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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

11 decisões para melhorar a qualidade da gestão da sua sala de aula e a relação com os alunos

Ambiente de aprendizagem com quadro interactivo ActivBoard da Promethean


Como professores, sabemos bem que gerir a disciplina e os comportamentos dos alunos na sala de aula é uma tarefa difícil de alcançar. Por vezes, no calor do momento, nem sempre controlamos os nossos impulsos ou tentações, esquecendo aquelas mais elementares regras que evitam o conflito e reforçam as sãs relações interpessoais.

Existem alguns princípios básicos que devemos evitar esquecer e que nos podem ajudar a desenvolver uma relação mais empática com os alunos. Tendo isso em conta, neste início de ano civil 2011, sugerimos 11 decisões que o professor deve tomar, de modo a melhorar a qualidade da gestão da sua sala de aula e a relação que estabelece com os alunos:


1. Elogie o mais possível

Difícil de cumprir quando o comportamento do aluno não é exemplar. Mas, mesmo assim, examine os aspectos positivos. Um simples “Obrigado por teres trazido o teu livro”, pode mudar a atitude do aluno e até mesmo influenciar o colega do lado. Mesmo que tenha um grupo de alunos “difíceis” (onde por vezes tecer um elogio não é das primeiras coisas que nos vem à cabeça), de certeza que irá encontrar algo para elogiá-los e destacar aspectos positivos, permitindo assim avivar o seu próprio estado de espírito e claro… a do seus alunos.

2. Memorize o nome dos seus alunos e mostre entusiasmo por vê-los

Se designa um lugar específico para cada um dos seus alunos, a tarefa torna-se ainda mais fácil. O uso cuidadoso dos nomes demonstra mais cortesia da sua parte e ajuda a melhorar o relacionamento com a turma.

3. Faça observações factuais e não acusações

Dizer: “Chegaste atrasado” é uma acusação (como se sentiria se alguém lhe dissesse o mesmo?). Em vez disso, diga antes “A aula começou às 9:00 em ponto e neste momento são 09:15”. Dê espaço para um diálogo que talvez traga informações importantes. O aluno sentir-se-á mais à vontade para explicar o motivo pelo qual chegou atrasado.

4. Dê espaço e tempo ao aluno para responder

É importante que os seus alunos tenham tempo suficiente para responder às suas perguntas. Da mesma forma, caso tenha pedido ao aluno para efectuar um trabalho (mesmo suspeitando que não o fará), dê-lhe um pouco mais de tempo e diga que vai verificar mais tarde. Isso evita estar parado em frente ao aluno, esperando que o mesmo obedeça ao seu pedido.

5. Não deixe o aluno numa situação incómoda

Certifique-se que o aluno tem uma saída estratégica para qualquer situação. Dê-lhe tempo suficiente para pensar e dar a resposta adequada. Por exemplo: evite situações em que efectua uma pergunta e se coloca parado ao lado do aluno aguardando uma resposta. Este cenário pode levar o aluno a sentir-se intimidado e, consequentemente, tornar-se agressivo ou conflituoso perante a sua atitude. Evite estes confrontos e faça com que o aluno se sinta à vontade para responder.

6. Ofereça escolhas, alternativas e não ultimatos

Muito semelhante ao caso descrito anteriormente. Ofereça sempre uma alternativa ao aluno (com opções positivas, claro). Por isso, evite situações do género “Ou trabalhas ou sais da sala de aula”, quando na realidade não pretende que o aluno saia da aula, mas sim que fique e aprenda. Esse tipo de situações pode ser interpretado de duas formas: 1) se não avançar com a ameaça, demonstra não saber impor-se perante os seus alunos; 2) caso avance, talvez esteja a exagerar por um incidente sem muita relevância.

7. Tenha sempre uma planta da sala de aula

Mesmo que tenha apenas uma turma ao longo de todo o ano, tenha sempre disponível uma planta com a distribuição dos alunos na sala. Isto vai ajudá-lo a manter o controlo da aula e gera a ideia de ordem e disciplina na sala de aula.

8. Pense na perspectiva do aluno

Não pense que a sua aula é a única coisa no qual os seus alunos se preocupam. Mude de actividades caso note que já estão a ficar saturados com a matéria que está a ser dada. Fale com eles, pergunte-lhes como está a decorrer o dia. Contenha-se e reflicta antes de puni-los. Se demonstrar respeito e cortesia…receberá o mesmo em retorno.

9. Não presuma que o aluno está distraído por estar a rabiscar

Por vezes, mesmo os melhores alunos rabiscam nos cadernos como uma forma de se concentrarem quando estão a analisar algo. Se detectar situações destas, não os interrompa bruscamente pensando que a sua concentração está em todo o lado, menos na aula. Verifique os seus hábitos de trabalho. Até pode ser que já tenham terminado o trabalho que pediu e estejam apenas a reflectir.

