril do próximo ano, numa iniciativa do Plano Tecnológico da Educação, Portugal coloca-se no pelotão da frente, nesta iniciativa, a par com o Reino Unido e com o México.

Estamos convictos que este programa de instalação de tecnologias nas salas de aula vai ser rigorosamente acompanhado por uma sólida e alargada formação dos docentes (e não docentes!), numa preocupação efectiva de integração das TIC no currículo, no sentido de obter transformações no processo de ensino e aprendizagem com reais benefícios positivos para os alunos. (Algo que ainda está em estudo nos vários países, sem resultados suficientemente conclusivos!).

Porém, de acordo com a nossa experiência, constatamos que docentes e alunos mais “expostos” à utilização regular do quadro interactivo e ligação à Internet na sala de aula desenvolvem significativamente a sua “maturidade” em tecnologias – chamemos-lhe “e-Maturidade”, permitindo-lhes alcançar um melhor desempenho e um aumento de competências em TIC. Obviamente, a obtenção destes resultados com o uso mais correcto e criativo do Q.I implica que o docente domine múltiplas ferramentas de produção de conteúdos e que planifique cuidadosamente as sessões de aula, muitas vezes com imenso esforço e sacrifício.

Acrescente-se, contudo, que este estádio é atingido por poucos docentes, tendo em conta que o uso do Q.I. exige:
· treino regular, sistemático e gradativamente aprofundado;
· trabalho colaborativo assente na partilha de experiências, ideias e de recursos digitais interactivos;
· livre e permanente acesso a salas com quadros interactivos instalados;

· reorganização do funcionamento da gestão e administração dos espaços escolares;
· apoio, acompanhamento e regulação da actividade docente;
· tempo significativo para preparação de aulas, pesquisa e criação de conteúdos digitais;
· formação aprofundada fornecida por formadores especialistas com experiência.

Também, no âmbito da nossa comunicação, lançámos um claro desafio para a necessidade de se abrandar o ritmo alucinante que está a ser exigido às escolas e aos professores, resultante das inúmeras e rápidas alterações tecnológicas, de modo a podermos reflictir sobre o rumo do futuro da Educação, que denominámos de “Slow e-Education”, numa analogia ao movim
ento que tem vindo a espalhar-se pelo mundo: o “slow-food”. Para que futuro estamos a preparar as nossas gerações?! Que papel cabe à família? Que tempo se disponibiliza para o convívio, o ócio, os tempos livres, o desporto, as tradições?

Precisamos de “digerir”, organizar, sistematizar e integrar toda a informação que nos chega em catadupa, (re)definindo caminhos em segurança e com confiança.
Esta visão foi aplaudida e apoiada pelos presentes!

Tal como os gansos, podemos enfrentar “ventos contrários”.

Se nos mantivermos conectados e abertos à partilha de ideias, experiências, interesses, obstáculos e soluções, numa Comunidade de Prática (CdP), dificilmente perderemos o rumo e nos afastaremos dos nossos objectivos.

Aprendamos uma lição com os gansos…


quinta-feira, 27 de setembro de 2007

QISA2006... um ano depois.

No dia 14 de Julho de 2006, realizou-se o Workshop QISA2006 - quadros interactivos na sala de aula, na Universidade de Aveiro. Volvido pouco mais de um ano sobre esta iniciativa, desejamos dar a conhecer um relatório elaborado por um "observador" experiente, considerado o "pai" do ACTIVstudio, M. Peter Lambert:


This event was held at the University of Aveiro in Portugal with over 170 participants from all over the country. These participants were “activ” users from the Interact project, interested observers and potential purchasers together with individuals associated with various government departments/organisations. The opening session included welcomes from José Alberto Rafael, the Vice Rector of the University, Lucilia Maria Pessoa T. dos Santos, Presidente de Conselho de Gestão do CIFOP, Fernando Delgado from Project EduRia, Antonio Moreira, Project Interact moderator, José Paulo Santos, Interact project co-ordinator and Guillaume Chatagnon, BDM for Promethean.


The main objective of this event was for reflection about the functionality of IWB’s and their use in the classroom. There are currently two integrated projects in the Aveiro District, one is in Aveiro City Schools, (ria.edu) and the other project involves all the schools under the Teachers Training Centre, (Entre Paiva e Caima), The Interact Project. Each project was introduced by its coordinator. Professor Fernando Delgado, talked about the ria.edu project and made a positive evaluation of the results using ACTIVboards, stating the high involvment and motivation of students and teachers involved. This school district is the first in Portugal to introduce IWB’s into all classrooms. He also explained how they made the evaluation and why ACTIVboards were chosen.

