quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Projecto Interact com "Sabor a Chocolate"

"O conhecimento constrói-se partilhando", poderia bem ser o slogan do Projecto Interact que, desde a sua génese, se tem preocupado em promover junto das escolas e professores esta necessidade de partilhar o que conhecemos e sabemos.

Neste percurso, alunos, professores, pais e encarregados de educação envolvem-se nesse desejo de fazer mais e melhor pelo ensino, dando um novo fulgor ao acto de aprendizagem.

Hoje, damos destaque ao excelente trabalho que vem sendo realizado nas Escolas do Projecto INTERACT, do Pré-escolar e do 1º Ciclo do ensino Básico: Jardim de Infância de S. Geão e EB1 de Castelo de Paiva Nº 2. Graças a um elevado esforço, trabalho, empenho, dedicação e criatividade e inovação à mistura, alunos e professores vão explorando as inúmeras potencialidades do Quadro Interactivo ACTIVboard e do software premiado ACTIVprimary**.

Inspiremo-nos neste vídeo (com pouco mais de 13 minutos) realizado no final do ano lectivo 2006/2007...



Descubra outros vídeos como este em INTERACTiC 2.0


Era uma vez

Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada...

Era uma vez
A riqueza contra
A simplicidade
Uma mostrando prá outra
Quem dava mais felicidade...

Prá gente ser feliz
Tem que cultivar
As nossas amizades
Os amigos de verdade
Prá gente ser feliz
Tem que mergulhar
Na própria fantasia
Na nossa liberdade...

Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem haver
Quem já foi criança um dia...

Era uma vez
Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada...

Era uma vez
A riqueza contra
A simplicidade
Uma mostrando prá outra
Quem dava mais felicidade...

Prá gente ser feliz
Tem que cultivar
As nossas amizades
Os amigos de verdade
Prá gente ser feliz
Tem que mergulhar
Na própria fantasia
Na nossa liberdade...

Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem haver
Quem já foi criança um dia...

(Toquinho)



**(conquistou duas edições do Worlddidac Award, na categoria inovação e excelência, concedido pela Fundação Worlddidac.)

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Meilleurs voeux à tous
À l'occasion du temps des fêtes, rien n'est plus agréable que de festoyer avec ceux qu'on aime. Beaucoup de bonheur, de douceur et de sérénité pour la Nouvelle Année, ainsi que la réalisation des projets les plus chers!
Joyeux Noël!

May the miracle of Christmas fill your heart with warmth and love.
Merry Christmas!





Foto: http://ca-vallet.net/natal2003_musica.html

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

RESUMO DAS INTERVENÇÕES NAS 12ª JORNADAS PSICOPEDAGÓGICAS DE GAIA

RESUMO DAS INTERVENÇÕES NAS 12ª JORNADAS PSICOPEDAGÓGICAS DE GAIA

As Novas Tecnologias e a Educação

29 e 30 de Novembro 2007


São estas as conclusões dos trabalhos apresentados ao longo dos dois dias das Jornadas:

Na abertura da sessão, o Sr. P. Manuel António Rocha, Director Pedagógico do CIC, usou da palavra começando por questionar se deve ou não a informática estar centrada no ensino e se dá resposta às questões da educação. Continuou a sua intervenção referindo o antes e o hoje, da constante evolução das novas tecnologias, como auxiliar eficaz do trabalho do professor, mas sem que este perca de vista o primado da pedagogia sobre a tecnologia. Sendo as novas tecnologias uma ferramenta importante para o docente, peça fundamental e imprescindível no processo de ensino aprendizagem, não podem, no entanto, ser vistas como a solução última de todas as problemáticas da educação.
Concluiu agradecendo a presença do Sr. P. José Barros de Oliveira, como membro da Comissão Científica destas Jornadas, e do Sr. P. João de Freitas Ferreira, Presidente das mesmas.


Na primeira conferência, a cargo do Prof. Bento Duarte da Silva, do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho, subordinada ao tema TIC e Educação: um Desafio para os Professores, o orador centrou a sua comunicação em seis eixos fundamentais, a saber:

1-Formação estruturante das tecnologias;
2- Que tipo de novas tecnologias;
3- Qual a essência da tecnologia;
4- Quais as repercussões das TIC na organização escolar e curricular;
5- Vivência num “novo mundo educacional”;
6- Desafios para os professores.

Começou por apresentar uma visão diacrónica da evolução da comunicação, desde o “Homo Loquens” e “Homo Pictor”, que remontam há 50.000 anos, até aos modernos tempos da Internet, a denominada comunicação ambiente virtual, não esquecendo as outras etapas como a escrita, a imprensa/telégrafo e os microprocessadores, remontando estes, respectivamente, a 4000 anos, aos séculos XV/XIX e à década de 70/80, do século passado.
Não se pense, continuou o orador, que estas etapas funcionam como compartimentos estanques, mas a sua interligação é fundamental para o processo comunicativo.
Nem mesmo as gerações actuais, marcadamente influenciadas por uma formação tecnológica, são apologistas de uma comunicação unicamente à distância, pois continuam a privilegiar a primitiva forma de comunicação que remonta aos primórdios da Humanidade.
Referiu que a era da digitalização não pode ficar arreigada a guetos tecnológicos, impeditivos de uma compatibilidade de comunicação, mas tem de centrar-se numa rede comunicativa universal.
Concluiu a sua intervenção salientando que não existe tecnologia que resolva os problemas. Temos de ser competentes no domínio do saber e do saber tecnológico para podermos dar respo
sta às necessidades da educação.
Tal como o deus romano Janus que possuía duas cabeças, uma voltada
para o passado e outra para o futuro, também nós devemos viver o presente, alicerçados num passado com os olhos postos no porvir.


No primeiro Simpósio do dia, intitulado “Geração Net”, da responsabilidade dos professores Teresa Restivo, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Jacinta Paiva, da Universidade de Coimbra e João Sousa, do Instituto Politécnico de Bragança, a primeira oradora centrou a sua intervenção na evolução do “Homo Sapiens” até ao “Homo Digitalis”, com a introdução na vida diária dos computadores. Alertou para a forma como se pode, através dos e-mails, contribuir para a melhoria da utilização correcta da linguagem escrita por parte dos alunos. Sugeriu que isso pode ser feito através de sínteses, respostas a questões e mobilização de troca de mensagens com os docentes.
Referiu o perigo dos tradutores automáticos que, dada a sua insensibilidade, conduzem não raras vezes à desvirtuação da mensagem e salientou a necessidade de sermos autocríticos, não aceitando, de ânimo leve, as propostas das novas tecnologias da comunicação.
Depois de apresentar as várias ferramentas ao dispor do professor, question
ou as expectativas que se centram neste, salientando a necessidade de ele dominar essas ferramentas, de as colocar ao serviço do ensino de modo construtivo, que encontre tempo para todas as actividades e que realize um “esforço cooperativo” para com todos os que integram este novo mundo tecnológico.
A professora Jacinta Paiva, de forma fluente, destacou a necessidade de usarmos as ferramentas e as informações com sentido crítico. A solução não está em apresentar os mesmos conteúdos com roupagem diferente, mas em encontrar formas aliciantes de aprendizagem.
A finalizar este Simpósio, o professor João Sousa referiu-se ao posicionamento dos professores diante das novas tecnologias, salientando a posição apocalíptica, assumida por uns, e a posição integrada, defendida por outros. Se na primeira alguns docentes perspectivam o fim do ensino, a preguiça intele
ctual e a destruição do tecido social, na segunda, outros visualizam as ferramentas salvadoras, a criação de novas formas de pensamento e a salvação da democracia e duma nova economia. Impõe-se, no seu entender, o estabelecer de um ponto de equilíbrio que uma indispensável capacidade crítica proporciona.
A utilização das novas tecnologias não devem ser o resultado de modas, de pressões externas e/ou internas, de mera curiosidade, mas um desejo de fazer melhor.