10. Não use questões de retórica

Caso se sinta tentado a fazê-lo…não o faça. Pense um pouco. “O que achas que estás a fazer?” Uma pergunta um pouco sarcástica que poderá receber respostas com o mesmo tom. Do mesmo modo, evite outras perguntas, tais como “Quem pensas que sou?”, “O que disseste?” e muitas outras que fazem parte da mesma categoria. Uma pergunta bem pensada é muito mais convincente e menos condescendente.

11. Esta é a SUA decisão...

Acrescente às 10 anteriores uma outra que considere fundamental para uma boa gestão da sala de aula.

Se desejar, pode sugerir ainda outros princípios que considere importantes para o desempenho da docência e da gestão da sala de aula, deixando um comentário a este texto.



_____________
Este texto foi traduzido e adaptado de um original em inglês criado por Marcella McCarthy (Prof. de Inglês em Oxford, Reino Unido), disponível na comunidade Promethean Planet


sábado, 11 de outubro de 2008

O Que Eu Desejo Para os Meus Filhos

O Que Eu Desejo Para os Meus Filhos
Creating Great Schools — Together
(Criar Escolas Maravilhosas - Juntos)

Há mensagens que por vezes gostaríamos de escrever, mas parece que as palavras certas não emergem... Talvez porque pensamos demais; talvez porque racionalizamos o que deveria ser dito, simplesmente, com emoção...
Heidi Hass Gable di-lo com o Coração!


(Legendado em Português)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Programa e.escola recebe "Best European Project Award 2007"

O Programa e.escola foi premiado com o "Best European Award 2007", pela Toshiba Internacional. Assista à cerimónia pública que decorreu no dia 14 de Novembro 2007.




Mais informação na
página do Plano Tecnológico
e na página da Toshiba Portugal

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

SERA imediato, rápido e fácil!

"If you don't keep score, you're only practicing." - Vince Lombardi


Os Sistemas Electrónicos de Resposta da Aprendizagem (SERA) são dispositivos que nos permitem regular a evolução da aprendizagem dos intervenientes no processo. Em contexto de sala de aula, o professor pode promover a utilização deste sistema para verificar os níveis de conhecimento ou de apreensão de determinados assuntos ou conteúdos na sua disciplina.
Os SERA utilizados no Projecto Interact, nas várias escolas envolvidas, desde o pré-escolar ao ensino secundário, são os ACTIVote. Através da comunicação por radio-frequência com o quadro interactivo ACTIVboard da Promethean, podemos interagir com os desafios propostos. Cada aluno responde às questões, clicando nas teclas do dispositivo.

Certamente já todos experimentámos dificuldade em saber se o aluno A ou Z esteve ou não concentrado na aula. Em turmas de 25 ou 30 alunos, parece-nos extremamente difícil termos uma noção exacta sobre a evolução da aprendizagem de cada um, em cada sessão. Imaginemos, pois, a possibilidade de obtermos, em cada aula (no início, durante e no fim), uma resposta imediata sobre esses conhecimentos prévios e os que vão sendo adquiridos ao longo desse momento de aprendizagem...

Os SERA cativam, envolvem, integram e incentivam os alunos para e nas as actividades, assegurando a participação de TODOS numa mesma sessão e tornando a aprendizagem mais individualizada, participada e interactiva.

Dependendo muito da criatividade e dos objectivos de cada professor para um determinado tema do currículo, múltiplas são a formas de utilização dos SERA no processo de aprendizagem.

Para o aluno, a obtenção instantânea e imediata dos resultados sobre a sua própria aprendizagem, leva-o a confrontar-se com as suas dificuldades e sucessos neste ou naquele percurso e oferece-lhe a possibilidade de rever conceitos ou de aprofundar outros.


Para o professor, a obtenção fácil e imediata desses dados permite-lhe recuar ou avançar no processo de ensino e analisar a progressão dos alunos TODOS na aprendizagem. Pode, também, desenvolver momentos enriquecedores de debate e de discussão sobre aspectos mais relevantes dos conteúdos leccionados ou a leccionar, questionando os alunos e pedindo-lhe que justifiquem os seus pontos de vista ou opções.