The interact project was presented by it’s coordinator, Professor José Paulo Santos. The analogy “voo dos gansos’’ (flight of the geese) equates perfectly to spirit of the project, where the objectives are; teachers helping each other, sharing good practice and exchange of experiences. Professor José Paulo related generally the aims and targets of Interact. He emphasised that in a very short period of time the teachers involved in the project have produced a great deal of content in flipchart format for public use. For the duration and to aid communication of the project, a blog was created (www.interactsite.blogspot.com) and also a portal that was officially launched at the event (www.interactportugal.com)

Concluding this session, Promethean representative, Guillaume Chatagnon, spoke about the importance of projects like Interact, and he complimented Professor José Paulo on his hard work, spirit of initiative and the important role as leader of Project Interact.

After the opening remarks delegates attended one of six parallel sessions, five of which were showing best practice using Activboards at different school levels:
  • Pre-School
  • Primary
  • Middle School
  • Secondary Science
  • Secondary Language and Literature
  • Activboard software demonstrations, Activlingua and other complementary software.
All sessions were well attended and it was particularly encouraging to see the enthusiasm generated by teachers showing teachers what the Activboard and its relevant software were capable of. This is more powerful than any sales demonstration can be!


Between demonstrations in the Activboard demonstration room, I was able to sit in on some of the sessions. My Portuguese language skills leave much to be desired, but I could judge the quality of the presentations by observation of what was happening on the board. All presenters had an excellent grasp of the software and were exploiting its capabilities. As always with inspirational teachers new ideas and techniques were shown to great effect. What was particularly impressive was that the teachers in the Primary and Middle school rooms had brought some of their children in to the demonstration. What better way to show how the Activ classroom engages pupils at this age range! It was interesting to note that these pupils had no fear of using Activprimary software and their control of the pen illustrates how important this motor skill is.

Without exception, every child that wrote on the board using the pen, rested his/her other hand on the board surface. This of course, is impossible to do whilst using a Smartboard.


Despite the language barrier, I was able to pick up an interesting point.
Activprimary has yet to be translated into Portuguese, this wasn’t a problem for the pupils!
In fact, one teacher remarked that her pupils had vastly improved their English vocabulary, because they were learning all the names of the animals and characters in the clipart library! These sessions were repeated in the afternoon.

There followed a Plenary session.

In the closing plenary, Drª Maria João Loureiro and Drª Isabel Cabrita (Educational Technologies department, Aveiro University), expressed their appreciation of the work/presentations in each the sessions, praising the quality of the presentations given. They stated that IWB’s (and importantly) the associated software involved is a good tool for both teachers and students, increasing motivation, leading to a change of classroom practices and a higher level of interactions between teacher/students and student/students.

Professor Arsélio Martins (Escola Secundária José Estêvão), although recognising many positive aspects using ACTIVboard in Maths, extolling the accuracy and speed of the ACTIVboard, together with the Maths tools which are far better than any of the competitive products that he had evaluated, stated that using technology is less important than the reflection about their impact on the Teaching and Learning process. He concluded by saying IWB’s are not the only tool, but are an important and valuable tool for teachers and students to use, enabling teachers to innovate and not to follow routine. They should be prepared to explore possibilities and use it with creativity and innovation.

Engº António Pereira, Director of Entre Paiva e Caima Teachers Training Centre, reinforced the importance of these kind of initiatives and applauded the positive contribution that the output this project is already giving, saluting the coordinator Professor José Paulo Santos for the success achieved to date.

Dr. António Moreira presented the final summary and concluded the event. The event was evaluated using Activotes and the success of the event was reflected in the very positive feedback.

Project Interact, although relatively small compared with the scale of the country, has had a very positive impact on all the participants, but will have a greater impact on the wider educational community throughout Portugal, because of the dedication and enthusiasm of all involved, but particularly José who has been an inspirational co-ordinator.

A very satisfying day for me personally, because it showed that best practices may be achieved in a relatively short period of time. All teachers involved are to be congratulated on their dedication and effort to master the technology and use it as an effective teaching tool. Decitrel our partners in Portugal, provided excellent technical expertise, support and setup.