No início do 2º dia de trabalhos, os professores João Paiva, da Universidade de Coimbra, Eurico Carrapatoso, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, e Eduardo Machado, do Instituto Politécnico de Leiria, abordaram a temática “Aplicações e integração das tecnologias no processo de ensino aprendizagem”.
O professor João Paiva começou por referir que as novas tecnologias não resolvem de “per si” nenhum problema educativo, podendo ser mesmo perniciosas se não envolverem uma forte componente afectiva. Importa, acima de tudo, estabelecer um ponto de equilíbrio entre o antes e o depois, já que a solução dos problemas educativos não está nos professores “pratrasex” nem “prafrentex”. Prosseguiu a sua cativant
e intervenção afirmando que as tecnologias não são o elixir dos problemas da escola, pois sem trabalho, sem esforço, sem dedicação não há sucesso educativo. Facilidade raramente é sinónimo de felicidade. Concluiu a sua intervenção referindo que a acção do professor tem de ter em conta o carácter profissional, mas , também, a vertente amadora, entendendo-se por esta a atitude do verdadeiro amante daquilo que faz.
De seguida o professor Eurico Carrapatoso salientou a necessidade de os professores e
starem preparados para os desafios das novas tecnologias, dada a crescente evolução dos alunos neste domínio. Apresentou, de seguida, alguns quadros com aplicações dessas novas tecnologias, enfatizando a importância que as mesmas têm na actualidade.
Por último, o professor Eduardo Machado destacou a aplicabilidade das novas tecnologias no ensino da matemática e nas virtualidades que elas possuem na progressão da aprendizagem.


No espaço reservado às comunicações livres o professor Daniel Sa
mpaio, da Escola Secundária João Gonçalves Zarco, de Matosinhos, e a professora Maria Augusta Nascimento, da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra, fizeram a apresentação do projecto de Portal Professor Digital, que tem como objectivo integrar as ferramentas Web 2.0 como suporte para a construção e partilha de conhecimento docente, possibilitando a troca de serviços e produtos, assim como a colaboração entre os seus utilizadores, criando a interacção e dinamização de comunidades virtuais, de forma a promover a construção colaborativa de conhecimento e o desenvolvimento profissional.
Por sua vez, o professor José António Moreira, Presidente da Escola Superior de Educação Jean Piaget/Nordeste, referiu a necessidade de proporcionarmos mais e melhores oportunidades à comunidade educativa, em consequência das profundas mudanças sociais, económicas e culturais verificadas na sociedade, desenvolvendo programas de ensino à distância que coloquem o enfoque na aprendizagem, pois, no seu entender, os ambientes virtuais são hoje um recurso pedagógico fundamental no processo de ensino/aprendizagem. Para tal, considera fundamental que os professores devam aprender estas novas tecnologias sem medos, mas nunca fazendo delas o seu substituto: 0”Sempre a máquina para o Homem e nunca o Homem para a máquina”.


Na Conferência final, da responsabilidade do Doutor Duarte Costa Pereira, da Universidade do Porto, intitulada “Tecnologias e Cidadania” o orador salientou a interligação da ciência às tecnologias, considerando-as mesmo descendentes daquela e que acabam por ter um impacto directo e frutuoso no comportamento do Homem na sociedade.
Abordou a complexa relação entre escola/governo/sociedade e salientou as várias “modas” da Educação Científica, ao longo dos séculos.
Para percebermos como é a ciência actual, e as influências que vai ter sobre as tecnologias, temos de compreender a sociedade dos nossos dias.

Esta é muito diferente da de antanho, porque é baseada em organizações de onde emergem novas disciplinas como o domínio pessoal, os modelos mentais ou as aprendizagens em equipa.
A relação entre ciência e sociedade é muito influenciada pela contextualização, pela transdisciplinaridade, pela produção em rede e pela migração conceptual.
A escola dos tempos modernos não deve continuar a formar o conhecedor passivo, mas o aprendedor pró-activo.


Ao longo destas Jornadas, e tomando por base a percepção que nos restou da intensa e interessada participação dos professores nos vários workshops, da responsabilidade do professor Luís Valente, da Universidade do Minho, na Plataforma Moodle, do professor José Paulo Santos, do Centro de Formação de Entre Paiva e Caima, nos Quadros Interactivos, e do professor José Manuel Pinto, da Porto Editora, na Escola Virtual, estamos convictos que, apesar de um grande número dos participantes pertencerem à denominada “geração sandwich”, a incompatibilidade entre o “Homo Sapiens” e o “Homo Digitalis” não existe e de que os professores tudo farão para tornar o acto de ensinar e aprender mais profícuo, mais moderno, mais eficaz, mas nunca menos humanizado.


Diríamos, em jeito de conclusão, e atrevendo-nos a apresentar a nossa própria visão, que as novas tecnologias, sendo muito úteis no processo educativo, tornar-se-ão inócuas se relegarem para plano secundário a intervenção ajustada, calorosa, crítica e afectiva do “Homo Loquens”.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Potencialidades dos Quadros Interactivos na Educação

Apresentação realizada no âmbito do Seminário "Utilização Educativa de Quadros Interactivos", promovido pelo Centro de Competência CRIE da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, ontem, dia 13 de Dezembro 2007.

Para mais informações detalhadas, consultar a página do CRIE da FCUL.




segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Nãããooo? Porquê?!


Have you used your

Interactive Whiteboard today?
No?
Why?


Tu as utilisé ton Tableau Blanc Interactif
aujourd'hui?
Non?
Pourquoi?


Seminário "Utilização Educativa de Quadros Interactivos"


A convite do Centro de Competência CRIE da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o Coordenador do Projecto Interact, José Paulo Santos, do Centro de Formação de Entre Paiva e Caima, orientará um momento de reflexão e de discussão sobre as Potencialidades dos quadros interactivos na Educação, no próximo dia 13 de Dezembro 2007, a partir das 14.30 horas, no anfiteatro 8.2.47, na FCUL.

"No quadro do Plano Tecnológico para a Educação, as escolas encontram-se a ser equipadas com quadros interactivos com o objectivo de as dotar de recursos que possam dar um contributo para melhorar o ensino e a aprendizagem. Este esforço deve ser acompanhado de uma análise das potencialidades e das implicações dessa tecnologia que permita encontrar orientações claras de natureza pedagógica para que dessa forma constitua um elemento de inovação e não mais uma 'moda' a acrescentar a tantas outras que têm inundado as escolas. Este Seminário propõe-se constituir um momento de análise e de reflexão acerca das potencialidades, implicações e dificuldades de integração dos quadros interactivos nas práticas dos professores."