Nas várias observações que temos realizado junto de várias turmas e a partir de testemunhos de professores e alunos, nas escolas deste Projecto, podemos adiantar algumas conclusões:
  1. uma correcta e integrada utilização desta tecnologia no processo de aprendizagem permite um maior rigor na análise da progressão de cada aluno;
  2. todos os alunos se sentem mais envolvidos nas actividades e têm plena noção da necessidade de se manterem concentrados ao longo de toda a sessão, dado que há momentos de regulação das aprendizagens;
  3. o professor não sente o peso e o stress da clássica "correcção dos testes de avaliação" para, finalmente, conhecer os níveis de conhecimento dos seus alunos;
  4. na sequência do ponto anterior, o professor concentra mais o seu esforço e a sua energia na produção de recursos educionais digitais (RED) mais eficazes e atractivos;
  5. os SERA, em interacção com o Quadro Interactivo (áudio, vídeo, imagem, mapas,...), formam um conjunto tecnológico extremamente integrado para vários estilos de aprendizagem;
  6. a "avaliação" não é sentida como um momento de tensão e de suspense prolongado no tempo (os testes demoram a ser corrigidos!), e torna-se num processo natural de inclusão, de regulação, de responsabilidade individual e colectiva e de tomada de consciência partilhada sobre o grau ou nível de conhecimento de cada aluno e de cada professor;
  7. o professor conhece com maior eficácia o nível de dificuldade de todos os seus alunos e possui muito mais elementos ou instrumentos de análise para aferir o grau de exigência nas suas actividades lectivas;
  8. a maior parte dos professores necessitam de formação na área da interpretação de resultados e de análise dos dados, de modo a corresponder com maior precisão às necessidades e dificuldades dos seus alunos;
  9. é necessário construir ou criar actividades diferenciadas para os alunos;
  10. os SERA devem estar disponíveis junto de cada aluno para uso regular e integrado desta tecnologia nas actividades de sala de aula;
  11. a avaliação formativa torna-se muito mais frequente, na medida em que é rápida, inclusiva e motivadora. Todos os alunos podem aferir imediatamente a progressão (ou não) das suas aprendizagens, enquanto o professor obtém uma síntese diagnóstica do conhecimento de todos os alunos da turma, auxiliando-o na tomada de decisão quanto ao ritmo a incutir às aulas;
  12. (...)
Brevemente, daremos mais informações aprofundadas sobre as múltiplas aplicações dos SERA nas actividades e no processo de regulação das aprendizagens...

Assim, SERÁ imediato, rápido e fácil! ;-)


Nota: Licença. Pode: copiar, distribuir, exibir e executar a obra; criar obras derivadas, com a condição de indicar a fonte.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

The Interact Project by Paul Kinney

Throughout my time spent as an English Language Assistant, my first experience of working with the Interactive Boards arose when I arrived at ESA [Secondary School at Arouca] in Portugal. During my induction period, I would often be invited to attend lessons with teachers only to notice that they arrived at the classroom with little more than the class register and head straight for the computer. A simple log-on name and password, and five seconds later their entire lesson appeared, projected in front of the class.

I must admit that though this was my first real experience with the interactive white board, I was intrigued. Previously, ICT in the classroom had consisted of taking my own lap-top along with me and crowding up to 10 students around its screen – hardly inspiring. I found that the teachers had placed practically their entire lesson up there on the board from listening comprehensions to grammar exercises with the project living up to its name. I had often found, whilst teaching English as a foreign language, that group activities were quite difficult to realise. Splitting a large group into several smaller ones and providing them with a series of handouts was the strategy that I had previously followed for group work. The only problem with this was that the group members tended to break off individually hogging the materials given out. Thus, with the material and activity being commonly shared, the students’ attention tends to be more focused in the same direction. For example, a classmate that is responding to a listening exercise on the board immediately becomes the focus of the entire class. In this way, the students are forced out of an individualistic world where their attention is solely focused on their own textbook and become more actively involved in each other’s learning with the pupils often correcting each other’s mistakes.

As a teacher, it immediately becomes easier possible to identify patterns of difficulty that students have as they air their disagreements as to the solution of the exercise in front of each other. Such instant feedback allows areas of difficulty to be corrected more rapidly, rather than having to rely on simply marking individual exercises.

I would not argue that the interactive board should be allowed to completely sweep the traditional textbook approach to one side, since students still need to be allowed to develop their skills individually. However, that said the primary aim of learning a language is interaction and the use of the board certainly facilitates this. It allows the teacher to transform a class activity into a group activity in which the teacher is constantly able to retain the focus of each group member, preventing them from slipping back individualistic learning attitudes when the teacher’s back is turned.