14th July (Julho) 2006
Peter Lambert
Business Development Manager Promethean

Resultados de inquérito "Investimento em QI"

Ao longo de algumas semanas, na área "Diga-nos se...", neste blogue, inquirimos os nossos visitantes, procurando saber "Como considera este investimento em Quadros Interactivos pelo Ministério da Educação". Eis os resultados:


terça-feira, 18 de setembro de 2007

Quadros ACTIVboard da Promethean em Atlanta (EUA)

Tal como se pode verificar neste vídeo, filmado numa escola de Atlanta, nos Estados Unidos, o ambiente de sala de aula já não é o que era antigamente...
Porém, no âmbito do Projecto Interact, em Portugal, esta realidade existe!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

O Olho Mágico no Brasil...



O Projecto "Interact - Quadro Interactivo na Sala de Aula" e o seu blogue, desde a sua génese, procuraram a criação de parcerias, a partilha e colaboração entre escolas, entre professores, nacionais e estrangeiros. Com uma "rede social" bem mais abrangente, porque é visitado por pessoas oriundas dos quatro cantos do mundo, os contactos e os contributos vão surgindo para alargar os nossos horizontes e aumentar a nossa experiência. Em vários países, tais como o Reino Unido, os Estados Unidos (com elevada taxa de implantação), o Canadá, a França, a Espanha, a Alemanha, o México, entre outros, a utilização dos quadros interactivos em contexto de sala de aula tem-se revelado uma interessante e útil solução para o desempenho do docente e para uma maior motivação e atenção dos alunos.

É com muito prazer que hoje abrimos espaço a um outro olhar... Um olhar do Brasil:


A Prof. Maria do Carmo Ferreira Xavier é professora há 7 anos em cursos de línguas no Rio de Janeiro. Actualmente, conclui a sua especialização em Língua Inglesa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ).


"Um filme de Walter Salles. Pense num. Não lembra o nome? Tudo bem. Mas lembra-se das imagens, com certeza... Sim, porque as imagens de Walter Salles são como as imagens de Win Wenders, e do tão aclamado Céu de Lisboa – inesquecíveis. O que vem à sua mente, então? Grandes regiões áridas, cenários mornos, tons de terra, a vegetação do serrado, pobreza... e... salas de aula, certo? Sim, muitas salas de aula, milhares de alunos, professores bem treinados, recursos fartos... Infelizmente, não é bem assim. Contraditório demais. Os objetos que compõem o cenário da educação no Brasil são todos da mesma natureza, e estão solidamente ligados aos componentes dos lindos filmes do cineasta brasileiro. Observar o Brasil, nesse sentido, é como contrastar ouro e prata e ao final de todo o processo dizer que os dois têm a mesma origem. Será que isso é possível? Mais do que uma terra de diferenças, a antiga Terra de Santa Cruz, tão aclamada por seus recursos naturais, é, antes de tudo, uma terra de ambiguidades: distribuição de renda desproporcional e níveis de desenvolvimento tão distintos quanto as próprias regiões brasileiras. Distanciam-se na diversidade cultural; aproximam-se na exclusão e na crise.

Descrever uma sala de aula brasileira não é tarefa nada fácil.

Do que estamos falando, afinal? Das cadeiras acolchoadas e dos aparelhos de ar condicionado das escolas da Zona Sul carioca, ou da terra riscada com os gravetos de Paulo Freire? Dos lindos laboratórios de informática das universidades paulistas, ou das paredes feridas por tiros e mesas quebradas das favelas? Falar de educação no Brasil é afrontar as próprias crenças, os modelos aprendidos, um exercício constante de desconstrução.

Mas o que tudo isso tem a ver com o quadro interativo, afinal? Há espaço para a tecnologia no meio de tudo isso? Diferentemente do professor que trabalha em escolas de ensino fundamental e ensino médio, aquele que trabalha em escolas de idiomas, tem em suas mãos o ofício de um garimpeiro às avessas. O garimpeiro é aquele que trabalha à cata de metais e pedras preciosas, o profissional das lavras diamantinas. São homens que passam o dia procurando metais nos fundos dos rios brasileiros. Com uma peneira eles separam as pedras. Enquanto as boas são guardadas numa pequena bolsa que ele carrega na cintura, as sem valor são devolvidas ao leito do rio, fadadas a perpetuar sua existência de pedra. O professor de escolas de idiomas tem o desafio de fazer o inverso. Ao lançar sua peneira no rio, ele recolhe toda e qualquer pedra sorteada. Em outras palavras, trabalhamos num sistema alternativo, onde recebemos todo tipo de aluno, de toda classe social. Tenho turmas onde estudam psicólogos e frentistas (profissionais de postos de gasolina) – históricos completamente diferentes, referências tão díspares quanto o próprio cenário econômico do país. Duas realidades unidas pela necessidade de falar inglês, facilitada pela presença do quadro interativo.