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O que dizem os investigadores às crianças sobre as TIC

Este conjunto de entrevistas realizadas por crianças a investigadores bem conhecidos, durante o evento Challenges 2007.

Vale a pena ver e ouvir...

Programa e.escola recebe "Best European Project Award 2007"

O Programa e.escola foi premiado com o "Best European Award 2007", pela Toshiba Internacional. Assista à cerimónia pública que decorreu no dia 14 de Novembro 2007.




Mais informação na
página do Plano Tecnológico
e na página da Toshiba Portugal

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

O quadro interactivo é uma nova janela para o Mundo

Para muitos alunos e professores, o quadro interactivo tem sido uma nova janela aberta para o mundo. Parte-se à aventura, em busca do conhecimento, e regressa-se à sala de aula com imensas perspectivas, inúmeras ideias. Graças à tecnologia e a novas abordagens dos conteúdos curriculares, é possível envolver as turmas em projectos de exploração dos mais variados temas e assuntos, discuti-los, seleccioná-los, reconstrui-los e partilhá-los...

Estão os professores preparados
para abrir a janela?


quinta-feira, 22 de novembro de 2007

SERA imediato, rápido e fácil!

"If you don't keep score, you're only practicing." - Vince Lombardi


Os Sistemas Electrónicos de Resposta da Aprendizagem (SERA) são dispositivos que nos permitem regular a evolução da aprendizagem dos intervenientes no processo. Em contexto de sala de aula, o professor pode promover a utilização deste sistema para verificar os níveis de conhecimento ou de apreensão de determinados assuntos ou conteúdos na sua disciplina.
Os SERA utilizados no Projecto Interact, nas várias escolas envolvidas, desde o pré-escolar ao ensino secundário, são os ACTIVote. Através da comunicação por radio-frequência com o quadro interactivo ACTIVboard da Promethean, podemos interagir com os desafios propostos. Cada aluno responde às questões, clicando nas teclas do dispositivo.

Certamente já todos experimentámos dificuldade em saber se o aluno A ou Z esteve ou não concentrado na aula. Em turmas de 25 ou 30 alunos, parece-nos extremamente difícil termos uma noção exacta sobre a evolução da aprendizagem de cada um, em cada sessão. Imaginemos, pois, a possibilidade de obtermos, em cada aula (no início, durante e no fim), uma resposta imediata sobre esses conhecimentos prévios e os que vão sendo adquiridos ao longo desse momento de aprendizagem...

Os SERA cativam, envolvem, integram e incentivam os alunos para e nas as actividades, assegurando a participação de TODOS numa mesma sessão e tornando a aprendizagem mais individualizada, participada e interactiva.

Dependendo muito da criatividade e dos objectivos de cada professor para um determinado tema do currículo, múltiplas são a formas de utilização dos SERA no processo de aprendizagem.

Para o aluno, a obtenção instantânea e imediata dos resultados sobre a sua própria aprendizagem, leva-o a confrontar-se com as suas dificuldades e sucessos neste ou naquele percurso e oferece-lhe a possibilidade de rever conceitos ou de aprofundar outros.


Para o professor, a obtenção fácil e imediata desses dados permite-lhe recuar ou avançar no processo de ensino e analisar a progressão dos alunos TODOS na aprendizagem. Pode, também, desenvolver momentos enriquecedores de debate e de discussão sobre aspectos mais relevantes dos conteúdos leccionados ou a leccionar, questionando os alunos e pedindo-lhe que justifiquem os seus pontos de vista ou opções.

Nas várias observações que temos realizado junto de várias turmas e a partir de testemunhos de professores e alunos, nas escolas deste Projecto, podemos adiantar algumas conclusões:
  1. uma correcta e integrada utilização desta tecnologia no processo de aprendizagem permite um maior rigor na análise da progressão de cada aluno;
  2. todos os alunos se sentem mais envolvidos nas actividades e têm plena noção da necessidade de se manterem concentrados ao longo de toda a sessão, dado que há momentos de regulação das aprendizagens;
  3. o professor não sente o peso e o stress da clássica "correcção dos testes de avaliação" para, finalmente, conhecer os níveis de conhecimento dos seus alunos;
  4. na sequência do ponto anterior, o professor concentra mais o seu esforço e a sua energia na produção de recursos educionais digitais (RED) mais eficazes e atractivos;
  5. os SERA, em interacção com o Quadro Interactivo (áudio, vídeo, imagem, mapas,...), formam um conjunto tecnológico extremamente integrado para vários estilos de aprendizagem;
  6. a "avaliação" não é sentida como um momento de tensão e de suspense prolongado no tempo (os testes demoram a ser corrigidos!), e torna-se num processo natural de inclusão, de regulação, de responsabilidade individual e colectiva e de tomada de consciência partilhada sobre o grau ou nível de conhecimento de cada aluno e de cada professor;
  7. o professor conhece com maior eficácia o nível de dificuldade de todos os seus alunos e possui muito mais elementos ou instrumentos de análise para aferir o grau de exigência nas suas actividades lectivas;
  8. a maior parte dos professores necessitam de formação na área da interpretação de resultados e de análise dos dados, de modo a corresponder com maior precisão às necessidades e dificuldades dos seus alunos;
  9. é necessário construir ou criar actividades diferenciadas para os alunos;
  10. os SERA devem estar disponíveis junto de cada aluno para uso regular e integrado desta tecnologia nas actividades de sala de aula;
  11. a avaliação formativa torna-se muito mais frequente, na medida em que é rápida, inclusiva e motivadora. Todos os alunos podem aferir imediatamente a progressão (ou não) das suas aprendizagens, enquanto o professor obtém uma síntese diagnóstica do conhecimento de todos os alunos da turma, auxiliando-o na tomada de decisão quanto ao ritmo a incutir às aulas;
  12. (...)
Brevemente, daremos mais informações aprofundadas sobre as múltiplas aplicações dos SERA nas actividades e no processo de regulação das aprendizagens...

Assim, SERÁ imediato, rápido e fácil! ;-)


Nota: Licença. Pode: copiar, distribuir, exibir e executar a obra; criar obras derivadas, com a condição de indicar a fonte.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A história da luzinha...

Era uma vez uma sala de aula. Nessa sala, havia um belo quadro interactivo. Para que ele não se sentisse só, um lindo computador lhe dava vida, enquanto um altíssimo videoprojector iluminava o belo quadro interactivo pendurado na parede. As crianças e a professora dessa sala adoravam o belo quadro. Brincavam, trabalhavam, faziam tantas e tantas coisas... Escreviam, liam, aprendiam muito com o quadro interactivo. E o tempo foi passando... Que lindos eram os dias passados assim todos juntos! Porém, um dia, de manhãzinha, a professora e os seus alegres meninos ficaram muito, muito tristes. O altíssimo videoprojector tinha deixado de iluminar o quadro interactivo. Os meninos tentaram fazer tudo para lhe dar vida, mas a professora disse-lhes que já não havia nada a fazer: a luzinha do videoprojector tinha morrido...
A vida era tão alegre, tão divertida até esse dia.
As crianças ficaram tristes e quiseram partir em busca de uma nova luzinha com a sua professora. Fizeram muitos pedidos, mas ninguém os ouviu. Diziam as pessoas que a luzinha custava muito dinheiro e que não seria possível comprar uma nova. Também o quadro ficou abandonado, ali.
E assim termina a triste história da luzinha...