Clearly the students have a great deal of enthusiasm for anything new – particularly in the ICT field – and it is subsequently easier to motivate their interest. Bearing this in mind, it is therefore important that, over the coming years, the interactive board does not simply come to be a textbook at the front of the classroom. From what I have seen, the key to success of this depends on the board not being the unique domain of the teacher whose class lesson it is. It is only by letting the students interact with the board that the students interact with each other. Clearly the role of the teacher is the same as it has always been – to guide the class in these activities – but with interactive activities helping to focus the class more into a cohesive unit, the students can also guide each other ‘s learning as they learn from each other. It is this which has to be one of the greatest advantages of the interactive board: finally permitting more interaction between the learners themselves.

Paul Kinney
Comenius Language Assistant at E.S.A. (Escola Secundária de Arouca)
June 2007

________________

Tradução:

Durante o meu tempo passado como Assistente de Língua Inglesa, a minha primeira experiência de trabalho com os Quadros Interactivos surgiu quando cheguei ao ESA [Escola Secundária de Arouca], em Portugal. Durante o meu período de adaptação, fui muitas vezes convidado a assistir a aulas para reparar que eles chegavam à sala de aula com pouco mais que o livro de ponto e que dirigiam imediatamente para o computador. Login e a palavra-passe e, cinco segundos mais tarde, toda a aula aparecia projectada para a turma.

Tenho de admitir que, embora esta fosse a minha primeira experiência real com o Quadro Branco Interactivo [QBI], eu estava intrigado. Anteriormente, as TIC na minha sala de aula consistiam em levar o meu computador portátil e juntar 10 alunos à volta dele - muito pouco inspirador. Descobri que os professores têm agora a sua aula praticamente toda no quadro, que vão desde exercícios de ouvir e compreender até exercícios de gramática. Muitas vezes, sentia, enquanto professor de Inglês como língua estrangeira, que as actividades de grupo eram bastante difíceis de realizar. A estratégia que eu utilizava quando pretendia que a turma realizasse um trabalho de grupo consistia em dividi-la em vários pequenos grupos e fornecer-lhes uma série de fichas de trabalho. O único problema era que os elementos do grupo tinham tendência a realizar individualmente as tarefas. Assim, com as actividades a serem partilhadas por todos, os alunos estão todos concentrados no mesmo. Por exemplo, um colega que esteja a realizar um exercício de audição no quadro torna-se o centro das atenções de toda a turma. Desta forma, o aluno é forçado a sair de um mundo individual onde a sua atenção está apenas centrada no seu manual e envolver-se mais na aprendizagem dos colegas, que muitas vezes se corrigem uns aos outros.

Como professor, torna-se muito mais fácil identificar as dificuldades dos alunos à medida que dizem as suas opiniões quanto à resolução de um exercício em frente uns aos outros. Estes momentos de feedback permitem que as dificuldades gerais sejam mais rapidamente ultrapassadas, em vez de apenas nos guiarmos pelos exercícios individuais de avaliação.

Eu penso que o quadro interactivo não deveria ser totalmente trocado pelo livro de texto tradicional, uma vez que os alunos têm de desenvolver as suas capacidades individualmente. Contudo, diz-se que o primeiro passo para aprender uma língua é a interacção, e é certo que o uso do quadro interactivo facilita. Permite que o professor transforme uma actividade de turma numa actividade de grupo, conseguindo captar constantemente a atenção de cada aluno, evitando que estes se percam noutras actividades, quando a cabeça do professor está virada.

Os alunos demonstram claramente um grande entusiasmo por qualquer coisa nova - principalmente no que diz respeito às TIC - pelo que é muito mais fácil motivá-los. Tendo isto em conta, é portanto importante que, nos próximos anos, o quadro interactivo não se torne no “manual”. Pelo que eu tenho visto, a chave para o sucesso desta técnica exige que o quadro não seja apenas utilizado pelo professor. É apenas permitindo que os alunos interajam com o quadro que é possível que interajam entre eles. O papel do professor continua a ser o de sempre - guiar a turma nas actividades - mas com actividades interactivas que ajudem a focar a atenção da turma no mesmo, os alunos podem assim ajudar-se mutuamente na aprendizagem. É esta a grande vantagem do quadro interactivo: finalmente há maior interacção e entreajuda entre os alunos.

Tradução realizada por Mariana Pereira


segunda-feira, 16 de julho de 2007

A partilha e a colaboração no Búzio

Mais um ano lectivo chegou ao fim!


Época de avaliação de aprendizagens, época de reflexão sobre o trabalho realizado, sobre o que se fez e o que se poderia ter feito! E, nesta perspectiva, surge, também, o “Balanço final do Projecto Interact”, mais especificamente, o “Balanço” do impacto do Quadro Interactivo na nossa prática lectiva.

É certo que, nos dias de hoje, é impensável mostrarmos indiferença pelas Novas Tecnologias da Informação e Comunicação pois serão estas as “ferramentas do futuro” que nos ajudarão a diversificar métodos e técnicas de ensino, a tornar as aulas e a própria aprendizagem mais motivadora e atractiva tendo em vista o sucesso dos alunos.