Se vivemos a era da comunicação, da autonomia, do ensino colaborativo, vivemos também a era da democratização do saber através de uma única rede. Esses mesmos alunos, separados por tantas questões, passam a desenvolver, juntos, fóruns para tratar de assuntos relacionados às suas vidas, escrevem blogs para que os outros leiam – na sala de aula interativa eu não diria apenas que o aluno tem voz, mas QUALQUER aluno tem voz. O quadro interativo abre uma porta em que o olhar não está mais nas páginas de um bonito livro de páginas enceradas e fotos que ilustram a realidade dos que detêm o poder econômico. Os olhos deste aluno estão voltados para o mundo, com todos os seus contrastes, problemas e, melhor do que nunca, possibilidades.

O quadro interativo passa a ser como um olho mágico*, que nos permite responder, finalmente, à pergunta: quem está lá fora?"

* o "olho mágico" é aquela lente que se coloca na porta de entrada nas nossas casas para vermos quem toca à campaínha, no exterior.

sábado, 4 de agosto de 2007

Um olhar interpretativo

Sou educadora de infância, há 28 anos, e trabalho num jardim-de-infância da Rede Pública (Jardim de Infância de Macinhata – S. Pedro de Castelões).

No ano 2005, integrei no Projecto “Interact - quadro interactivo nas salas de aula”, com uma equipa multidisciplinar, com vista a divulgar as boas práticas e a reflectir sobre as experiências e práticas pedagógicas.

Nessa altura, frequentava o Mestrado na Área de Supervisão e Coordenação em Educação numa Universidade do Porto.

Quando aceitei integrar este projecto, pensei unicamente no pouco tempo que dispunha. Mas, tratava-se de um projecto arrojado, inovador, capaz de aliciar qualquer profissional em prol do “rejuvenescimento” do sistema educativo actual. Era uma oportunidade única de transformar as práticas educativas dentro da escola através de produção e partilha de conteúdos digitais interactivos.

E foi assim que um grupo de 15 crianças (de 4 e 5 anos de idade) e a educadora de infância foram criando estratégias para a estruturação dos flipcharts com espírito de inovação, experimentação e avaliação. Sempre apoiada no currículo de Educação de Infância, privilegiaram-se experiências que concediam às crianças tempo, espaço e oportunidades de jogo para explorarem e desenvolverem as suas ideias acerca do mundo e extraírem delas um significado. Esse mundo (tecnológico) que incessantemente muda, pressupõe desafios, constantes desafios! E para os vencer, as crianças têm necessariamente de ser educadas com experiências criativas e imaginativas, proporcionando oportunidades interactivas. Já McKeller (1957) referia que “o processo criativo envolve selecção, raciocínio e uma reflexão séria. Envolve condensar a informação perceptual e dar-lhe uma nova forma”.

Foram assim concebidos e construídos os flipcharts, em número suficiente e exigido no cumprimento do dever.

Mas, fazendo uma retrospectiva à origem do meu estudo – Portfolios na educação pré-escolar – uma abordagem supervisiva de investigação – acção – formação que, por si só, foi considerado de natureza invulgar tendo em conta o público a que se destina (3, 4 e 5 anos), e ainda presenteado com o Projecto Interact, numa perspectiva sistémica e numa conjuntura favorável que reforça a mudança e a inovação educativa. Assim, o presente estudo revelou novas competências quer ao nível do portfolio como estratégia de avaliação alternativa e autêntica quer ao nível de produção de conteúdos interactivos, em crianças de educação de infância. Sem dúvida, bastante inovador!

Um ano e meio depois, o meu posicionamento dentro do projecto ainda se mantém.

Curiosamente, foi apresentada a hipótese de instalar um quadro interactivo, no espaço estabelecido para a apresentação da minha dissertação, de forma a mostrar as potencialidades do quadro e, concomitantemente, o conteúdo do material interactivo.