Infelizmente, esta história é verdadeira. Quando a lâmpada do videoprojector se apaga para sempre, as escolas têm dificuldade em investir cerca de 400 euros para aquisição de uma nova. Como resolver esta situação agora? Quantas luzinhas irão morrer mais?

Se o quadro interactivo é muito importante na sala de aula, não menos é o videoprojector. Este elemento é fulcral! A qualidade de projecção em condições de luminosidade intensa na sala deve ser tida em conta, tanto mais que poucas são as escolas que possuem estores de qualidade. Ou, então, terão de realizar as actividades em sala de aula na penumbra...

Além disso, como bem relata a "história da luzinha", que faremos nós quando as "luzinhas" forem morrendo?

O projecto Interact precisa de luzinhas... Quem nos ilumina?!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

12as Jornadas Piscopedagógicas de Gaia

Vai decorrer, no Colégio Internato dos Carvalhos, as 12as. Jornadas Psicopedagógicas de Gaia, nos dias 29 e 30 de Novembro, subordinadas ao tema: "As Novas Tecnologias e a Educação".

Consulte o programa aqui.
Página do Colégio.


quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Instalação de quadros interactivos sem critérios

O Concurso que foi lançado para "Atribuição de Equipamentos Tecnológicos para o Enriquecimento do Ensino e da Aprendizagem", nomeadamente em Matemática e Língua Portuguesa, visa "promover a melhoria das condições de trabalho nas escolas com 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e com ensino secundário. Tendo como finalidade o desenvolvimento das seguintes actividades:
  • apoio ao desenvolvimento curricular e à inovação;
  • apoio à elaboração de materiais pedagógicos;
  • apoio ao enriquecimento do trabalho em situação de sala de aula;
  • apoio a projectos educativos"
as escolas tiveram a oportunidade de submeter as suas candidaturas (durante o mês de Junho 2007), de modo a obterem os equipamentos contemplados num "pacote" indicado por menus. (ver Edital).

Na sequência desta iniciativa, muitas escolas escolheram os menus A e B, num evidente desejo de serem contempladas com quadros interactivos, levando o ME a investir "1.353,8 milhares de euros na aquisição de 1.628 quadros interactivos, 365 projectores de vídeo e 428 computadores de secretária, no âmbito do Plano Tecnológico da Educação." (+ info aqui)

Iniciado o presente ano lectivo, os quadros foram chegando às escolas e, de acordo com inúmeros testemunhos de professores de várias escolas, há equipamentos que ainda estão encaixotados; outros foram colocados em auditórios e em salas TIC. Parece-nos, a nós, que os órgãos de gestão e os coordenadores TIC foram "apanhados de surpresa", não lhes dando tempo para pensarem correctamente sobre o melhor local para as referidas instalações...

Ora, estamos convictos que esta tomada de decisão sobre o local de instalação é uma condição sine qua non para o sucesso na utilização daquela tecnologia. Por regra, o auditório e a sala TIC das escolas não estão atribuídas aos professores de Matemática e/ou de Português, ou outros, inviabilizando o acesso a estes professores...

Em 30 de Março de 2006 (ver arquivo), escrevemos um texto neste blogue sobre Alguns critérios gerais de instalação de quadros interactivos nas salas de aula, onde enunciamos algumas indicações práticas a ter em conta nesta fase tão importante para um uso adequado e correcto do Q.I. em sala de aula. Recomendamos a sua leitura.

A gestão e organização dos equipamentos é fundamental na escola e não pode, nem deve, obedecer a critérios aleatórios ou de simples conveniência, tais como este: "Instalamos o quadro no auditório, porque já lá existe um videoprojector..."

Bem, de facto, este é um critério...

O Q.I. não é uma tela de projecção!!!
As dimensões do quadro impedem uma boa visualização.
O Q.I. adapta-se a salas com menor dimensão.


quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Prémio Nacional do Professor para Arsélio Martins

Foto de Arsélio Martins
Imagem extraída do maravilhoso blogue(cast) Sons da Escrita


O Prof. Arsélio Martins foi premiado pelo mérito, pela dedicação e inovação ao longo da sua carreira. Este reconhecimento público merece destaque, pois há muito tempo apelamos à aplicação destas distinções para a actividade docente.
Ontem, dia 14 de Novembro de 2007, este docente, de 60 anos, da Escola Secundária José Estêvão, em Aveiro, foi justamente homenageado pelo seu percurso profissional e como postura pessoal perante os seus alunos e a comunidade.

O Prof. Arsélio, para o ensino da Matemática, usa também os quadros interactivos ACTIVboard da Promethean, como forma de motivação e de simplificação dos conteúdos curriculares.

O Projecto Interact felicita o colega por esta conquista e pelo epíteto agora recebido de "bom professor". Hip! Hip! Hip! Hourra! Hourra! Hourra!

Aproveitamos a ocasião para recomendar esta leitura neste blogue, onde levantamos a questão: "O que é um Bom Professor?"

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

I CONGRESSO do SECOND LIFE na EDUCAÇÃO no Brasil


Leia o press-release sobre este evento a realizar no Brasil:
Second Life e Educação serão temas
de Congresso e Livro

jogo no passado, hoje ambiente de ensino


O inovador I CONGRESSO do SECOND LIFE na EDUCAÇÃO será realizado por três empresas especialistas em tecnologia, informação e educação (ABCBranding, Dozen e Polivalente Tecnologia).

O Second Life embora conhecido por muitos, ainda é um mistério para boa parte dos internautas e profissionais de ensino.O objetivo do evento é de apresentar desde informações mais básicas do Second Life, até aplicações mais sofisticadas desse ambiente virtual. O Congresso acontecerá, inicialmente em São Paulo, no luxuoso auditório da Universidade Anhembi Morumbi, em 1 de dezembro de 2007 (sábado), das 14h00 as 18h00, na Rua Casa do Ator, 275 – Vila Olímpia - Sao Paulo/SP.

Simultaneamente ao Congresso será lançado, até que se comprove ao contrário, o primeiro livro no mundo sobre o SECOND LIFE com a temática educacional. O livro " SECOND LIFE e WEB 2.0 na EDUCAÇÃO" tem como diferencial toda a parte teórica a respeito, e também as vivências práticas dos autores João Mattar e Carlos Valente dentro desses ambientes.

Versão provisória da capa do Livro

O Congresso é inovador, pois permite ao congressista continuar explorando os temas depois do evento, através dos vários recursos interativos. Ou seja, o Congresso não terá início, meio e fim, mas terá o antes, durante e o depois.