É neste contexto que surge o meu interesse por esta área, nomeadamente pelos quadros interactivos, que utilizo há já alguns anos. Os quadros interactivos são uma excelente “ferramenta” para motivação, treino e consolidação de aprendizagens, desde que utilizados de forma coerente e equilibrada. Proporcionam ambientes de aprendizagem bastante entusiasmantes, motivadores e dinâmicos sendo, por isso, bastante elevada a motivação e o interesse dos alunos pelas actividades propostas. Esta motivação e envolvimento por parte dos alunos reflectem -se também no seu comportamento e no desenvolvimento de competências, pois, estando mais atentos e concentrados os alunos aprendem melhor e, obviamente, portam-se melhor! Esta constatação é, sem dúvida, uma motivação para o professor e um desafio para prosseguir adaptando-se e alterando as suas práticas de acordo com os interesses e necessidades dos seus alunos, de forma a que aprendam cada vez mais e melhor.


No que diz respeito à minha experiência pessoal, iniciei o meu contacto com os Quadros Interactivos em 2003/2004, com o SMARTBoard, e com alunos do 3º ciclo (9º Ano). Foi uma experiência gratificante e enriquecedora, a turma tinha já muitos conhecimentos nesta área o que facilitou o desenvolvimento dos trabalhos. Eu ensinei…. mas também aprendi! Nos anos seguintes passei a leccionar turmas do 2º ciclo e a utilizar o ACTIVboard (activstudio) e o impacto desta nova tecnologia junto dos mais pequenos superou as minhas expectativas.

No ano lectivo que agora termina leccionei Língua Portuguesa e Estudo Acompanhado a duas turmas de 5ºano (turmas C e F). Nas aulas de Língua Portuguesa elaborei flipcharts relacionados com a matéria a leccionar e as características das turmas, recorrendo aos vários recursos que tinha ao meu alcance (Biblioteca de recursos, Internet, recursos áudio etc). Foi também de grande importância a utilização do Quadro Interactivo nas actividades relacionadas com o Plano Nacional de Leitura, fazendo, por exemplo, ligação a sítios na Internet, nomeadamente, ao sitio da “História do Dia “ de António Torrado, actividade que muito agradou aos alunos. Nas aulas de Estudo Acompanhado foi desenvolvido, sempre que possível, e dadas as características desta Área Curricular não Disciplinar, um trabalho mais colaborativo, tendo mesmo chegado a realizar flipcharts com a colaboração de colegas que leccionavam a mesma turma, e a colaborar num projecto desenvolvido pela professora Manuela Barroso com um aluno de currículo alternativo a quem leccionava a disciplina de Língua Portuguesa numa vertente mais funcional. O aluno elaborou, nessas mesmas aulas individuais, um flipchart que foi apresentado à turma numa aula de Estudo Acompanhado que o aluno frequenta. Apesar de ser um aluno muito pouco participativo, aceitou este desafio e, com a ajuda das professoras, conseguiu apresentar o seu trabalho à turma. O elogio que recebeu por parte professoras e colegas foi um estímulo para continuar e um grande contributo para reforçar a sua auto-estima.

No entanto, o espírito colaborativo, o trabalho de equipa, a partilha e a troca de experiências e conhecimentos estiveram sempre bem enraizados nos professores do Agrupamento de Escolas do Búzio, que integram o Projecto Interact.

Prova disso é o empenho e entusiasmo com que participaram em todas as “Sessões” de apresentação e divulgação do Projecto Interact, do ACTIVboard e respectivo software, no início do ano lectivo e, posteriormente, numa Acção de Formação, na modalidade de Oficina, por mim orientada, com a preciosa colaboração dos colegas Manuela Barroso e Mário Silva.

Acção de Formação

Quadros Interactivos: Produção de materiais pedagógicos multidisciplinares”

Foi, para mim, uma experiência muito gratificante. Todos participaram de forma interessada e dinâmica, mesmo fora do horário estipulado, e produziram Flipcharts de excelente qualidade.

Como coordenadora do Projecto no Agrupamento desde a sua implementação, para além de todo o trabalho inerente a este “cargo”, participei em todas as actividades programadas.

Estive sempre ao dispor de todos os colegas para qualquer esclarecimento ou ajuda relativamente à construção de Flipcharts ou mesmo sobre o próprio software, deslocando-me, sempre que solicitada, ao centro Educativo da Praça.