Foi o que aconteceu. Numa das conversas informais com o coordenador do Projecto Interact Dr. José Paulo Santos, foi-me proposto a possibilidade de instalar um quadro interactivo na Universidade Portucalense – Infante D. Henrique, para a apresentação da Dissertação, caso a coordenadora do curso do Mestrado autorizasse. O tempo foi passando e o facto veio a consumar-se. Confesso que me senti enaltecida por apostarem no meu trabalho. Não senti receio ou instabilidade em todo este processo. A forma como o coordenador enfrenta e resolve as situações ou problemas transmitiu-me estabilidade e segurança. Senti também que tinha que o manter informado no desenrolar do processo de instalação, uma vez que ele estava ausente.

Imagino quanto foi difícil a longa distância e, em cumprimento de deveres profissionais, corresponder às minhas solicitações de instalação do quadro que se adivinhava para mais tarde.

Não sei como manifestar a minha gratidão perante alguém que com o seu empenho, responsabilidade e dedicação ainda se preocupa em ajudar a “brilhar” os que permanecem em seu redor. E também àqueles que prestam serviços na empresa em causa.

Ainda na sequência dos bons serviços prestados, a Universidade Portucalense pôs à disposição um técnico de informática, caso fosse preciso, antes e durante a apresentação. Este, surpreendido com tal ferramenta não resistiu a fazer algumas perguntas, rápidas e pertinentes.

A apresentação da tese foi previamente preparada em flipchart usufruindo das funcionalidades do quadro.

Perante uma assembleia e um júri composto de três elementos: Professora Doutora Alcina Manuela Oliveira Martins, Coordenadora do Curso do Mestrado em Supervisão e Coordenação da Educação, na Área de Especialização Pedagógica, a Orientadora da tese, Professora Doutora Maria José Sá Correia e a Professora Doutora Maria Manuela Abrantes, na qualidade de minha arguente e especialista da Área de Supervisão Pedagógica, defendi a investigação supervisiva, quer no enquadramento teórico quer na investigação empírica. O segundo volume apresentava anexos (documentos comprovativos, instrumentos de trabalho, e quatro CDs, sendo um deles os flipcharts (em PDF), realizados ao longo do ano lectivo.

No decorrer da apresentação foram feitas muitas perguntas e, entre elas, sobressaiu uma baseada numa citação de Iram Siraj – Blatchford,( 2004) onde refere que “… os computadores parecem funcionar como «facilitadores sociais», nos contextos da Educação de Infância…”

Será que, por vezes, não funcionam como «inibidores sociais»?

Existem dados que revelam a utilização de novas tecnologias em crianças de educação de infância e num currículo equilibrado. A qualidade de interacção é elevada, sobretudo no que diz respeito ao comportamento cooperativo. Estas novas tecnologias contêm, sem dúvida, um grande potencial no encorajamento no trabalho de grupo e no desenvolvimento social. Além de desenvolver a aprendizagem, pode ser especialmente útil para fornecer os meios para atrair as crianças desmotivadas pelo currículo académico. Também são utilizadas em crianças com falta de concentração.

Em acto conclusivo: a experiência foi única e com resultados brilhantes… Valeu a pena discutir novas metodologias e aceitar desafios,

“… desenvolver com os seus alunos um tipo de relação susceptível de integrar e valorizar as diferenças, de lidar com as insatisfações e com as inquietações e de mudar, na prática e pela prática, paradigmas pedagógicos que respondem mal às aspirações dos jovens de hoje. São eles que podem, ou não, criar atmosferas em que os alunos aprendam a sentir o desafio das dificuldades e a alegria de as superar. São eles que podem, ou não, fazer com que os alunos aprendam a apreciar e a praticar) a solidariedade, o saber e a cultura. (…) São os professores que…podem, ou não, fazer com que a escola fique no lado das nossas memórias” (Fernandes Domingos (1994) apud Balancho, Maria José s/d,p.5).

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Bibliografia

· BALANCHO, Maria, COELHO, Filomena, (2002). Motivar os alunos – Criatividade na Relação Pedagógica: Conceitos e Práticas. Porto: Texto Editora.

· MCKELLER, P. (1957). Imagination and Thinking. London: Cohen and West.

· SIRAJ – BLATCHFORD, J.(2004). Manual de Desenvolvimento Curricular para a Educação de Infância. Lisboa: Texto Editora.


Fernanda Alves