Antes, através do BLOG em www.circulointerativo.com.br para acompanhar as últimas novidades do Congresso. Durante, com a infra-estrutura do Congresso rica em recursos de multimídia e de interatividade. E depois, com um ambiente de ensino virtual (e-learning), no ambiente Moodle, para acessar o conteúdo e o Fórum On-line das palestras apresentadas no evento. Adicionalmente se terá uma Central de Dúvidas dentro do Second Life, recursos de voz e vídeo possíveis de serem baixados num MP3 Player, e outras novidades.

Esse evento inovador está aberto para diversos públicos, não somente para Universidades Acadêmicas, como as próprias Universidades Corporativas. Ou seja, como o próprio Second Life é extremamente multidisciplinar, aborda tópicos de interesse para os vários profissionais interessados.

Esse é o momento de se atualizar!

Para mais informações aceda o site http://www.sleducacao.com.br

Veja o vídeo da entrevista ao Prof. Carlos Valente, um dos idealizadores desta iniciativa:


For more widgets please visit www.yourminis.com


P.S. - O Projecto Interact dá os votos de muito sucesso ao Prof. Valente e felicitações pela iniciativa do Congresso e do Livro.


terça-feira, 30 de outubro de 2007

A Web 2.0 em menos de 5 minutos...

Uma verdadeira experiência de aprendizagem!

Através deste vídeo, Michael Wesch, PhD, Professor Assistente de Antropologia Cultural na Universidade do Estado do Kansas, explora os impactos da tecnologia digital na interacção humana e vice-versa. Na ausência de palavras para explicar ou definir claramente a Web 2.0, o vídeo intitulado "The Machine is Us/ing Us." vem ajudar-nos a entender melhor a aparente complexidade da Internet de 2ª geração.

Wesch utilizou o CamStudio para captura de ecrã e o Sony Vegas para a edição (animações, zoom, corte,...)


terça-feira, 23 de outubro de 2007

Metodologias com "TIques"

No seguimento desta animação, encontrada no Youtube pela Inês Conceição, não resisti à oportunidade de lançar o seguinte tema de discussão:
Tecnologia ou Metodologia?

Desafiamos os leitores do blogue do Projecto Interact a deixar aqui o seu comentário, dando-nos a conhecer exemplos concretos observados na escola, que demonstrem:
  • a efectiva integração das TIC no currículo;
  • uma boa simbiose entre a tecnologia e a metodologia;
  • metodologias inovadoras e projecto pedagógico com as TIC.
(Será mais fácil encontrar uma agulha num palheiro? - dizia há dias um amigo...)

Já agora, e o quadro interactivo na sala de aula?!
Esta preciosa ferramenta tecnológica poderá facilitar
a simbiose entre as TIC e novas metodologias de ensino e aprendizagem?
Ou será que continuaremos com as mesmas metodologias com novos Tiques?

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By the time I watched the video below, I couldn´t help coming up with a next topic for discussion: Technology and Methodology?

We´d like to invite the readers of the blog Interact Project to leave your comments here, giving us to hear concrete examples observed in the school, showing:

* The effective integration of ICT into the curriculum;
* A good symbiosis between technology and the methodology;
* Methodologies and innovative educational project with ICT.

("Will it be easier to find a needle in a haystack?" - Said
a friend a few days ago...)

By the way, and the interactive whiteboard in the classroom? !
Could this valuable technological tool facilitate the symbiosis between the ICT and new methods of teaching and learning?
Or would teachers continue with the same methods but with a new
biased or empty approach?
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quarta-feira, 17 de outubro de 2007

e-Maturidade

Uma longa viagem de mil milhas
inicia-se com o movimento de um pé
Lao-Tsé, China Antiga [-570--490] Sábio

Realizou-se, em Londres, de 8 a 10 de Outubro, o ITiE Symposium 07. Estiveram presentes vários investigadores de renome, tais como Sir Geoff Hampton, Bridget Somekh, Maureen Haldane, Gemma Moss, Vanessa Pittard, Tom Greaves, Doug Brown, entre outros, como o famoso "America's Educator" Ron Clark, tendo sido apresentados estudos e experiências recentes na área das tecnologias interactivas na educação, nomeadamente, os quadros interactivos.

O Centro de Formação de Entre Paiva e Caima colaborou nesta partilha através de uma comunicação realizada pelo Prof. José Paulo Santos, Coordenador do Projecto “Interact – quadro interactivo nas salas de aula”, intitulada “Interact Project – the flight of the geese” (O voo do ganso).

Esta comunicação foi apresentada em língua inglesa, no primeiro dia do evento, em duas sessões de 45 minutos cada, entre as 14.15 e as 15.45 horas.

Foi muito gratificante darmos a conhecer um projecto em curso em Portugal, no âmbito da utilização de soluções interactivas nas salas de aula de escolas do pré-escolar ao ensino secundário, nos concelhos de Castelo de Paiva, Arouca e Vale de Cambra.

Nesta iniciativa internacional, foram apresentados os mais recentes estudos realizados com avaliações qualitativas e quantitativas rigorosas quanto ao impacto dos quadros interactivos no processo de ensino e aprendizagem, na mudança de práticas e nas metodologias de ensino.

Tal como já temos vindo a constatar no âmbito do Projecto Interact, o quadro interactivo pode desempenhar um papel fundamental na integração das TIC no currículo. Porém, não é propriamente pela sua presença na sala de aula que tudo acontece… É um passe de magia lento, corajoso, persistente e árduo. Embora a sociedade e o mundo da informação e da tecnologia exijam transformações aceleradas, não podemos esquecer que nos confrontamos com um ensino tradicional, com práticas seculares…

Com a instalação prevista de 9000 quadros interactivos nas salas de aula até Abril do próximo ano, numa iniciativa do Plano Tecnológico da Educação, Portugal coloca-se no pelotão da frente, nesta iniciativa, a par com o Reino Unido e com o México.

Estamos convictos que este programa de instalação de tecnologias nas salas de aula vai ser rigorosamente acompanhado por uma sólida e alargada formação dos docentes (e não docentes!), numa preocupação efectiva de integração das TIC no currículo, no sentido de obter transformações no processo de ensino e aprendizagem com reais benefícios positivos para os alunos. (Algo que ainda está em estudo nos vários países, sem resultados suficientemente conclusivos!).

Porém, de acordo com a nossa experiência, constatamos que docentes e alunos mais “expostos” à utilização regular do quadro interactivo e ligação à Internet na sala de aula desenvolvem significativamente a sua “maturidade” em tecnologias – chamemos-lhe “e-Maturidade”, permitindo-lhes alcançar um melhor desempenho e um aumento de competências em TIC. Obviamente, a obtenção destes resultados com o uso mais correcto e criativo do Q.I implica que o docente domine múltiplas ferramentas de produção de conteúdos e que planifique cuidadosamente as sessões de aula, muitas vezes com imenso esforço e sacrifício.

Acrescente-se, contudo, que este estádio é atingido por poucos docentes, tendo em conta que o uso do Q.I. exige:
· treino regular, sistemático e gradativamente aprofundado;
· trabalho colaborativo assente na partilha de experiências, ideias e de recursos digitais interactivos;
· livre e permanente acesso a salas com quadros interactivos instalados;

· reorganização do funcionamento da gestão e administração dos espaços escolares;
· apoio, acompanhamento e regulação da actividade docente;
· tempo significativo para preparação de aulas, pesquisa e criação de conteúdos digitais;
· formação aprofundada fornecida por formadores especialistas com experiência.