  • No dia 21 de Abril de 2007, participei no “Workshop Interact”, realizado na Escola Secundária de Vale de Cambra, onde apresentei um Flipchart sobre o trabalho desenvolvido no Agrupamento, mais propriamente na Escola EB23 do Búzio.

Actividades desenvolvidas na Escola EB2,3 do Búzio

Estas foram algumas das actividades realizadas ao longo deste ano lectivo. Fica-nos, contudo, a sensação que poderíamos ter feito mais.

No entanto, convém salientar que, na Escola existia um só QI para os 13 professores aderentes ao Projecto, o que, por vezes, impediu o seu desenvolvimento a um bom ritmo, tanto a nível de preparação de aulas como de actividades. No entanto, a gestão da sala do QI foi sempre feita na base da compreensão, espírito de partilha e respeito pelos colegas.


Uma palavra de reconhecido agradecimento ao coordenador do Projecto, José Paulo Santos, pelo apoio incondicional que sempre nos prestou e pelo elevado profissionalismo e espírito de liderança com que tem conduzido este grande “bando”que é o Projecto Interact.

Maria Helena Vide Paiva



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sexta-feira, 29 de junho de 2007

Quadros Interactivos: da inovação tecnológica à renovação pedagógica


Na sequência do Encontro Quadros Interactivos em Contexto de Sala de Aula, realizado no passado dia 18 de Junho, em Castelo de Paiva, o Professor Daniel Rocha, doutorando em Didáctica, Diversidade e Diversificação Curricular, teceu alguns comentários sobre o que viu e ouviu, deixando-nos aqui algumas reflexões pertinentes sobre a utilização dos QI no processo de construção do conhecimento; sobre o impacto do Projecto Interact na dinâmica das escolas e na comunidade local:

Antes de mais, parabéns à professora Inês Conceição, e a todos que com ela colaboraram, por nos ter proporcionado este enriquecedor encontro de demonstração e reflexão sobre a utilização dos quadros interactivos em contexto de sala de aula.

O Professor Ángel Alonso, na sua teorização sobre o método e as decisões sobre os meios didácticos, defende que «a decisão didáctica sobre os meios a utilizar não se deve fazer tanto em função da sua modernidade ou presumível eficácia, como da adequação às metas educativas propostas». De facto, centrar as decisões da actividade educativa num determinado recurso ou material didáctico é subverter o acto educativo, caindo na tecnocracia.

Felizmente, neste encontro, podemos constatar que não é essa a situação da Escola EB1 de Castelo de Paiva nº2. Verificamos que os professores desta escola têm bem presentes os fins da educação e os melhores métodos para os alcançar, enquadrando os meios, como o QI, nesse horizonte. A intervenção da professora Maria João Brochado foi disso testemunho.

Fixando-nos nos resultados da utilização dos QI, a demonstração e palavras dos alunos (desde o pré-escolar ao 3º ciclo) deixaram bem patente o acréscimo da motivação que este recurso proporciona. Foi surpreendente ver a destreza com que o João (aluno do pré-escolar) utiliza o QI. Aliás, dado o brilhantismo com que o fez, fruto de uma dedicação quase excessiva a esta tecnologia, o coordenador do Projecto Interact, professor José Paulo, alertou quer para a necessidade de acautelar algumas dependências “motivacionais” da sua utilização, quer para a emergente criação de condições para que estes alunos possam continuar a usufruir deste recurso nos ciclos subsequentes.

Muito sinteticamente, destacaria ainda outras relevantes consequências do Projecto Interact observadas neste encontro:
  • maior transparência do acto educativo - a sala de aula abriu-se aos professores e pais;
  • trabalho colaborativo - quer entre docentes quer entre alunos;
  • maior articulação entre ciclos;
  • envolvimento dos pais no projecto educativo - todas as salas desta escola têm um QI, porque os pais reconheceram a importância deste material didáctico e se empenharam na recolha de fundos;
  • ambiente mais propício para “aprender a aprender”;
  • criação de uma “escola que pensa”; …
Em suma, pelo que tivemos oportunidade de observar e partilhar neste encontro, posso concluir que os QI mais do que uma mera inovação tecnológica podem ser um factor de renovação pedagógica.

Entreaberta ficou a reflexão sobre o impacto da utilização do QI no processo educativo de alunos com Necessidades Educativas Especiais. Também oportuno será avaliar até que ponto a utilização deste recurso aproxima ou diferencia alunos em condições socio-económicas díspares.

Eis algumas pistas para um novo encontro, que todos aguardamos.

Daniel Rocha
Castelo de Paiva

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Encontro "Quadros Interactivos em Contexto de Sala de Aula" em Castelo de Paiva


Porque no "Interact... quase tudo é possível!", os professores da Escola EB1 nº 2 de Castelo de Paiva, em conjunto com o Agrupamento de Escolas daquele concelho, decidiram organizar um Encontro no Auditório da Câmara Municipal, no dia 18 de Junho, pelas 20.30 horas.
Pretende-se que professores, pais e encarrregados de educação, e responsáveis pela Educação assistam a testemunhos e a experiências levadas a cabo ao longo de mais de um ano em contexto de sala de aula, com tecnologias de informação e comunicação, nomeadamente, os quadros interactivos ACTIVboard.
É tempo, pois, de mostrar as boas práticas e de avaliar o impacto dos quadros interactivos no processo de desenvolvimento de competências das crianças (e dos professores!) do pré-escolar ao 3º ciclo.

Venha assistir!
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PROGRAMA DO ENCONTRO

“Quadros Interactivos em contexto de sala de aula”
18 de Junho de 2007
Auditório Municipal de Castelo de Paiva

20h30m: Recepção/Apresentação dos Intervenientes

20h50m: “Quadros Interactivos em contexto de sala de aula”
Moderadora: Profª Inês Conceição
Educadora Elvira Monteiro - Pré-Escolar
Profª Mª João Brochado - 1ºCiclo
Prof. José António Oliveira - 2º/3ºCiclos

21h10m: “O olhar dos alunos sobre o Quadro Interactivo”
(visionamento de filme com testemunhos de alunos da escola)

21h20m: “Quase tudo é possível!!!”
(visionamento de filme sobre trabalhos realizados nas aulas)

21h40m: Projecto INTERACT
Prof. José Paulo Santos (Coordenador do Projecto)

22h10m: “O Futuro hoje!!!”
Empresas Decitrel Inovação e Nautilus

22h30m: Encerramento/Agradecimentos

Entidade responsável: Escola Básica1 de Castelo de Paiva nº2

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Localização no mapa



segunda-feira, 23 de abril de 2007

Reflexões sobre o Workshop Interact...



No dia 21 de Abril 2007, decorreu no auditório da Escola Secundária de Vale de Cambra, o workshop Interact. A iniciativa teve uma forte adesão de profissionais da educação, não só ligados ao projecto Interact, mas também outros que partilhavam interesse pelo tema.

Numa primeira fase, o coordenador do projecto Interact apresentou alguns dados de acompanhamento do mesmo e, em linhas gerais, fez uma reflexão onde abordou metodologias positivas de integração do quadro interactivo (QI) na sala de aula. Para além dos benefícios reconhecidos na utilização desta tecnologia, já lugares comuns para quem utiliza o QI, destacaram-se aspectos que ainda deverão ser objecto de maior atenção, de modo a que os proveitos pedagógicos sejam mais relevantes. Realçou-se a pouca participação dos alunos no processo de desenvolvimento dos objectos de aprendizagem, a não manutenção dos exercícios realizados para facilitar a aferição de aprendizagens, pouco aproveitamento dos recursos do QI e das aplicações informáticas específicas a ele associadas, recurso diminuto a diferentes elementos multimédia (vídeo/animação, som, ...), pouca adesão a ferramentas da Internet, recurso diminuto a aplicações educativas. Também alguns aspectos mais práticos não foram esquecidos, como a fraca ou excessiva iluminação da sala, o posicionamento deficiente do QI em alguns casos, impossibilitando uma boa utilização, rara manutenção física dos equipamentos, ausência de alguns equipamentos que contribuiriam para uma utilização mais eficaz do QI, como colunas de som ou computadores actualizados.

Destacou-se também a necessidade de trabalho colaborativo entre os docentes, que ainda não é muito notória. Essa colaboraçãp poderá ter visibilidade não só no trabalho realizado nas escolas, mas também na disponibilização e discussão, no portal Interact, dos recursos desenvolvidos, passando por um maior dinamismo participativo nos grupos de discussão do portal, assim como na troca de experiências no blogue Interact.

Na segunda fase, os coordenadores do projecto nas escolas/agrupamentos escolares apresentaram uma síntese da utilização do QI nas instituições que representavam. Foi interessante verificar diversas opções de distribuição dos QI no serviço lectivo dos professores, existindo escolas que associam o QI a turmas específicas, tentando que o maior número de professores dessas turmas trabalhem com o QI, outras (a maior parte) que associam a utilização das salas com QI a professores. A discussão acerca das melhores metodologias de gestão de utilização do QI é algo que ainda deverá ser levado a cabo, devendo tal passar pela apresentação de benefícios e dificuldades sentidas pelos professores envolvidos. O empenho e motivação dos docentes é notório, mas algumas dificuldades se vão perfilando, sendo que a gestão do tempo foi a mais referida. Os docentes queixam-se que o tempo necessário para preparar as actividades ultrapassa largamente o número de horas atribuído pelo Ministério da Educação para trabalho individual.