Também, no âmbito da nossa comunicação, lançámos um claro desafio para a necessidade de se abrandar o ritmo alucinante que está a ser exigido às escolas e aos professores, resultante das inúmeras e rápidas alterações tecnológicas, de modo a podermos reflictir sobre o rumo do futuro da Educação, que denominámos de “Slow e-Education”, numa analogia ao movim
ento que tem vindo a espalhar-se pelo mundo: o “slow-food”. Para que futuro estamos a preparar as nossas gerações?! Que papel cabe à família? Que tempo se disponibiliza para o convívio, o ócio, os tempos livres, o desporto, as tradições?

Precisamos de “digerir”, organizar, sistematizar e integrar toda a informação que nos chega em catadupa, (re)definindo caminhos em segurança e com confiança.
Esta visão foi aplaudida e apoiada pelos presentes!

Tal como os gansos, podemos enfrentar “ventos contrários”.

Se nos mantivermos conectados e abertos à partilha de ideias, experiências, interesses, obstáculos e soluções, numa Comunidade de Prática (CdP), dificilmente perderemos o rumo e nos afastaremos dos nossos objectivos.

Aprendamos uma lição com os gansos…


sábado, 13 de outubro de 2007

REDIIEN - Conferencia Internacional en Tecnología e Innovación Educativa


Decorreu, em Monterrey (México), entre os dias 8 e 12 de Outubro 2007, a Conferência Internacional en Tecnología e Innovación Educativa. O Centro de Formaçao de Entre Paiva e Caima esteve representado neste evento, dando a conhecer o Projecto "Interact - quadro interactivo nas salas de aula". Esta Conferência foi organizada pela Secretaria de Educación de Nuevo León, pelo Comité Regional Norte de Cooperación con la UNESCO, pela Red de Investigación e Inovación en Educación del Noroeste de Mèxico (REDIIEN).
Saiba mais aqui

sábado, 6 de outubro de 2007

:::: | eLearning Lisboa 07 | ...

Vai decorrer um dos mais aguardados eventos deste ano:
A Conferência eLearning Lisbon 2007 terá lugar nos dias 15 e 16 de Outubro, no Centro de Congressos de Lisboa, no âmbito da Presidência Portuguesa da UE.

Esta conferência, que conta com a presença de oradores de renome, centrar-se-á em torno de grandes temas como:
  • Tema 1 - Coesão Digital e Social
  • Tema 2 - Requalificação na Sociedade do Conhecimento
  • Tema 3 - O Valor do E-Learning
Não perca a oportunidade e faça a sua inscrição!
Se desejar, também pode acompanhar a conferência online.
Saiba como aqui e aqui.


quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Plano Tecnológico para a Educação - o projecto

"Colocar Portugal entre os cinco países Europeus mais avançados
ao nível de modernização tecnológica do ensino."

Veja aqui uma apresentação em Powerpoint do Projecto para a Educação, no âmbito do Plano Tecnológico. Com uma actuação abrangente, pretende-se dinamizar três eixos e respectivos projectos:
  • Tecnologia
  • Conteúdos
  • Formação

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

QISA2006... um ano depois.

No dia 14 de Julho de 2006, realizou-se o Workshop QISA2006 - quadros interactivos na sala de aula, na Universidade de Aveiro. Volvido pouco mais de um ano sobre esta iniciativa, desejamos dar a conhecer um relatório elaborado por um "observador" experiente, considerado o "pai" do ACTIVstudio, M. Peter Lambert:


This event was held at the University of Aveiro in Portugal with over 170 participants from all over the country. These participants were “activ” users from the Interact project, interested observers and potential purchasers together with individuals associated with various government departments/organisations. The opening session included welcomes from José Alberto Rafael, the Vice Rector of the University, Lucilia Maria Pessoa T. dos Santos, Presidente de Conselho de Gestão do CIFOP, Fernando Delgado from Project EduRia, Antonio Moreira, Project Interact moderator, José Paulo Santos, Interact project co-ordinator and Guillaume Chatagnon, BDM for Promethean.


The main objective of this event was for reflection about the functionality of IWB’s and their use in the classroom. There are currently two integrated projects in the Aveiro District, one is in Aveiro City Schools, (ria.edu) and the other project involves all the schools under the Teachers Training Centre, (Entre Paiva e Caima), The Interact Project. Each project was introduced by its coordinator. Professor Fernando Delgado, talked about the ria.edu project and made a positive evaluation of the results using ACTIVboards, stating the high involvment and motivation of students and teachers involved. This school district is the first in Portugal to introduce IWB’s into all classrooms. He also explained how they made the evaluation and why ACTIVboards were chosen.

The interact project was presented by it’s coordinator, Professor José Paulo Santos. The analogy “voo dos gansos’’ (flight of the geese) equates perfectly to spirit of the project, where the objectives are; teachers helping each other, sharing good practice and exchange of experiences. Professor José Paulo related generally the aims and targets of Interact. He emphasised that in a very short period of time the teachers involved in the project have produced a great deal of content in flipchart format for public use. For the duration and to aid communication of the project, a blog was created (www.interactsite.blogspot.com) and also a portal that was officially launched at the event (www.interactportugal.com)

Concluding this session, Promethean representative, Guillaume Chatagnon, spoke about the importance of projects like Interact, and he complimented Professor José Paulo on his hard work, spirit of initiative and the important role as leader of Project Interact.

After the opening remarks delegates attended one of six parallel sessions, five of which were showing best practice using Activboards at different school levels:
  • Pre-School
  • Primary
  • Middle School
  • Secondary Science
  • Secondary Language and Literature
  • Activboard software demonstrations, Activlingua and other complementary software.
All sessions were well attended and it was particularly encouraging to see the enthusiasm generated by teachers showing teachers what the Activboard and its relevant software were capable of. This is more powerful than any sales demonstration can be!


Between demonstrations in the Activboard demonstration room, I was able to sit in on some of the sessions. My Portuguese language skills leave much to be desired, but I could judge the quality of the presentations by observation of what was happening on the board. All presenters had an excellent grasp of the software and were exploiting its capabilities. As always with inspirational teachers new ideas and techniques were shown to great effect. What was particularly impressive was that the teachers in the Primary and Middle school rooms had brought some of their children in to the demonstration. What better way to show how the Activ classroom engages pupils at this age range! It was interesting to note that these pupils had no fear of using Activprimary software and their control of the pen illustrates how important this motor skill is.

Without exception, every child that wrote on the board using the pen, rested his/her other hand on the board surface. This of course, is impossible to do whilst using a Smartboard.


Despite the language barrier, I was able to pick up an interesting point.
Activprimary has yet to be translated into Portuguese, this wasn’t a problem for the pupils!
In fact, one teacher remarked that her pupils had vastly improved their English vocabulary, because they were learning all the names of the animals and characters in the clipart library! These sessions were repeated in the afternoon.

There followed a Plenary session.