O workshop terminou com a apresentação de diversas actividades desenvolvidas para diferentes disciplinas e níveis de ensino.

Foi uma manhã profícua de troca de experiências na utilização de quadros intectivos em contexto educativo.

Carlos Vaz

http://gatoescondido.wordpress.com/


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Sempre se reconheceu que a nossa percepção das actividades dos outros é um papel que pode ser deveras pouco fiável sob vários pontos de vista. Existem factores, intrínsecos ou extrínsecos desconhecidos dos observadores exteriores, que frequentemente condicionam as actividades que decorrem. O reconhecimento do trabalho que desenvolvemos é um factor incentivador para uma melhoria e o não reconhecimento ou as críticas injustas podem condicionar o trabalho futuro de quem sente a injustiça das mesmas. No entanto, temos de pensar que a opinião dos outros é sempre importante, sobretudo para quem está interessado em melhorar.

É sempre necessário uma visão descomprometida e ela só é possível a quem esteja «de fora» - o que não quer necessariamente dizer fora do processo. Qualquer projecto deve ser sempre avaliado externamente, ainda que não dispense a auto-avaliação como um dos elementos a ter em conta no processo.

A organização de um evento deste tipo "actividades didácticas" para professores a um sábado à tarde pode ser arriscada. Os professores usam os dias considerados de descanso para retemperar forças e procurar esquecer as situações menos positivas que se lhes deparam durante a semana de trabalho, por isso um evento focalizador dessas mesmas actividades, mesmo que inovadoras, podem ser desinteressantes quando realizadas nos seus dias de descanso. Tomando isto em consideração, e em representação do Centro de Competência CRIE da Universidade de Aveiro, desloquei-me à Escola Secundária de Vale de Cambra para assistir ao WorkShop organizado pela Centro de Formação de Entre Paiva e Caima no âmbito do Projecto Interact que se realizou no dia 21 de Abril sobre "Quadros Electrónicos Interactivos" .

Cheguei um pouco após o início dos trabalhos e surpreendentemente tive dificuldade em estacionar o carro, tal a quantidade de veículos que ocupavam o espaço limítrofe do estabelecimento de Ensino. Os trabalhos já decorriam quando entrei num anfiteatro com capacidade para cerca de 100 pessoas, tendo de me sentar quase na última fila uma vez que os lugares estavam quase todos ocupados por docentes que ouviam atentamente a prelecção do dinamizador da actividade.

Em seguida, foram convidados outros professores das várias escolas/agrupamentos que se foram revezando, mostrando e divulgando o que consideravam de interesse relacionado com a utilização desse recurso nas instituições que representavam.

Notava-se que, ao contrário de mim que já conhecia parte dos exemplos apresentados por já ser a terceira vez a que assistia à apresentação de alguns daqueles exemplos de boas práticas, os participantes estavam interessados e punham questões e intervinham. A sessão prolongou-se até cerca das 14 horas mantendo-se a assistência, na quase totalidade, até ao final.

Os vários exemplos iam sendo apresentados. Alguns dos quais limitavam-se a números sobre a quantidade de professores, alunos e actividades desenvolvidas e outros apresentavam exemplo de trabalhos preparados e aplicados com êxito nas actividades lectivas. Um dos apresentadores chamou a atenção que quase todos apresentavam as actividades com os Quadros Interactivos sem utilizar a interactividade do quadro que estava a ser utilizado apenas como tela de Apresentação Electrónica, crítica esta muito pertinente.

Da minha participação no evento retive:

as situações exemplares de boas práticas que já tinham sido apresentadas há um ano atrás mantêm-se, não havendo, ou então eu não me apercebi, novos casos de êxito;

um entusiasmo em divulgar o que se vai fazendo que é, para alguns, o ultrapassar duma barreira de iliteracia tecnológica;

entusiasmo em partilhar com todos o entusiasmo que alguns manifestavam em participar deste projecto;

interesse por parte dos assistentes que desconheciam e que estavam ali com interesse em conhecer;

o grande número de Flipcharts que tem sido desenvolvidos pelos docentes intervenientes;

a importância que tem em cada escola, a abertura e o interesse manifestado pelos elementos directivos;

o reconhecimento da importância da utilização dos Quadros Interactivos como recursos inovadores na aprendizagem;

o reconhecimento generalizado pelo trabalho que o José Paulo Santos está a realizar.



António Carlos Leal

Centro de Competência CRIE da U. de Aveiro



Fotos do Workshop Interact
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Vídeo apresentado no evento
INTERACT é bom BRINCAR!