In the closing plenary, Drª Maria João Loureiro and Drª Isabel Cabrita (Educational Technologies department, Aveiro University), expressed their appreciation of the work/presentations in each the sessions, praising the quality of the presentations given. They stated that IWB’s (and importantly) the associated software involved is a good tool for both teachers and students, increasing motivation, leading to a change of classroom practices and a higher level of interactions between teacher/students and student/students.

Professor Arsélio Martins (Escola Secundária José Estêvão), although recognising many positive aspects using ACTIVboard in Maths, extolling the accuracy and speed of the ACTIVboard, together with the Maths tools which are far better than any of the competitive products that he had evaluated, stated that using technology is less important than the reflection about their impact on the Teaching and Learning process. He concluded by saying IWB’s are not the only tool, but are an important and valuable tool for teachers and students to use, enabling teachers to innovate and not to follow routine. They should be prepared to explore possibilities and use it with creativity and innovation.

Engº António Pereira, Director of Entre Paiva e Caima Teachers Training Centre, reinforced the importance of these kind of initiatives and applauded the positive contribution that the output this project is already giving, saluting the coordinator Professor José Paulo Santos for the success achieved to date.

Dr. António Moreira presented the final summary and concluded the event. The event was evaluated using Activotes and the success of the event was reflected in the very positive feedback.

Project Interact, although relatively small compared with the scale of the country, has had a very positive impact on all the participants, but will have a greater impact on the wider educational community throughout Portugal, because of the dedication and enthusiasm of all involved, but particularly José who has been an inspirational co-ordinator.

A very satisfying day for me personally, because it showed that best practices may be achieved in a relatively short period of time. All teachers involved are to be congratulated on their dedication and effort to master the technology and use it as an effective teaching tool. Decitrel our partners in Portugal, provided excellent technical expertise, support and setup.


14th July (Julho) 2006
Peter Lambert
Business Development Manager Promethean

Resultados de inquérito "Investimento em QI"

Ao longo de algumas semanas, na área "Diga-nos se...", neste blogue, inquirimos os nossos visitantes, procurando saber "Como considera este investimento em Quadros Interactivos pelo Ministério da Educação". Eis os resultados:


terça-feira, 18 de setembro de 2007

Quadros ACTIVboard da Promethean em Atlanta (EUA)

Tal como se pode verificar neste vídeo, filmado numa escola de Atlanta, nos Estados Unidos, o ambiente de sala de aula já não é o que era antigamente...
Porém, no âmbito do Projecto Interact, em Portugal, esta realidade existe!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

REDOL - Recursos Digitais On-Line

A revista Ludomedia número 9, já nas bancas, disponibiliza um conjunto atractivo de actividades complementares, destinadas aos professores, pais e encarregados de educação.
Saiba mais aqui

Os produtos da Ludomedia possuem o símbolo


quinta-feira, 6 de setembro de 2007

ITiE Symposium 07 - Tecnologia Interactiva na Educação

Vai realizar-se em Londres, entre os dias 8 e 10 de Outubro de 2007, o ITiE Symposium 07 - Tecnologia Interactiva na Educação.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

O Olho Mágico no Brasil...



O Projecto "Interact - Quadro Interactivo na Sala de Aula" e o seu blogue, desde a sua génese, procuraram a criação de parcerias, a partilha e colaboração entre escolas, entre professores, nacionais e estrangeiros. Com uma "rede social" bem mais abrangente, porque é visitado por pessoas oriundas dos quatro cantos do mundo, os contactos e os contributos vão surgindo para alargar os nossos horizontes e aumentar a nossa experiência. Em vários países, tais como o Reino Unido, os Estados Unidos (com elevada taxa de implantação), o Canadá, a França, a Espanha, a Alemanha, o México, entre outros, a utilização dos quadros interactivos em contexto de sala de aula tem-se revelado uma interessante e útil solução para o desempenho do docente e para uma maior motivação e atenção dos alunos.

É com muito prazer que hoje abrimos espaço a um outro olhar... Um olhar do Brasil:


A Prof. Maria do Carmo Ferreira Xavier é professora há 7 anos em cursos de línguas no Rio de Janeiro. Actualmente, conclui a sua especialização em Língua Inglesa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ).


"Um filme de Walter Salles. Pense num. Não lembra o nome? Tudo bem. Mas lembra-se das imagens, com certeza... Sim, porque as imagens de Walter Salles são como as imagens de Win Wenders, e do tão aclamado Céu de Lisboa – inesquecíveis. O que vem à sua mente, então? Grandes regiões áridas, cenários mornos, tons de terra, a vegetação do serrado, pobreza... e... salas de aula, certo? Sim, muitas salas de aula, milhares de alunos, professores bem treinados, recursos fartos... Infelizmente, não é bem assim. Contraditório demais. Os objetos que compõem o cenário da educação no Brasil são todos da mesma natureza, e estão solidamente ligados aos componentes dos lindos filmes do cineasta brasileiro. Observar o Brasil, nesse sentido, é como contrastar ouro e prata e ao final de todo o processo dizer que os dois têm a mesma origem. Será que isso é possível? Mais do que uma terra de diferenças, a antiga Terra de Santa Cruz, tão aclamada por seus recursos naturais, é, antes de tudo, uma terra de ambiguidades: distribuição de renda desproporcional e níveis de desenvolvimento tão distintos quanto as próprias regiões brasileiras. Distanciam-se na diversidade cultural; aproximam-se na exclusão e na crise.

Descrever uma sala de aula brasileira não é tarefa nada fácil.

Do que estamos falando, afinal? Das cadeiras acolchoadas e dos aparelhos de ar condicionado das escolas da Zona Sul carioca, ou da terra riscada com os gravetos de Paulo Freire? Dos lindos laboratórios de informática das universidades paulistas, ou das paredes feridas por tiros e mesas quebradas das favelas? Falar de educação no Brasil é afrontar as próprias crenças, os modelos aprendidos, um exercício constante de desconstrução.

Mas o que tudo isso tem a ver com o quadro interativo, afinal? Há espaço para a tecnologia no meio de tudo isso? Diferentemente do professor que trabalha em escolas de ensino fundamental e ensino médio, aquele que trabalha em escolas de idiomas, tem em suas mãos o ofício de um garimpeiro às avessas. O garimpeiro é aquele que trabalha à cata de metais e pedras preciosas, o profissional das lavras diamantinas. São homens que passam o dia procurando metais nos fundos dos rios brasileiros. Com uma peneira eles separam as pedras. Enquanto as boas são guardadas numa pequena bolsa que ele carrega na cintura, as sem valor são devolvidas ao leito do rio, fadadas a perpetuar sua existência de pedra. O professor de escolas de idiomas tem o desafio de fazer o inverso. Ao lançar sua peneira no rio, ele recolhe toda e qualquer pedra sorteada. Em outras palavras, trabalhamos num sistema alternativo, onde recebemos todo tipo de aluno, de toda classe social. Tenho turmas onde estudam psicólogos e frentistas (profissionais de postos de gasolina) – históricos completamente diferentes, referências tão díspares quanto o próprio cenário econômico do país. Duas realidades unidas pela necessidade de falar inglês, facilitada pela presença do quadro interativo.

Se vivemos a era da comunicação, da autonomia, do ensino colaborativo, vivemos também a era da democratização do saber através de uma única rede. Esses mesmos alunos, separados por tantas questões, passam a desenvolver, juntos, fóruns para tratar de assuntos relacionados às suas vidas, escrevem blogs para que os outros leiam – na sala de aula interativa eu não diria apenas que o aluno tem voz, mas QUALQUER aluno tem voz. O quadro interativo abre uma porta em que o olhar não está mais nas páginas de um bonito livro de páginas enceradas e fotos que ilustram a realidade dos que detêm o poder econômico. Os olhos deste aluno estão voltados para o mundo, com todos os seus contrastes, problemas e, melhor do que nunca, possibilidades.

O quadro interativo passa a ser como um olho mágico*, que nos permite responder, finalmente, à pergunta: quem está lá fora?"

* o "olho mágico" é aquela lente que se coloca na porta de entrada nas nossas casas para vermos quem toca à campaínha, no exterior.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

The Interact Project by Paul Kinney

Throughout my time spent as an English Language Assistant, my first experience of working with the Interactive Boards arose when I arrived at ESA [Secondary School at Arouca] in Portugal. During my induction period, I would often be invited to attend lessons with teachers only to notice that they arrived at the classroom with little more than the class register and head straight for the computer. A simple log-on name and password, and five seconds later their entire lesson appeared, projected in front of the class.

I must admit that though this was my first real experience with the interactive white board, I was intrigued. Previously, ICT in the classroom had consisted of taking my own lap-top along with me and crowding up to 10 students around its screen – hardly inspiring. I found that the teachers had placed practically their entire lesson up there on the board from listening comprehensions to grammar exercises with the project living up to its name. I had often found, whilst teaching English as a foreign language, that group activities were quite difficult to realise. Splitting a large group into several smaller ones and providing them with a series of handouts was the strategy that I had previously followed for group work. The only problem with this was that the group members tended to break off individually hogging the materials given out. Thus, with the material and activity being commonly shared, the students’ attention tends to be more focused in the same direction. For example, a classmate that is responding to a listening exercise on the board immediately becomes the focus of the entire class. In this way, the students are forced out of an individualistic world where their attention is solely focused on their own textbook and become more actively involved in each other’s learning with the pupils often correcting each other’s mistakes.

As a teacher, it immediately becomes easier possible to identify patterns of difficulty that students have as they air their disagreements as to the solution of the exercise in front of each other. Such instant feedback allows areas of difficulty to be corrected more rapidly, rather than having to rely on simply marking individual exercises.

I would not argue that the interactive board should be allowed to completely sweep the traditional textbook approach to one side, since students still need to be allowed to develop their skills individually. However, that said the primary aim of learning a language is interaction and the use of the board certainly facilitates this. It allows the teacher to transform a class activity into a group activity in which the teacher is constantly able to retain the focus of each group member, preventing them from slipping back individualistic learning attitudes when the teacher’s back is turned.

Clearly the students have a great deal of enthusiasm for anything new – particularly in the ICT field – and it is subsequently easier to motivate their interest. Bearing this in mind, it is therefore important that, over the coming years, the interactive board does not simply come to be a textbook at the front of the classroom. From what I have seen, the key to success of this depends on the board not being the unique domain of the teacher whose class lesson it is. It is only by letting the students interact with the board that the students interact with each other. Clearly the role of the teacher is the same as it has always been – to guide the class in these activities – but with interactive activities helping to focus the class more into a cohesive unit, the students can also guide each other ‘s learning as they learn from each other. It is this which has to be one of the greatest advantages of the interactive board: finally permitting more interaction between the learners themselves.

Paul Kinney
Comenius Language Assistant at E.S.A. (Escola Secundária de Arouca)
June 2007

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Tradução:

Durante o meu tempo passado como Assistente de Língua Inglesa, a minha primeira experiência de trabalho com os Quadros Interactivos surgiu quando cheguei ao ESA [Escola Secundária de Arouca], em Portugal. Durante o meu período de adaptação, fui muitas vezes convidado a assistir a aulas para reparar que eles chegavam à sala de aula com pouco mais que o livro de ponto e que dirigiam imediatamente para o computador. Login e a palavra-passe e, cinco segundos mais tarde, toda a aula aparecia projectada para a turma.

Tenho de admitir que, embora esta fosse a minha primeira experiência real com o Quadro Branco Interactivo [QBI], eu estava intrigado. Anteriormente, as TIC na minha sala de aula consistiam em levar o meu computador portátil e juntar 10 alunos à volta dele - muito pouco inspirador. Descobri que os professores têm agora a sua aula praticamente toda no quadro, que vão desde exercícios de ouvir e compreender até exercícios de gramática. Muitas vezes, sentia, enquanto professor de Inglês como língua estrangeira, que as actividades de grupo eram bastante difíceis de realizar. A estratégia que eu utilizava quando pretendia que a turma realizasse um trabalho de grupo consistia em dividi-la em vários pequenos grupos e fornecer-lhes uma série de fichas de trabalho. O único problema era que os elementos do grupo tinham tendência a realizar individualmente as tarefas. Assim, com as actividades a serem partilhadas por todos, os alunos estão todos concentrados no mesmo. Por exemplo, um colega que esteja a realizar um exercício de audição no quadro torna-se o centro das atenções de toda a turma. Desta forma, o aluno é forçado a sair de um mundo individual onde a sua atenção está apenas centrada no seu manual e envolver-se mais na aprendizagem dos colegas, que muitas vezes se corrigem uns aos outros.

Como professor, torna-se muito mais fácil identificar as dificuldades dos alunos à medida que dizem as suas opiniões quanto à resolução de um exercício em frente uns aos outros. Estes momentos de feedback permitem que as dificuldades gerais sejam mais rapidamente ultrapassadas, em vez de apenas nos guiarmos pelos exercícios individuais de avaliação.

Eu penso que o quadro interactivo não deveria ser totalmente trocado pelo livro de texto tradicional, uma vez que os alunos têm de desenvolver as suas capacidades individualmente. Contudo, diz-se que o primeiro passo para aprender uma língua é a interacção, e é certo que o uso do quadro interactivo facilita. Permite que o professor transforme uma actividade de turma numa actividade de grupo, conseguindo captar constantemente a atenção de cada aluno, evitando que estes se percam noutras actividades, quando a cabeça do professor está virada.

Os alunos demonstram claramente um grande entusiasmo por qualquer coisa nova - principalmente no que diz respeito às TIC - pelo que é muito mais fácil motivá-los. Tendo isto em conta, é portanto importante que, nos próximos anos, o quadro interactivo não se torne no “manual”. Pelo que eu tenho visto, a chave para o sucesso desta técnica exige que o quadro não seja apenas utilizado pelo professor. É apenas permitindo que os alunos interajam com o quadro que é possível que interajam entre eles. O papel do professor continua a ser o de sempre - guiar a turma nas actividades - mas com actividades interactivas que ajudem a focar a atenção da turma no mesmo, os alunos podem assim ajudar-se mutuamente na aprendizagem. É esta a grande vantagem do quadro interactivo: finalmente há maior interacção e entreajuda entre os alunos.

Tradução realizada por Mariana Pereira